sexta-feira, 10 de abril de 2020

Metade da energia eólica da Neoenergia estará no ACL

Em 2022, metade da energia eólica da Neoenergia estará no ACL.
Empresa aposta no leilão A-4 de térmicas desse ano para continuar com Termope.
Metade da capacidade eólica da Neoenergia deverá estar destinada ao mercado livre em 2022, após a conclusão dos Complexos Eólicos Oitis, de 566,5 MW e Chafariz (PB-565 MW). Em teleconferência de resultados realizada nesta terça-feira, 18 de fevereiro. De acordo com o CEO da empresa, Mario Ruiz-Tagle, 25% dessa energia já foi comercializada para os anos de 2022 e 2024 a preços médios de R$ 190/ MWh. O Complexo Oitis está localizado nos estados do Piauí e da Bahia e conta com 12 parques.  “Assegura a participação da Neoenergia no movimento de  liberação do mercado de energia brasileiro, afirma. A GE vai fornecer as turbinas para Oitis. Em 2019, a empresa investiu R$ 143,3 milhões na implantação e operação de eólicas.
Ainda de acordo com o executivo, a expectativa da empresa é de alcançar um bom crescimento em 2020. Sem querer prever um percentual, Ruiz Tagle lembrou que as distribuidoras do Nordeste sempre crescem acima do PIB e que o grupo manterá a atual disciplina.
O leilão A-4, que será realizado em abril/2020, deverá contar com a Termope, termelétrica da empresa em Pernambuco. Contratada até 2024, há a busca por uma alternativa para a sua continuidade. A usina, além de rentável, também tem se mostrado importante para a operação da região Nordeste, o que justificaria a sua contratação. “Nossa expectativa é conseguir contratar ela nesse leilão”, avisa Ruiz-Tagle, que lembra que ela não vai precisar de investimentos, por já estar em operação.
Para esse leilão e o futuro da usina, a Neoenergia também negocia com cuidado não só com a Petrobras – a atual fornecedora – um novo contrato de fornecimento de gás da térmica, mas também alternativas com fornecedores internacionais, usando estruturas de GNL que poderão ser construídas. A espanhola Iberdrola, controladora da Neoenergia está auxiliando nesse tema, pela experiência internacional que possui na área. Para Mario Ruiz-Tagle, nesse leilão de térmicas será possível definir se a política de gás barato do governo federai vai se confirmar.
“Temos toda certeza operacional do ativo, o que temos que conseguir agora é um bom preço de gás para arrumar um preço no futuro contrato”, aponta. (canalenergia)

Pesquisadores brasileiros buscam desenvolver células solares mais baratas

Pesquisadores brasileiros avançam no desenvolvimento de células solares mais baratas.
Tecnologia com perovskitas alcança uma eficiência de 25% na conversão de energia luminosa em elétrica.
Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo uma nova tecnologia de célula fotovoltaica de fabricação mais simples, barata e ainda menos impactante para o meio ambiente. As novas células solares de perovskitas alcançam uma eficiência de 25% na conversão de energia luminosa em elétrica, ultrapassando o porcentual das células de silício policristalino – ainda as mais comercializadas no mundo.
Os filmes de perovskita estão sendo produzidos a partir de soluções, também chamadas de tintas, em temperatura ambiente. No momento, a questão da durabilidade ainda está em teste e, quando for resolvida, deverá permitir o uso da energia solar em uma escala revolucionária.
“A produção da célula de silício é mais limitada. Elas só podem ser fabricadas em ambientes com elevado controle de particulados e demandam temperaturas que vão a mais de 1.500º C. Por isso, embora seu preço tenha caído bastante nos últimos anos, os painéis solares à base de silício são muito caros”, conta a professora Ana Flávia Nogueira, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A primeira célula solar de perovskita (óxido de cálcio e titânio) foi desenvolvida pela primeira vez pela equipe no país em 2016.
Agora, os pesquisadores se concentram na melhoria das próprias células e dos processos para fabricá-las. “Chegamos próximos do limite teórico de eficiência, em torno de 30%. Mas precisamos dar um passo atrás para entender melhor esses materiais. O trabalho envolve luz síncrotron e nanoespectroscopia com infravermelho e foi usado pela primeira vez na caracterização de perovskitas,” afirmou Ana Flávia.
À frente deste trabalho está o pesquisador Rodrigo Szostak.Szostak, que usou o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) para mapear grãos nanométricos individuais nos filmes de perovskita. Por meio disso, é possível entender em que fase acontece o processo de degradação indesejável. Umidade ou temperatura, por exemplo, influenciam a forma de organização dos átomos, fazendo com que possam passar de uma estrutura com atividade fotovoltaica para uma estrutura inativa.
O estudo mostrou que o processo de degradação indesejável se inicia – na interface entre os grãos individuais do cristal. Agora, pesquisadores de outras partes do mundo poderão usar essas informações para tentar evitar ou minimizar o processo, melhorando ainda mais a qualidade das células solares de perovskita.
A pesquisa também avançou na sintetização de perovskitas bidimensionais, na forma de filmes com apenas uma camada de átomos do cristal de espessura.
Novo tipo de célula solar, com um material mais barato que o silício, que pode gerar tanta energia que as células solares atuais, mais sustentabilidade na ponta dos dedos.
Na prática, um LED e uma célula solar são essencialmente o mesmo componente, só enquanto a célula solar capta a luz e gera eletricidade, o LED recebe a eletricidade e a transforma em luz. É por isso que se espera que as perovskitas venham a impactar uma ampla gama de tecnologias fotônicas. (portalsolar)

Debênture sustentável planeja financiar projetos solares no Brasil

Debênture sustentável estreia para financiar projetos solares no Brasil.
Papéis foram emitidos pela geradora de energia londrina Faro para projetos com benefícios ambientais e sociais.
A Faro Energy emitiu a primeira debênture sustentável do Brasil, com o objetivo de captar R$15 milhões para investir em projetos de geração distribuída de energia solar e iniciativas sociais no país. As debêntures sustentáveis podem ser direcionadas tanto em projetos com benefícios ambientais quanto sociais. Os papéis foram certificados pela Bureau Veritas.
Segundo relatório publicado pela Moody’s em fevereiro, as emissões de bônus verdes, sociais e sustentáveis devem crescer 24% no mundo neste ano, para 400 bilhões de dólares. Portanto, a chegada desse tipo de papel no Brasil foi em bom momento.
Além disso, o país vive um boom no mercado fotovoltaico puxado pelo segmento de geração distribuída, que geralmente envolve a instalação de sistemas solares em residências ou terrenos para atender diretamente a demanda de consumidores.
As debêntures da geradora de energia londrina destinarão R$ 14,9 milhões para quitar dívidas em moeda estrangeira e R$ 100 mil para aulas de desenvolvimento de habilidades sócio emocionais para 600 alunos de uma escola da cidade de Pirapora, no norte de Minas Gerais.
Hoje, a Faro do Brasil tem uma capacidade de geração bruta de 222 mil megawatts-hora por ano. “Poderíamos ter feito uma emissão tradicional de debênture, mas queríamos que nosso projeto fosse além e impactasse de diferentes maneiras na região onde está”, disse Pedro Mateus, presidente da Faro no Brasil.
As debêntures serão remuneradas de acordo com a inflação medida pelo IPCA mais 5,45% ao ano, com prazo de dez anos. Segundo a companhia, os papéis têm como garantia o fluxo de pagamento pela energia solar gerada pela Faro e consumida por dois clientes, Aquário do Rio e uma rede de supermercados em Pirapora.
“Fazendo dessa maneira, acreditamos que a equação de risco e retorno para investimentos vai acabar e a questão do impacto social e ambiental terá que entrar nessa conta,” disse o presidente da Gaia, João Pacífico.
O distribuidor responsável pelas debêntures da Faro foi o Banco BTG Pactual SA, que atua em transações de centenas milhões de reais. “Nos últimos três anos, observamos que a demanda por investimentos de impacto tem crescido e queríamos testar como seria a demanda”, disse Mariana Oiticia, sócia do BTG Pactual. (portalsolar)

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Itaipu estuda elevar reservatório em um metro

Ganho de energia ainda não foi calculado, mas medida tem potencial para elevar eficiência da usina.
A Itaipu Binacional avalia aumentar o seu reservatório em um metro, passaria da cota 220,5 para 221,5 metros. A medida ainda está em avaliação pela área ambiental da usina e uma decisão deverá ser tomada até o segundo semestre para verificar a viabilidade dessa medida. A questão que está sendo analisada no momento é o volume de terras que seriam alagadas com a elevação do nível do lago.
De acordo com o Celso Torino, diretor técnico executivo, esse aumento não afetaria moradores ou comunidades no entorno do lago. Ele comentou que essa água adicional chegaria apenas a áreas da própria usina e o estudo que está sendo feito é se alcançaria vegetação que beira o reservatório e se isso traria algum problema ambiental.
Na parte estrutural para essa elevação não há problemas, não seriam necessárias obras adicionais, pois as barragens, tanto a de terra quando a de concreto, já foram projetadas para alcançar uma altura de até 225 metros. A única intervenção necessária seria a elevação da altura das comportas para evitar que a água que seja agitada por um vento muito forte no lago e, eventualmente, passe por cima desses dispositivos.
“Estruturalmente essa é a única intervenção que precisaríamos fazer, caso a decisão seja tomada, mas ela ainda está em avaliação”, reforçou Torino a jornalistas.
Esse aumento do reservatório traria algum ganho de eficiência para a usina que poderia produzir mais energia ao se tornar mais eficiente. No ano passado Itaipu registrou um índice de eficiência de 97% e poderia chegar a até 99%, calculou ele. Em termos de volume de energia ele não apontou qual seria o tamanho desse benefício, mas que seria importante quando se pensa na chamada Itaipu Incremental, formado pelos rios Tibagi, Piquiri e Ivaí que segundo as contas do executivo, representam 30% do volume de água que forma o reservatório da usina localizada no rio Paraná.
Ele lembrou ainda que em anos de El Niño os ganhos seriam maiores devido ao regime de chuvas que afeta o sul. Como esses três rios citados não possuem capacidade de regularização como os demais que levam água para Itaipu, se tornam mais ‘nervosos’, o que pode aumentar o potencial de geração.
Itaipu pode ampliar área alagada por reservatório. (canalenergia)

Inviável prazo de 10 anos para fim de carros a combustão

ANFAVEA considera inviável prazo de 10 anos para fim de carros a combustão.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) considera inviável o prazo de 10 anos para que seja extinta no País a venda de carros movidos a gasolina e diesel, como prevê projeto aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
O projeto de lei, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), argumenta que a gasolina e o diesel são responsáveis por um sexto das emissões de dióxido de carbono na atmosfera e afirma que já há soluções tecnológicas para substituí-los, como os biocombustíveis e os carros elétricos. Aprovado pela CCJ, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado.
Para a ANFAVEA, que apresentou um posicionamento ao Broadcast por meio da assessoria de imprensa, o prazo de 10 anos é curto para que a meta seja cumprida. A associação acredita que, antes disso, é necessário haver um debate sobre o tema, que envolva, principalmente, a capacidade da matriz energética brasileira de dar conta de uma frota eletrificada.
A entidade lembra, ainda, que o Congresso aprovou recentemente o Rota 2030, programa do governo que estabelece metas de eficiência e emissões até 2034. Já há, portanto, alguns prazos que as montadoras perseguem. Segundo o projeto aprovado no Senado, a venda de carros movidos a gasolina e diesel seria proibida a partir de 01/01/2030. E a circulação seria proibida a partir de 2040.
Em outubro, o diretor técnico da ANFAVEA, Henry Joseph Junior, chegou a ir à CCJ para explicar as razões da inviabilidade da proposta. Sem êxito na comissão, a associação pretende enviar novamente o seu corpo técnico para argumentar contra o projeto na CMA. (biodieselbr)