quarta-feira, 6 de abril de 2022

Solar deve ser a renovável com mais retorno

Solar deve ser a renovável com mais retorno, aponta Bank Of America.

Relatório aponta questões de redução de capex de 50% em 10 anos e gargalos de transmissão para eólica como fatores que favorecem a solar.
O Bank Of America divulgou um relatório onde aponta que a fonte solar deve entregar os melhores retornos no Brasil entre as fontes renováveis. A instituição financeira aponta que a competição esperada pelo crescimento do setor de geração no Brasil exige diferenciação entre as fontes e elegeu a solar como a preferencial por conta da possibilidade de queda do capex que pode cair 50% nos próximos 10 anos ante os 4% estimados em eólica, há ainda gargalos em transmissão que não estão acompanhando a expansão da geração por meio dos ventos.

“Em nossas estimativas, a Solar poderia oferecer mais de 110 base points (bp) de TIR ante a eólica nos próximos 10 anos, enquanto as tendências de longo prazo podem ampliar ainda mais a lacuna, impulsionada principalmente pela tecnologia associada à redução de capex e O&M da cadeia de suprimentos”, afirma o Bofa.

Além do investimento a questão da operação e manutenção tem como ponto de destaque a expansão considerada robusta na cadeia de suprimentos que, provavelmente, deve ser traduzida em manutenção mais rápida e barata. É estimada uma redução de 26% até 2030 para a solar na comparação com a eólica, segundo cálculos do banco.

E ainda, entre os pontos que o Bofa toma como base cita a produção de energia. Apesar de reconhecer que os dados históricos são relativamente limitados, afirma que a produção solar tem sido mais consistente para níveis certificados (P90/P50) na comparação com eólica. A quinta razão pela qual destaca a solar é o custo de capital, argumenta que pode oferecer maior potencial de VPL devido ao spread IRR/WACC.

Contudo, destaca ainda que é necessário saber as principais tendências do setor. Nesse sentido, indica que o LCOE, o custo nivelado de energia, para energia solar e eólica, incluindo análises de sensibilidade está em R$ 194/MWh para energia solar, mas com expectativa de redução de 21% em 10 anos.

Em geral, o banco relata que os investimentos potenciais em renováveis no país são de R$ 190 bilhões nos próximos 10 anos, Contudo, acredita que dificilmente todos sairão do papel. Isso porque é o equivalente à um novo Brasil com 70 GW médios. E ainda, porque com mais concorrência os retornos são reduzidos.

“Embora não esperemos mais retornos estelares em energias renováveis, ainda vemos espaço para TIRs atraentes (spread de ~320bp vs rendimentos de títulos). Em nossa opinião, 2 combinações podem oferecer retornos acima da média. O primeiro é a capacidade solar vendida para clientes de médio porte e o segundo a geração distribuída, embora incorporando riscos maiores”, apontou o relatório.

O Bofa indica ainda que um prêmio de energia renovável de longo prazo justo é da ordem de R$ 50/MWh. Atualmente calcula que os PPAs de fontes renováveis estão com um valor na ordem de R$ 42/MWh em relação às fontes hídricas desde 2018, com desconto na transmissão e ingresso no mercado livre.

Nos riscos para os investidores está o excesso de oferta. A instituição avalia que, “normalmente, retornos pouco atraentes tendem a desacelerar os investimentos. No entanto, esperamos que as energias renováveis greenfield mantenham um ritmo acelerado, intensificando o excesso de oferta atual e pressionando os preços da energia. Por quê? Novas renováveis têm prazo difícil para entrar em operação para se beneficiarem do desconto de transmissão de 30 anos”.

E destaca que a geração de energias renováveis é um dos temas mais em evidência no mundo. Isso por conta dos compromissos cada vez maiores com a descarbonização. A atratividade do segmento tem sido apoiada pela melhoria tecnológica reduzindo custos e incentivos governamentais.

Em geral, afirma que ainda há potencial de VPL em renováveis. “Estimamos que projetos de energias renováveis poderiam render cerca de 10% de TIR real ao vender sua capacidade a R$ 177/MWh, o que poderia pressionar os preços de energia convencional, por exemplo, hidrelétrica”, afirma. E acrescenta que vê dois fatores principais apoiando os retornos em energias renováveis. O primeiro é a regulação sobre como os compradores de energia podem ter incentivos para pagar o prêmio indicado acima e o segundo trata de como se espera que os custos de construção e manutenção manter as tendências de queda. (canalenergia)

Governo aposta em biocombustíveis como opção ao petróleo

Em geral, os planos de redução dos gases de efeito estufa dos países desenvolvidos indicam a preferência por veículos elétricos. O governo brasileiro entende, no entanto, que cada país deve fazer a opção conforme seu potencial. Para o diretor de biocombustíveis da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, do Ministério de Minas e Energia, Pietro Mendes, embora a eletrificação da mobilidade seja algo irreversível, no Brasil, os biocombustíveis terão uma participação importante no processo.

“Para banir os motores a combustão, os países do hemisfério Norte estão dependendo da concessão de fortes incentivos. A eletrificação vai entrar no Brasil, mas sem incentivos. Não vamos banir os motores a combustão porque temos os biocombustíveis como solução”, destaca.

Após 1 ano da criação do programa Combustível do futuro, o ministério tenta apressar conclusões dos comitês técnicos que discutem fontes alternativas de energia. Segundo Mendes, a ideia é desenvolver o quanto antes a estrutura legal e regulatória para substituir combustíveis fósseis e, assim, dar a sinalização correta para a indústria de veículos leves e de carga e também para o consumidor.

Criados em julho/2021, os comitês técnicos, que se reúnem periodicamente, estabeleceram prazo de um ano para começar a esboçar marcos regulatório. Mendes considera, no entanto, possível, antecipar as primeiras conclusões para março. A ideia é agilizar a elaboração de projetos que dependem de aprovação no Congresso Nacional antes que o clima de campanha eleitoral esfrie os trabalhos do Legislativo. “Podemos avançar nos temas mais maduros”, destaca.

O diretor aponta, como uma das iniciativas mais avançadas, o esforço do ministério para inserir o RenovaBio na próxima etapa do programa automotivo Rota 2030. Em seu terceiro ano de operação, o RenovaBio é um projeto de descarbonização por meio de biocombustíveis. Criado em 2018, o Rota 2030 é um programa federal que busca, por meio de incentivos fiscais, apoiar o desenvolvimento tecnológico e inovação da indústria automotiva em troca de desenvolvimento de veículos mais seguros, econômicos e menos poluentes.

O RenovaBio funciona por meio dos chamados CBIOS (créditos de descarbonização), instrumentos financeiros negociados pelas empresas que buscam reduzir emissões de gases de efeito estufa. Cada CBIO corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono que deixa de ir para a atmosfera. Em 2021, a utilização de biocombustíveis evitou 24,4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, o que movimentou R$ 1,17 bilhão. Segundo Mendes, a expectativa é superar 36 milhões de toneladas em 2022.

No segmento de veículos leves, o governo brasileiro aprova o movimento de parte da indústria que defende aproveitar a especialização do país em etanol para produzir carros híbridos movidos com o derivado da cana-de-açúcar. Mendes destaca que nem sempre o carro elétrico é um veículo de emissão zero. “O cálculo deve ser feito não apenas levando em conta o que sai do escapamento, mas do poço à roda”, afirma, referendando, assim, posições defendidas por empresas como Volkswagen, que pretende fazer do Brasil um centro de desenvolvimento de híbridos a etanol, ou da Toyota, que já produz esse tipo de veículo no país.

Apesar da sintonia destacada pelo representante do ministério, representantes da indústria têm alertado para a necessidade de o poder público apontar com clareza caminhos para a substituição de combustíveis fósseis no Brasil. Na semana passada, um estudo cujas conclusões foram antecipadas pelo Valor indicou que para atingir metas globais de descarbonização em veículos comerciais o Brasil terá que recorrer a três ou quatro tipos de energia. Todos dependerão, porém, do amparo de políticas públicas.

Conduzido pela Bain&Company, consultoria global, o trabalho é resultado de parceria entre a Rede Brasil do Pacto Global, ONU e a Scania. Tem, ainda, apoio da BRF, Ipiranga e Unidas. A indústria de transportes está sob pressão por ser uma das mais poluentes do mundo. Emite 14% de todo o dióxido de carbono, segundo o painel intergovernamental sobre mudanças climáticas/IPCC.

Segundo Mendes, o governo tem estado em contato com a iniciativa provada. Além dos comitês que envolvem técnicos do governo, diz, o Ministério de Minas e Energia tem feito reuniões com montadoras como Stellantis, Volks, Nissan e Toyota, e também com associações como ANFAVEA, que representa as montadoras, e Unica, das usinas de açúcar.

O diretor do ministério defende o lado do governo ao dizer, ainda, que já existem “políticas públicas concretas”, que, além do RenovaBio e do programa Combustível do futuro, abrangem, também, a mistura de 10% de biodiesel ao diesel.

Além disso, destaca o diretor do ministério, o país tem o potencial de transmitir “a vocação brasileira em bioenergia” a outras nações capazes de replicar essa alternativa. “Estamos em contato com a Índia, onde o governo já aprovou a mistura de 10% de etanol na gasolina e tem como meta chegar a 20%”, destaca.

Segundo Mendes, estão, ainda, em estudo, a implementação de corredores verdes de biometano e o desenvolvimento de células a combustível. O Ministério de Minas e Energia também pretende agilizar, diz, um plano para o uso do bioquerosene de aviação.

“Temos desenvolvido um conjunto de iniciativas para promover a descarbonização de veículos e aumentar a disponibilidade de soluções de mobilidade, elaborando marcos regulatório e políticas públicas para viabilizar o atendimento dos compromissos ambientais assumidos”, destaca Mendes. (biodieselbr)

Bondinho Pão de Açúcar migra para mercado livre

Iniciativa se junta a outros projetos ligados a sustentabilidade e entrada no ACL é passo para a modernização.

O Bondinho Pão de Açúcar anunciou a sua entrada no mercado livre de energia. Com a novidade inicialmente implantada no final de 2021 e finalizada recentemente, o parque, que é já considerado baixo consumidor por utilizar de um sistema eficiente de energia, contratará kilowatts provenientes de energias renováveis, que auxiliarão em todo o seu funcionamento.

Com essa entrada no mercado livre de energia, o bondinho ainda contribui com a redução das emissões de carbono, devido à nova adoção de fornecedores renováveis. A nova iniciativa se juntará a outros projetos do parque focados em sustentabilidade, como de eficiência em energia com uso de painéis solares e sistema regenerativo elétrico; gestão de resíduos sólidos; projeto de preservação ambiental do Monumento Natural dos Morros Pão de Açúcar e Urca; conservação e recuperação da pista Claudio Coutinho e Trilha do Morro da Urca; e também está sendo implementado um processo de neutralização de carbono no parque.

Diego Scofano, CTO do Bondinho Pão de Açúcar, diz que a entrada no mercado livre de energia é mais um passo para a modernização sustentável pela qual o parque está passando, reduzindo também o impacto ambiental da operação, uma das prioridades. (canalenergia)

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Resiliência no Setor Elétrico e o Impacto das Mudanças Climáticas

Climatempo apresenta: Resiliência no Setor Elétrico e o Impacto das Mudanças Climáticas.
Novo Boletim da Climatempo já está disponível na Biblioteca do Portal CanalEnergia.

Na busca pela modernidade e com o objetivo de melhorar os investimentos para manter a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes, cada vez mais empresas do setor de energia vêm realizando estudos relacionados a capacidade de uma rede elétrica sofrer uma perturbação e se recuperar rapidamente, ou seja, ser resiliente frente às adversidades operacionais. É o que destaca o novo Boletim da Climatempo, que já está disponível na Biblioteca do Portal CanalEnergia.

De acordo com o informativo, os estudos de resiliência realizam um levantamento dos principais fatores que possuem potencial de causar algum tipo de dano à estrutura da rede elétrica. Com isso, os estudos de identificação dos principais eventos que causam danos à rede são importantes para que a empresa conheça estas causas e comece a planejar como se preparar para ocorrências futuras. A partir desse planejamento, a empresa começa a se tonar mais resiliente.

Embora os estudos sejam importantes para o planejamento, fazendo com que o sistema sofra um menor impacto e tenha uma recuperação mais rápida, é importante ressaltar que após o final do evento o funcionamento da rede não volta ao seu estado original. Isso se deve aos problemas causados na infraestrutura que persistem após a recuperação da rede.

Segundo relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), os cenários futuros indicam que os eventos meteorológicos extremos deverão ser cada vez mais comuns e de maior magnitude em decorrência do aquecimento global e consequentemente das mudanças climáticas. Sendo assim, é importante que os estudos de resiliência levem em consideração os eventos extremos meteorológicos. (canalenergia)

sábado, 2 de abril de 2022

Koenigsegg inventa motor elétrico minúsculo com enorme potência

Koenigsegg inventa motor elétrico minúsculo e que entrega potência absurda.
A fabricante sueca de hipercarros Koenigsegg anunciou a criação de um motor elétrico que promete revolucionar o mercado: o Quark. O propulsor pesa apenas 30kgs, cabe em uma mochila e entrega impressionantes 300cv e 61,1 kgf/m de torque.

Esse motor foi pensado não apenas para a instalação em carros elétricos ou híbridos, mas também em carros voadores, embarcações e demais projetos de locomoção que demandem um trem de força forte e compacto como o Quark.

Segundo a Koenigsegg, o componente tem esse desempenho devido à sua tecnologia de fluxo axial e radial, apelidada de "Raxial". Com isso, o propulsor consegue distribuir melhor o torque gerado em seu conjunto de engrenagens e aliar o eletromagnetismo a uma melhor manutenção térmica, o que gera essa eficiência.

Motor elétrico inovador pesa 30 kg e entrega 340 cv de potência.

Quando aliado a outros componentes, o Quark se torna um dos motores elétricos mais eficientes do mercado.

A empresa explica que o Quark é derivado do conjunto de motores elétricos de um de seus carros esportivos híbridos, o Koenigsegg Gemera, que rende mais de 1.700cv quando seus propulsores a combustão e zero emissão trabalham juntos.

Para chegar a esse peso e tamanho compactos, András Székely, líder de desenvolvimento de motores elétricos, explica quais materiais foram utilizados e a maneira que o Quark foi construído:

"Construímos o eixo dentro do Quark com aço 300M usado no automobilismo e na indústria aeroespacial. O resfriamento direto foi escolhido por sua maior eficiência e design compacto. Já o rotor usa a renomada tecnologia de fibra de carbono oca Koenigsegg Aircore Não apenas superamos o desafio dos requisitos do trem de força do Gemera, mas também superamos as metas de torná-lo mais leve e menor do que qualquer motor elétrico desta classe".

A Koenigsegg deve começar a utilizar o Quark em seus próximos carros, mas não descarta vendê-lo para outros mercados. Por sua enorme potência e torque, ele acaba se tornando o motor ideal para carros esportivos híbridos plug-in, já que é capaz de movimentá-los nos momentos de baixa velocidade. (yahoo)