segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Energia renovável recebe 2 vezes mais financiamento que combustíveis fósseis

Energia solar e eólica recebe duas vezes mais financiamento do que combustíveis fósseis.
As energias eólica e solar estão prestes a se tornarem invencíveis, a produção de gás natural e petróleo estão se aproximando do pico e os carros elétricos e baterias para as redes de eletricidade esperam o momento de assumir o controle. Este é o mundo que Donald Trump herdou como presidente dos EUA. E ainda assim o plano energético dele é eliminar restrições para ressuscitar um setor que nunca voltará: o de carvão.
As instalações de energia limpa quebraram novos recordes em todo o mundo em 2016 e as energias eólica e solar estão recebendo duas vezes mais financiamento que os combustíveis fósseis, segundo novas informações divulgadas pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Isso se deve em grande parte ao fato de os preços continuarem caindo. A energia solar está se tornando, pela primeira vez, a forma mais barata de gerar eletricidade nova no mundo.
Mas com os planos de desregulamentação de Trump, o que “vamos ver é a era da abundância — turbinada”, disse o fundador da BNEF, Michael Liebreich, durante apresentação em Nova York. “É uma boa notícia economicamente, mas há um pequeno senão: o clima.”
Queda nos custos
Os subsídios governamentais têm ajudado as energias eólica e solar a garantirem presença nos mercados globais de energia, mas as economias de escala são o verdadeiro motor por trás da queda dos preços. As energias eólica e solar não subsidiadas estão começando a ganhar a concorrência contra o carvão e o gás natural em um grupo cada vez maior de países.
Os EUA podem não liderar o mundo em energias renováveis enquanto porcentagem da produção de sua rede, mas vários estados estão superando as expectativas.
As energias eólica e solar decolaram — a tal ponto que as operadoras de rede da Califórnia estão enfrentando alguns dos mesmos desafios de regular as oscilações das energias renováveis de alta densidade que têm afetado a revolução energética da Alemanha. A expansão nos EUA não é a primeira, mas tem sido notável.
A demanda por eletricidade nos EUA vem caindo, em grande parte devido à eficiência energética maior em tudo, de lâmpadas e TVs à indústria pesada. Em um ambiente como esse, o combustível mais caro perde, e este perdedor, cada vez mais, tem sido o carvão.
Com a entrada das energias renováveis na matriz, até mesmo as usinas de combustíveis fósseis que ainda estão em operação estão sendo usadas com menor frequência. Quando o vento está soprando e o sol está brilhando, o custo marginal dessa eletricidade é essencialmente gratuito, e energia gratuita sempre ganha. Isso significa também lucros menores para usinas de energia baseadas na queima de combustível.
A má notícia para as produtoras de carvão fica ainda pior. Os equipamentos de mineração dos EUA se tornaram maiores, melhores e muito mais eficientes. Talvez o que mais afeta os empregos na indústria do carvão sejam os equipamentos de mineração melhores. O estado da Califórnia atualmente emprega mais gente na indústria de energia solar do que a indústria do carvão em todo o país. (ambienteenergia)

A empregabilidade das energias limpas no mundo e no Brasil

A promessa propagada pelo presidente Donald Trump é a de multiplicar os empregos na área de energia, revivendo as indústrias de carbono e combustíveis fósseis. Nesse cenário ele parece não considerar o crescente papel das energias renováveis na economia americana.
Em um quadro de 1.9 milhões empregos criados na área de energia em 2016, a distribuição é a seguinte:
Na parte de combustíveis fósseis, óleo & gás, lideram com mais de 900 mil empregos, enquanto que na área de carvão existe apenas 160 mil.
Já na parte de energias renováveis o quadro é:
- Energia Solar liderando com 373 mil empregos.
- Seguido de Bioenergia com 130 mil.
- Eólica com 101 mil
- E as demais nuclear e hidrelétrica com, 76 e 65 mil, respectivamente.
Os números foram extraídos do Relatório do Departamento de Energia publicado em Janeiro ainda na administração Obama.
Desses 373 mil trabalhadores da área de energia solar, 70% aproximadamente passaram a maior parte do tempo em projetos de energia solar. A maioria dos empregos nessa área foram em instalação, construção e fabricação, já que sendo uma indústria relativamente nova continuou a aumentar a capacidade.
Já a indústria do carvão, que vem diminuindo a oferta de empregos desde 2012, por conta da competição com o gás natural mais barato, empregaram apenas 160 mil trabalhadores e cerca de 54 mil empregos eram em mineradoras.
É importante notar que a criação de energia não é a única fonte de emprego na área. O relatório do Departamento de Energia encontrou mais 2.3 milhões de postos de trabalho em transmissão, armazenamento e distribuição de energia, um número que inclui os trabalhadores da rede elétrica e do gasoduto e mais de 900 mil varejistas, como os empregados das estações de serviço e os revendedores de combustíveis. Se os colaboradores de energia não tradicionais foram incluídos nesse quadro – os envolvidos na fabricação e instalação de produtos eficientes em termos de energia – o número total de empregos relacionados à energia aumenta para 6.4 milhões.
É claro que os empregos em energia não são igualmente distribuídos nos Estados Unidos e em alguns estados, como Wyoming e West Virgínia, a indústria do carvão continua a empregar uma grande quantidade de trabalhadores.
Mas pelo quadro não se deve desconsiderar os resultados alcançados pelas energias renováveis, principalmente a solar.
No Brasil, por conta da economia alguns números estagnaram ou caíram, segundo o relatório Renewable Energy and Jobs. Esse relatório aponta que a maioria dos empregos na área de energia renovável no Brasil encontra-se em bioenergia. Nessa área, o total de empregos, caiu em 5%, seguido por uma queda na área de etanol e por um pequeno ganho em empregos de biodiesel. Mesmo com o crescimento da produção de etanol, os empregos na área caíram em 10%, em função da mecanização do setor.
A área de energia eólica que em 2016 apontava um crescimento das ofertas de emprego, desta vez, por conta da morosidade em novas instalações, também apresenta um declínio nas oportunidade de trabalho. O número total de trabalhadores na construção e instalação caiu, assim como na fabricação, somente na área de O&M foi identificado um ligeiro crescimento.
Por fim, os números no setor de energia solar. Novas instalações no mercado brasileiro de aquecimento solar diminuíram 7% em 2016 devido aos atrasos na implementação da próxima fase do programa de habitação social Minha Casa Minha Vida, bem como por conta de deterioração econômica do país.
O emprego total em 2016 foi estimado em 43 mil vagas, sendo 30 mil na fabricação e o restante em instalação.
Veja mais sobre o relatório aqui.
A promessa propagada pelo presidente Donald Trump é a de multiplicar os empregos na área de energia, revivendo as indústrias de carbono e combustíveis fósseis. Nesse cenário ele parece não considerar o crescente papel das energias renováveis na economia americana.
Em um quadro de 1.9 milhões empregos criados na área de energia em 2016, a distribuição é a seguinte:
Na parte de combustíveis fósseis, óleo & gás, lideram com mais de 900 mil empregos, enquanto que na área de carvão existe apenas 160 mil.
Já na parte de energias renováveis o quadro é:
Energia Solar liderando com 373 mil empregos.
Seguido de Bioenergia com 130 mil.
Eólica com 101 mil
E as demais nuclear e hidrelétrica com, 76 e 65 mil, respectivamente.
Os números foram extraídos do Relatório do Departamento de Energia publicado em Janeiro ainda na administração Obama.
Desses 373 mil trabalhadores da área de energia solar, 70% aproximadamente passaram a maior parte do tempo em projetos de energia solar. A maioria dos empregos nessa área foram em instalação, construção e fabricação, já que sendo uma indústria relativamente nova continuou a aumentar a capacidade.
Já a indústria do carvão, que vem diminuindo a oferta de empregos desde 2012, por conta da competição com o gás natural mais barato, empregaram apenas 160 mil trabalhadores e cerca de 54 mil empregos eram em mineradoras.
É importante notar que a criação de energia não é a única fonte de emprego na área. O relatório do Departamento de Energia encontrou mais 2.3 milhões de postos de trabalho em transmissão, armazenamento e distribuição de energia, um número que inclui os trabalhadores da rede elétrica e do gasoduto e mais de 900 mil varejistas, como os empregados das estações de serviço e os revendedores de combustíveis. Se os colaboradores de energia não tradicionais foram incluídos nesse quadro – os envolvidos na fabricação e instalação de produtos eficientes em termos de energia – o número total de empregos relacionados à energia aumenta para 6.4 milhões.
É claro que os empregos em energia não são igualmente distribuídos nos Estados Unidos e em alguns estados, como Wyoming e West Virgínia, a indústria do carvão continua a empregar uma grande quantidade de trabalhadores.
Mas pelo quadro não se deve desconsiderar os resultados alcançados pelas energias renováveis, principalmente a solar.
No Brasil, por conta da economia alguns números estagnaram ou caíram, segundo o relatório Renewable Energy and Jobs. Esse relatório aponta que a maioria dos empregos na área de energia renovável no Brasil encontra-se em bioenergia. Nessa área, o total de empregos, caiu em 5%, seguido por uma queda na área de etanol e por um pequeno ganho em empregos de biodiesel. Mesmo com o crescimento da produção de etanol, os empregos na área caíram em 10%, em função da mecanização do setor.
A área de energia eólica que em 2016 apontava um crescimento das ofertas de emprego, desta vez, por conta da morosidade em novas instalações, também apresenta um declínio nas oportunidade de trabalho. O número total de trabalhadores na construção e instalação caiu, assim como na fabricação, somente na área de O&M foi identificado um ligeiro crescimento.
Por fim, os números no setor de energia solar. Novas instalações no mercado brasileiro de aquecimento solar diminuíram 7% em 2016 devido aos atrasos na implementação da próxima fase do programa de habitação social Minha Casa Minha Vida, bem como por conta de deterioração econômica do país.

O emprego total em 2016 foi estimado em 43 mil vagas, sendo 30 mil na fabricação e o restante em instalação. (ambienteenergia)

sábado, 4 de novembro de 2017

O quão verde é a energia ‘verde’?

Estimados colegas,
A energia renovável – a partir de energia solar, eólica e hidráulica – está se tornando rapidamente um dos principais pilares da produção global de energia, enquanto atrai um enorme investimento mundial.
Mas o quão “verde” são essas fontes de energia? Elas são ambientalmente benignas ou são perigosas em certos contextos?
Este artigo [How Green is ‘Green’ Energy?, DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.tree.2017.09.007], liderado por Luke Gibson e publicado em Trends in Ecology & Evolution, contrasta os riscos e impactos ambientais de nossas maiores fontes de energia “verdes”.
Por favor, circulem e enviem a todos os colegas interessados.

Para acessar o artigo, no formato PDF, clique no link: 171026Gibson et al. 2017-green energy (ecodebate)

Até 2050 a bioenergia corresponderá a 30% de toda a energia mundial

Até 2050 a bioenergia corresponderá a 30% de toda a energia usada no mundo, diz especialista.
- Especialistas estimam que iniciativas em diferentes setores serão necessárias para reduzir as emissões de gases estufa, manter o aquecimento global abaixo de 2ºC até o fim do século e, dessa forma, minimizar os impactos da mudança climática para a humanidade. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, a bioenergia tem lugar garantido nesse conjunto de soluções.

A avaliação foi feita durante o evento da palestra de abertura da terceira edição da Brazilian Bioenergy Science and Technology Conference (BBEST). Organizado no âmbito do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), o evento aconteceu entre os dias 17 e 19 de outubro em Campos do Jordão e teve como foco principal discutir a bioenergia no contexto da bioeconomia, ou seja, na construção de uma economia sustentável.
“Energia é essencial para o desenvolvimento. Nos próximos anos, países como China, África, Índia, Oriente Médio, Rússia e Brasil vão precisar de mais energia para criar uma vida melhor para sua população. Isso torna ainda maior o desafio de conter as emissões e, portanto, será preciso buscar novas formas de lidar com esse problema”, disse Brito Cruz.
A bioenergia, acrescentou, pode ajudar a mitigar as emissões de gases de efeito estufa principalmente no setor de transportes – que atualmente é o que mais demanda energia no mundo (27% de toda a energia consumida).

Para Brito Cruz, a ideia de que os carros elétricos vão substituir totalmente os motores a combustão interna precisa ser vista com cautela. A indústria automobilística ainda precisaria superar o desafio de aumentar a densidade energética das baterias – que determina a autonomia dos veículos entre uma recarga e outra.
“A conveniência de usar combustível líquido é relevante e ainda há espaço para os motores a combustão se tornarem menores e mais eficientes. A eletricidade e os biocombustíveis são soluções complementares e terão de trabalhar juntos. A demanda por biocombustíveis no futuro estará associada principalmente à aviação, navegação oceânica e viagens rodoviárias de longa distância”, afirmou.
A fatia representada pelas fontes renováveis na matriz energética cresce em quase todos os países. Em locais como Nova Zelândia, Suécia, Noruega e Islândia já representa mais de 40%.
“No Brasil esse índice é de 41%, algo que poucos conseguem alcançar. A principal fonte renovável brasileira é a cana-de-açúcar, que atende a 17,2% da demanda. Quase 9% da energia elétrica gerada no Brasil hoje é oriunda da queima de biomassa, o que mostra que além dos transportes a bioenergia tem espaço em outros setores”, disse Brito Cruz. (ambienteenergia)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Térmicas não serão ligadas fora de mérito

- As termelétricas com maior custo de operação do sistema elétrico não serão acionadas em caráter emergencial, conhecido como "fora da ordem de mérito", mesmo com o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto em 01/11/17.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reuniu autoridades da área de energia do governo federal, entende que ainda não é o momento de ligar essas usinas e aposta em um bom início de período de chuvas em novembro para recompor os lagos das usinas, segundo as fontes.

"A notícia é boa e está chovendo [próximo das usinas]. Não haverá nenhuma medida além das que já vêm sendo adotadas", disse uma das fontes, sob a condição de anonimato. (dci)