sábado, 2 de fevereiro de 2013

Upgrade para hidrelétrica

A Voith Hydro venceu a concorrência para modernizar a, localizada no rio Paranapanema, no município de Chavantes, no sudoeste do Estado de São Paulo. Administrada pela Duke Energy, a usina passará por um processo completo de modernização, englobando seus principais sistemas e os equipamentos das unidades geradoras, incluindo as turbinas e os geradores elétricos, num valor de contrato da ordem de R$ 70 milhões. As unidades modernizadas contarão com projeto otimizado para atender a uma crescente demanda por aumento de eficiência, visando a mesma quantidade de energia gerada com menor consumo de água.
“A expertise da Voith, reconhecida mundialmente, foi decisiva para a escolha da empresa como parceira ideal para executar a modernização e substituição dos equipamentos”, explica Osvaldo San Martin, presidente & CEO da Voith Hydro, ressaltando que a companhia fabricará todos os equipamentos de acordo com as necessidades e exigências do empreendimento, sempre alinhada à visão e habilidade da Duke Energy em administrar projetos dessa magnitude.
A UHE de Chavantes possui quatro unidades geradoras com 103,5 MW cada uma, totalizando 414 MW de potência instalada. Em 1999, a Voith Hydro modernizou os sistemas de controle da unidade 4 e agora as outras três unidades complementarão o trabalho. Nestas, se inclui o gerador e a opção de substituição dos rotores das turbinas do tipo Francis por outros a serem projetados e fabricados pela Voith Hydro com avançada tecnologia e estado da arte, permitindo uma maior eficiência que representará um aumento da garantia física da energia da usina. (ambienteenergia)

Reservatórios no limite

Os reservatórios de energia hidrelétrica das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste terminaram 2012 muito próximas do limite para o abastecimento de energia destas importantes regiões do país. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Nordeste fechou dezembro com 32,2% de sua capacidade (o limite mínimo para a região é 34%), enquanto o Sudeste/Centro-Oeste terminou o ano com apenas 28,8 % (0,8% acima da linha de risco). A situação não melhorou nem mesmo com o dezembro mais chuvoso da história da cidade de São Paulo (397,6 milímetros).
De acordo com os modelos numéricos de previsão do tempo e do clima, estas regiões deverão ter uma continuidade da chuva irregular pela frente, impedindo o abastecimento adequado dos reservatórios de energia do Brasil. A expectativa é de temporais isolados e irregulares, a exemplo do que já ocorreu no mês de dezembro e neste começo de janeiro. Isso significa poucos dias com chuva muito forte e vários dias sem chuva, ou com precipitação esparsa e fraca.
De acordo com Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo, este tipo de chuva não é a ideal para a situação atual das reservas hidrelétricas. “Para resolver o problema, deveria ocorrer a formação de um fenômeno meteorológico conhecido tecnicamente como ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para haver a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Nordeste. E as condições estão, neste exato momento, desfavoráveis a essa ocorrência”, explica.
Para que houvesse a recuperação plena, ou ao menos satisfatória dos reservatórios, o tempo deveria fechar agora e deixar as regiões com três ou quatro semanas sem sol e debaixo de muita chuva. De acordo com a Climatempo, porém, não é isso que deve acontecer. Há a possibilidade de chuva até o dia 10 de janeiro, mas depois, seguirá um período mais seco e quente e, apenas no fim do mês, volta o período mais úmido novamente.
Ainda segundo Alexandre, o problema não para por aí. “Sem a formação de alguns períodos com ZCAS, devemos fechar janeiro e fevereiro com menos chuva do que o normal. Depois não deve haver recuperação, pois já devemos entrar no período climatologicamente mais seco. Ou seja, os reservatórios devem deixar o período úmido com menos de 40% de sua capacidade total e a “bomba” pode vir ao longo do ano de 2013”, conclui. (ambienteenergia)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Medir a eficiência dos produtos eletrônicos

Saiba como medir a eficiência dos seus produtos eletrônicos
Em uma casa de dois quartos com geladeira, três ventiladores e pontos de luz em todos os cômodos, é possível conseguir uma economia de até R$700, se usados aparelhos com mais eficiência. As orientações são do Inmetro, que avalia a qualidade e eficiência de cada equipamento.
Ficar atento à etiqueta do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que fornece informações sobre o desempenho dos produtos, considerando critérios como eficiência energética e ruído entre outros, pode fazer a diferença na conta de luz. A classificação dos produtos vai de A (mais eficiente) a E (menos eficiente).
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que coordena o PBE, destaca que em uma casa de dois quartos com refrigerador, três ventiladores de mesa, um aparelho de ar-condicionado e pontos de luz em todos os cômodos, a economia anual pode passar de R$ 700, caso sejam usados equipamentos mais econômicos, que trazem na etiqueta a classificação A.
Outra maneira de economizar n consumo de energia é trocar lâmpadas incandescentes por fluorecentes. A primeira tem o preço menor, mas dura menos. A fluorescente, de acordo com o Inmetro, é quatro vezes mais econômica e duração de oito a dez vezes mais. Apenas com a troca, a economia anual pode chegar a R$ 230, em um apartamento de dois quartos.
O instituto também orienta a substituição de geladeiras com mais de dez anos de uso, quando ela começa a perder a eficiência no consumo de energia. Segundo o Inmetro, uma geladeira nova, de 300 litros de capacidade, classificada como A, pode economizar cerca de R$ 100 anualmente, na comparação com uma de eficiência E.
O Inmetro ainda alerta que um aparelho de ar-condicionado de 9 mil BTUs classificado como A pode economizar R$ 176 por ano na comparação com outro de etiqueta E. (EcoDebate)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Consumidor doméstico poderá ter abatimento

Consumidor doméstico que gerar e fornecer energia poderá ter abatimento em conta de luz
Desde 17/12/12, o consumidor que também gerar energia e fornecer seu excedente às concessionárias poderá ter o valor da conta de luz reduzido. A possibilidade está prevista em resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) segundo a qual residências ou empresas microgeradoras – com capacidade de até 100 quilowatts (kW) – ou minigeradoras – até 1 megawatt (MW) – terão direito a compensação na conta proporcional ao valor da energia repassada.
Para falar desse assunto, o programa Revista Brasil, da Rádio Nacional entrevistou hoje o coordenador da campanha Clima e Energia, do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo. Segundo ele, a Resolução 482/2012 é “um grande estímulo” e o “primeiro passo” para o avanço da energia solar no Brasil.
“Em todos países onde a energia solar deslanchou, como Alemanha, Espanha e Japão, tudo começou com algum tipo de incentivo. No Brasil, há uma adaptação disso [que já foi feito por lá]. Todo mundo poderá gerar energia limpa em casa e economizar na conta de luz”, disse Baitelo. Ele explica que a concessionária terá, no máximo, de 80 a 100 dias – após manifestação de interesse, pelo consumidor, em gerar energia – para viabilizar o negócio.
“O Brasil tem um enorme potencial para ter esse tipo e geração. Temos uma série de vantagens que os outros países não têm. Alemanha e Espanha tiveram de colocar tarifas promocionais para estimular as pessoas a instalarem equipamentos. Aqui no Brasil, a gente tem sol o ano inteiro. Se observarmos a variação de radiação solar entre inverno e verão, ela é mais viável e, mesmo custando mais caro, vale a pena”, disse o coordenador do Greenpeace.
“Durante o dia, as pessoas saem de casa e, com o sol brilhando, estariam gerando energia [ainda que sem utilizá-la]. À noite, quando o sol se põe, não havendo baterias [para armazenamento da energia] neste sistema [com painéis solares], se poderia puxar de volta a energia que foi disponibilizada à concessionária. Seria uma troca de favores constante [entre consumidor e concessionárias]”, acrescentou.
“No Brasil ainda é um pouco caro, com os custos variando, inclusive, em função da região ou estado e dos valores das tarifas”, ponderou. Mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas no site da Aneel. (EcAs concessionárias pediram, em meio às negociações com a Aneel, um pequeno requisito técnico para integrar os minigeradores ao sistema. “Você declara interesse, ela [a concessionária] se certifica de que o sistema atende aos critérios de segurança, até para evitar possibilidades de acidentes quando um técnico dela fizer visitas de manutenção. As concessionárias vão ajudar, inclusive, a adquirir equipamentos paralelos também, como medidor de energia adicional, para detectar fluxo de energia da casa até a concessionária”.
Baitelo informou que o custo desse tipo de equipamento está caindo vertiginosamente, mas admite que permanece caro para os padrões brasileiro. (EcoDebate)


Setor saúde consome 10% da energia mundial

Setor saúde consome cerca de 10% da energia mundial
A missão do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é transformar o setor da saúde num exemplo para a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral
O centro de estudos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) realizado em 5 de dezembro reuniu dois temas: Agenda global para os hospitais verdes e saudáveis e Agenda Ambiental da Escola. A relevância do assunto é pertinente. “Quase 10% da energia mundial é consumida pelo setor saúde. Então, é óbvia a necessidade de investir em energias alternativas”, afirmou Vital Ribeiro, arquiteto da Divisão de Meio Ambiente do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo. Já Rejane Tavares, coordenadora-adjunta da Comissão de Gestão Ambiental da Escola, informou que a agenda ambiental proposta pela Ensp está aliada ao Plano Quadrienal da Fiocruz e ao Programa Fiocruz Saudável. “A instituição assume o compromisso socioambiental de incorporar princípios e critérios de gestão ambiental em suas atividades rotineiras”, disse.
Sobre os impactos ambientais do setor da saúde, Ribeiro informou que o consumo de recursos naturais e a poluição movimentaram R$ 342 bilhões, aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 2011. Desse montante, cerca de 50% foram gastos com produtos, equipamentos, tecnologia, energia, água, instalações e edificações. “Não se trata apenas de diminuir o lucro, valorizar o bem-estar, respeitar as culturas, proteger as florestas. Falamos da convergência do setor da saúde. Desenvolvimento sustentável é colocar o ser humano no centro da questão”, disse.
Segundo Ribeiro, a missão do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é transformar o setor da saúde num exemplo para a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral. “A sociedade espera do setor da saúde atitudes, posições, opiniões a seguir”. O PHS, que existe desde 2008, é uma associação sem fins econômicos com objetivo de ser o ponto focal para o Saúde Sem Dano (SSD) no Brasil. Criado há cerca de 16 anos nos Estados Unidos, o SSD trabalha na mesma linha do PHS, mas se desenvolveu como uma organização internacional que, hoje, está presente em mais de 50 países. No Brasil, o PHS já conta com mais de 200 membros individuais, 17 hospitais e 4 sistemas de saúde que somam mais outros 80 hospitais. Em setembro de 2013, ocorrerá o próximo seminário do PHS.
Durante o centro de estudos, Rejane apresentou a proposta da Agenda Ambiental da Ensp. Ela explicou que o compromisso ambiental das instituições públicas começou com a Conferência Rio 92, cujo principal documento, intitulado Agenda 21, estabeleceu os padrões sustentáveis de desenvolvimento e consumo para todas as nações. Para fomentar a Agenda 21, foi criada pelo governo federal a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), cuja missão é sensibilizar os gestores públicos para a importância das questões ambientais e incorporar princípios e critérios de gestão ambiental.
A proposta da Agenda Ambiental da Ensp tem quatro eixos estratégicos: ecoeficiência; qualidade de vida; gerenciamento integrado de resíduos sólidos; e transparência, comunicação, sensibilização e sustentabilidade. Entre os vários objetivos da agenda estão: incentivar o uso racional dos recursos; adquirir produtos e contratar serviços com critérios socioambientais; estimular o deslocamento saudável e a alimentação saudável; integrar as ações de biossegurança e saúde do trabalhador aos princípios da gestão sustentável; reduzir o volume de resíduos; promover o descarte seletivo; e aprimorar o conhecimento e difundir a informação entre os profissionais.
Rejane citou alguns bons exemplos que já foram implementados, como o convênio com a Eletrobras, em 2008, que promoveu a troca de aparelhos de ar-condicionado com vistas à economia de energia. “A Ensp já compra produtos atóxicos, biodegradáveis, sem amianto. Também consultamos o IBAMA quando compramos mobiliário, para saber da procedência do material utilizado pela empresa fornecedora”, informou. Outra iniciativa lembrada foi o Projeto Pedalando pela Sua Saúde, pelo Nosso Planeta, cujo objetivo é estimular a adoção de bicicletas como transporte interno no campus Fiocruz. Foram disponibilizadas 24 bicicletas divididas em dois bicicletários instalados dentro do campus da Fiocruz. A escola também faz coleta seletiva do lixo em parceria com a Diretoria de Administração do campus (Dirac). Por fim, Rejane anunciou que, em 12 de dezembro, será lançado o livro Compra sustentável (Fundação Getulio Vargas), no qual se relata a experiência da Ensp. (EcoDebate)