terça-feira, 26 de novembro de 2024

Fernando de Noronha terá 85% de geração solar até 2027

Fernando de Noronha terá 85% de geração solar e armazenamento por baterias até 2027.

Em substituição ao diesel, o projeto Noronha Verde será realizado pela Neoenergia com investimentos de R$ 300 milhões.
Morro Dois Irmãos - Arquipélago de Fernando de Noronha, Pernambuco, Brasil.

A Neoenergia recebeu autorização do Ministério de Minas e Energia (MME) para ampliar a geração renovável de Fernando de Noronha, em Pernambuco, por meio de energia fotovoltaica e armazenamento em baterias. O objetivo do projeto Noronha Verde é alcançar até 85% de descarbonização no arquipélago que, atualmente, é majoritariamente abastecido a diesel e que se tornará a primeira ilha habitada na América Latina a alcançar essa marca. A estimativa é que o Noronha Verde entre em operação no início de 2027 com investimentos previstos de R$ 300 milhões.

Fernando de Noronha tem investido em energia solar, destacando-se a usina solar flutuante anunciada pela Neoenergia e Compesa que ampliou a geração de energia renovável na região. Além disso, também com investimentos da Neoenergia, as usinas solares Noronha I e II, inauguradas em 2015 e 2017 respectivamente, contam com 3.480 módulos fotovoltaicos.

Vista aérea da Usina Solar Noronha II, instalada em uma área de concreto de 8 mil m², pertencente ao Governo do Estado de Pernambuco, utilizada para captação de águas pluviais.

Imagem: Reprodução portal Aulas de Energia/Neoenergia

A iniciativa, que envolve o Governo Federal, por meio do MME, e o Governo do Estado de Pernambuco, será licenciada pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), mediante anuência do ICMBio. A partir da publicação da portaria, a Neoenergia terá 30 dias para apresentar um plano de investimento para o projeto.

Usina Solar Noronha II, Ilha de Fernando de Noronha (PE)

O projeto também trará impactos positivos para todos os brasileiros à medida que contribuirá para redução de encargos e subsídios na conta de energia, pagos hoje pelo conjunto de consumidores de todo o país por meio da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que subsidia a energia gerada pelo diesel na ilha. (pv-magazine-brasil)

Investimento de R$ 522bi gera 30 mil empregos no Brasil

Megainvestimento de R$ 522 bilhões promete tornar o Nordeste um dos estados mais importantes do mundo, gerar 30 mil empregos e transformar o Brasil líder global na produção do combustível do futuro.
Nordeste na mira de um plano ambicioso: investimentos no combustível do futuro promete ultrapassar R$ 522 bilhões e revolucionar os setores de energia no mundo.

O Nordeste brasileiro está prestes a se tornar um polo global no setor de hidrogênio verde. O estado do Rio Grande do Norte desponta com um megainvestimento que promete transformar a produção de combustível do futuro. Serão R$ 111 bilhões de investimentos destinados a projetos desse tesouro escondido que visam alavancar a economia local e fortalecer a matriz energética do país. Este avanço trará inovação e colocará o estado na liderança do setor de hidrogênio verde (H2V) no Brasil.

Esse cenário é o resultado de pelo menos seis projetos em andamento, que prometem gerar até 5 GW de energia, posicionando o Rio Grande do Norte como um player importante no mercado de H2V. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), o total de investimentos previstos pode ultrapassar US$ 20 bilhões, ou cerca de R$ 111 bilhões na cotação atual.

Esses projetos, baseados em fontes de energia renovável como eólica e solar, estão em diferentes estágios de desenvolvimento e licenciamento que pode transformar a economia da região e criar mais de 30 mil novos empregos nos próximos anos.

Investimentos em hidrogênio verde no Nordeste chega a US$ 90 bilhões (aproximadamente R$ 522 bilhões) e gerar 30 mil empregos.
Hidrogênio verde, o combustível do futuro, pode destravar a economia brasileira gerando mais de 60 mil empregos nos próximos 3 anos.

Entre os seis projetos, três já estão avançando para a fase de licenciamento ambiental. Além disso, o estado está focado na viabilização do Porto-Indústria, que será fundamental para o escoamento da produção de hidrogênio verde. Essa infraestrutura será crucial para garantir que o estado consiga atender à demanda crescente por energia limpa. O Nordeste é uma das regiões mais promissoras para a produção de H2V, graças às suas condições climáticas e geográficas, favoráveis à geração de energia renovável.

Os números são impressionantes. Apenas na região do Nordeste, os investimentos em hidrogênio verde podem chegar a US$ 90 bilhões. O Rio Grande do Norte, que já lidera a produção de energia eólica no Brasil, quer assumir também a liderança no setor de H2V. O estado conta com o projeto do Complexo Industrial Alto dos Ventos, em Macau, com investimento de US$ 2,5 bilhões, aproximadamente R$ 14,5 bilhões. Esse complexo, liderado pelas empresas Nordex e Acciona, terá uma capacidade de produção de 1 GW de hidrogênio verde em uma área de 10 hectares.

Outros estados nordestinos como Ceará, Piauí e Bahia, também estão mirando o hidrogênio verde como uma alternativa econômica sustentável. O estudo “Hidrogênio Sustentável: Perspectivas para o Desenvolvimento e Potencial para a Indústria Brasileira”, da CNI, destacou a importância da região para o avanço do combustível do futuro. Ceará lidera com 27 projetos voltados para o desenvolvimento do hidrogênio verde. Esse movimento coloca o Nordeste em uma posição estratégica no cenário global de energias renováveis.

No Rio Grande do Norte, os três projetos em fase de licenciamento estão localizados nas cidades de Areia Branca, Macau e Pedra Grande. Segundo Hugo Fonseca, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, o foco é atrair investimentos que permitam explorar as áreas com maior potencial de produção de H2V. Contudo, os detalhes dos projetos permanecem confidenciais, pois estão em fase de acordos preliminares e memorandos de entendimento. Empresas como Neoenergia, Enterprize e Maturati Participações estão envolvidas nas negociações.

Estado conta com um Marco Legal que define as diretrizes para a produção do combustível do futuro (H2V) no Brasil

As condições para o sucesso no Rio Grande do Norte são favoráveis. A abundância de recursos naturais, como água e energia renovável, facilita a implementação da cadeia de produção de hidrogênio verde. Além disso, o estado conta com um Marco Legal que define as diretrizes para a produção de H2V no Brasil. A Assembleia Legislativa do RN está desenvolvendo uma regulação local para o setor, com o objetivo de impulsionar ainda mais os investimentos no estado.

Outro destaque é o Centro de Excelência em Formação Profissional para Hidrogênio Verde, o primeiro do Brasil, inaugurado em fevereiro deste ano. Essa instituição visa qualificar profissionais para atuar em todas as etapas da cadeia produtiva de H2V, desde a geração de energia até a aplicação prática. A mão de obra qualificada será essencial para atender à crescente demanda do setor, fortalecendo a posição do estado como líder na produção de hidrogênio verde.

O desenvolvimento do Porto-Indústria Verde também avança, com localização já definida entre Caiçara do Norte e Galinhos. O projeto é fundamental para o escoamento e exportação do combustível do futuro produzido no estado. O governo do Rio Grande do Norte já solicitou a autorização ao Ministério dos Portos e Aeroportos para iniciar o processo de licenciamento ambiental, um passo crucial para a viabilização do porto.

Construção do Porto-Indústria Verde contará com investimentos do BNDES

Com um investimento de R$ 5,6 bilhões, o Porto-Indústria Verde será desenvolvido em uma área de 13 mil hectares, seguindo o modelo de Parceria Público-Privada (PPP). A expectativa é que o porto se torne um centro estratégico para a exportação de hidrogênio verde e outros produtos sustentáveis. O processo de licenciamento ambiental do porto tem custo estimado de R$ 12 milhões, e parcerias com o BNDES e o Ministério dos Portos estão sendo negociadas para garantir o apoio financeiro necessário.

O Porto-Indústria Verde será um marco no desenvolvimento econômico e sustentável do estado, consolidando o Rio Grande do Norte como um dos principais produtores de hidrogênio verde no Brasil. O porto, além de escoar a produção de H2V, também será um ponto estratégico para a exportação de outros produtos derivados de fontes renováveis. Com as operações previstas para iniciar por volta de 2030, o estado tem uma oportunidade única de se destacar no mercado global de energia limpa.

Hidrogênio Verde: O tesouro escondido do Nordeste que vai revolucionar a energia renovável no mundo

O Nordeste brasileiro está em uma posição privilegiada para se tornar líder mundial na produção de hidrogênio verde. Com investimentos bilionários, um ambiente favorável e apoio governamental, o Rio Grande do Norte desponta como protagonista da revolução energética. (sociedademilitar)

Disponibilidade de matérias-primas para Combustível do Futuro

[CBBR 2024] A disponibilidade de matérias-primas para Combustível do Futuro.
Projeto Combustível do futuro vai estimular a produção de Biocombustíveis

Com a transformação do Combustível do Futuro em lei, o B20 já está ‘contratado’. O texto formulado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula estabelece que o teor de biodiesel no óleo diesel avance um ponto percentual por ano até chegar a 20% em 2030. As primeiras estimativas já indicam que a demanda de biodiesel deverá passar um pouco dos 14 milhões de m³ – crescimento de praticamente 100% em relação aos 7,3 milhões de m³ registrados no último ano. Para chegar lá, a cadeia terá que reforçar a oferta de óleos e gorduras no mercado doméstico e disputar matérias-primas com compradores externos.

O tema foi debatido durante o painel A competição pelos óleos e gorduras do Brasil, realizado no segundo dia da Conferência BiodieselBR 2024, que contou com as participações do coordenador da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra), Lucas Cypriano; do gerente comercial da Cargill, William Siqueira; e do secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Guilherme Campos.

Nos últimos anos, a busca por alternativas mais sustentáveis aos combustíveis fósseis tem se intensificado, levando ao desenvolvimento de novos tipos de combustíveis que prometem revolucionar o setor energético.

6 importantes alternativas renováveis que podem transformar a matriz energética global e gerar oportunidades para o agronegócio:

- Biometano

- Biogás

- Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF)

- Diesel verde

- Etanol de Segunda Geração (E2G)

- Hidrogênio Verde

Bioeconomia circular

Segundo o representante da Abra, Lucas Cypriano, a indústria de reciclagem animal faz parte da vanguarda que está dando origem à bioeconomia circular. Conceito, ainda em formação busca revalorizar fontes de biomassa que, de outro modo, não seriam aproveitadas.

Projeto que incentiva alternativas limpas aos fósseis – como diesel verde e combustível sustentável de aviação.

É uma ideia que começa bem antes de os animais serem abatidos, já que a alimentação animal permite que subprodutos de diferentes cadeias alimentares tenham uma destinação útil. “Não existe nada mais eficiente do que os animais de produção para fazerem essa revalorização de produtos que não servem para a alimentação humana, mas que têm valor nutricional”, explica Cypriano. (biodieselbr)

domingo, 24 de novembro de 2024

Apollo Flutuantes instalará usina solar flutuante de 69 MWp em TO

Apollo Flutuantes instalará usina solar flutuante de 69 MWp em Tocantins.
Cliente da Tigo Energy implementará a maior usina solar flutuante do Brasil com 97.200 otimizadores.

Com 18 ilhas solares, a maior instalação solar flutuante do Brasil usará dispositivos Tigo TS4-X-O MLPE para otimização, monitoramento em nível de módulo e segurança.

Sim, a Apollo Flutuantes instalará uma usina solar flutuante de 69 MWp no reservatório da Usina Hidrelétrica de Lajeado, no Tocantins. A instalação terá 18 ilhas solares e usará módulos fotovoltaicos bifaciais da AE Power.

Uma usina solar flutuante é uma central geradora de energia que utiliza a luz do sol, mas é instalada sobre a água, com a ajuda de flutuadores que suportam os módulos solares. As usinas flutuantes parecem ilhas quando vistas de longe.

No Brasil, já existem usinas solares flutuantes em Presidente Figueiredo (AM), na represa Billings (SP), em Rosana (SP) e em Sobradinho (BA).

Com 18 ilhas solares, a instalação solar flutuante localizada no reservatório da Usina Hidrelétrica de Lajeado usará módulos fotovoltaicos bifaciais da AE Power e dispositivos Tigo TS4-X-O MLPE para otimização, monitoramento em nível de módulo e segurança.

A empresa de desenvolvimento solar Apollo Flutuantes implantará uma usina solar flutuante de 69 MWp (54 MW) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Lajeado, em Tocantins, com conclusão prevista para dezembro de 2025. O projeto, constituído por dezoito ilhas solares, contará com 97.200 otimizadores Tigo, incluindo a linha Tigo TS4-X-O MLPE, e 97.200 módulos solares da AE Power.

A usina solar flutuante inclui inovações como novas plataformas de alto albedo que otimizam a reflexão da luz para maximizar a saída de energia traseira dos módulos bifaciais do sistema. O projeto contará com os dispositivos Tigo com suporte plug-and-play para módulos solares de até 800 W a 25 A.

“Tecnologia de otimização da Tigo é crucial para este projeto porque precisamos de segurança elétrica na água, pois nos permite obter a produção máxima de energia dos módulos bifaciais e porque podemos ver exatamente o que está acontecendo em cada um dos módulos”, disse José Alves Teixeira Filho, CEO da Apollo Flutuantes. “Com o desligamento rápido por meio da tecnologia otimizadora, podemos isolar partes específicas do sistema para resolver problemas com segurança sem precisar desligar toda a operação. Este projeto serve como um exemplo importante para replicar em todo o Brasil, à medida que nossas instalações e ambições solares se tornam cada vez maiores”.

Projetadas para projetos comerciais, industriais e de escala de serviços públicos, essas soluções apresentam tecnologia patenteada da Tigo com comunicações sem fio e PLC e combinam com uma ampla gama de inversores de terceiros. Com recursos de segurança, monitoramento e otimização, a série TS4-X oferece versatilidade e eficiência, garantindo desempenho ideal para setores críticos de energia.

“Projeto traz mais um sistema Tigo de larga escala para o nosso portfólio, juntando-se a centenas de sistemas monitorados entre 500 kW e 5 MW para os quais os clientes obtêm os insights de maior resolução”, Jing Tian, diretor de crescimento da Tigo Energy. “À medida que o tamanho e o número de sistemas solares aumentam, a quantidade de dados que eles produzem exige software avançado de monitoramento e análise da Tigo. Temos a honra de atender a AE Power, Apollo Flutuantes e todo o mercado brasileiro nesta capacidade”.
Solar flutuante é oportunidade para usinas hidrelétricas

A instalação de usinas solares flutuantes em reservatórios pode ser uma oportunidade de aumentar a eficiência do uso da infraestrutura de hidrelétricas já em operação, como uma alternativa à repotenciação das usinas, sugere a empresa de consultoria e análise em energia PSR. (pv-magazine-brasil)

Investimentos em eletromobilidade no país atinge de R$ 160 milhões

Investimentos em eletromobilidade no país atinge de R$ 160 milhões, aponta ABVE.

Estudo realizado pela associação revela que o país já conta com mais de 10 mil postos de recarga e aponta que 87% das suas 124 associadas planejam investir em eletromobilidade no Brasil até 2027. Destas, 80% devem aumentar a geração de empregos diretos e indiretos nos próximos 3 anos.
Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) anunciou os principais resultados do “1º Anuário da Cadeia da Eletromobilidade da ABVE no Brasil”. O levantamento envolveu 110 empresas, com dados coletados entre dezembro/2023 e março/2024. A pesquisa aponta que o setor de eletromobilidade no Brasil avança com investimentos significativos e impacto direto na geração de empregos e na infraestrutura.

De acordo com o estudo, os investimentos em eletromobilidade no país estão na casa dos R$ 160 milhões. Além disso, hoje já existem mais de 10.600 pontos de recarga instalados pelo território brasileiro – era 350 unidades em agosto de 2020. Entre as empresas consultadas, 87% planejam investir em eletromobilidade no país até 2027, com expectativa de triplicar essa rede de infraestrutura e expandir ainda mais as linhas produtivas voltadas a tecnologias limpas – o que inclui a fabricação no país de veículos híbridos e elétricos, baterias e outros componentes.

A pesquisa destaca ainda que 80% das empresas têm previsão de aumentar a geração de empregos diretos e indiretos nos próximos três anos, fortalecendo a cadeia produtiva e impulsionando o desenvolvimento econômico do Brasil.

Eletromobilidade no Brasil gera R$ 160 milhões em investimentos

“Esse movimento reforça o compromisso do setor com a transição para um transporte mais sustentável e eficiente. E, nesse cenário promissor, a ABVE tem se destacado como uma forte promotora da eletromobilidade no Brasil”, comenta a coordenadora de pesquisa da ABVE Data, Emmanuela Jordão.

No entanto, a especialista esclarece que apenas 16% das empresas se beneficiaram de incentivos governamentais, principalmente devido ao desconhecimento ou acesso restrito a esses programas. “Tecnologias novas exigem não só investimento em pesquisa e desenvolvimento, mas também centros de conhecimento e infraestrutura”, afirmou. Para ela, a pesquisa atual é um esforço inicial para apresentar ao mercado um perfil detalhado do setor de eletromobilidade no Brasil, beneficiando tanto o setor privado quanto o público.

O diretor de Infraestrutura da ABVE e vice-presidente de negócios para América Latina da empresa de logística reversa Re-Teck, Marcello Cairolli, reforça a importância da infraestrutura de recarga para o avanço consistente da eletromobilidade no Brasil. “Hoje, já é possível viajar de São Paulo ao Mato Grosso em um carro elétrico aproveitando para recarregar durante as paradas, como se faz com veículos a combusto”, afirmou.

1º Anuário da Cadeia da Eletromobilidade da ABVE revela investimento de R$ 160 milhões e 10 mil novos pontos de recarga

ABVE Data aponta que 87% das suas 124 associadas planejam investir em eletromobilidade no Brasil até 2027; 80% delas têm previsão de aumentar a geração de empregos diretos e indiretos nos próximos três anos; A ampliação da mobilidade elétrica no mercado brasileiro requer qualificação profissional e infraestrutura sólida para suportar esta expansão com qualidade e de modo sustentável.

Reciclagem de metais

Cairolli enfatiza a necessidade de fortalecer a logística reversa ao longo de toda a cadeia produtiva de veículos elétricos, tratando-a como uma prática essencial de economia circular. “Logística reversa não deve ser pensada só para o fim da cadeia, mas sim integrada ao processo, principalmente no que diz respeito ao descarte e reaproveitamento sustentável de baterias e componentes eletrônicos”, explica.

Segundo ele, o foco inicial deve ser o reuso, seguido de reciclagem e recuperação de metais, sempre com o objetivo de evitar aterros e assegurar práticas ambientalmente corretas. O executivo lembra que a logística reversa deverá se desenvolver paralelamente aos incentivos do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), que oferece a concessão de incentivos fiscais para empresas que investem em PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) para criar um ciclo produtivo realmente sustentável e responsável.

A ABVE continua a promover iniciativas para ampliar a transparência regulatória, apoiar novos investimentos e garantir a sustentabilidade e eficiência do setor no Brasil. À medida que o setor cresce, a expectativa é que a infraestrutura de suporte se expanda para mais cidades e regiões, com o apoio de novos projetos de pesquisa e desenvolvimento.

Não dá para falar em eletromobilidade sem questionar o papel do transporte público nessa jornada que está ainda engatinhando – mesmo que o País possua a 3ª maior frota de ônibus elétricos da América Latina.

Expansão da eletromobilidade passa por investimentos no transporte coletivo, com a inovação e a infraestrutura em busca de uma mobilidade mais sustentável

Para atingir metas ambientais, econômicas e de saúde pública, soluções incluem políticas públicas e incentivos financeiros para uma mobilidade sustentável em larga escala – e de qualidade. (pv-magazine-brasil)