quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Mercado de certificados para renováveis deve disparar em 2019

Perspectiva é de que volume transacionado no ano que vem pode alcançar 3 milhões unidades ante as 570 mil comercializadas de 2013 a 2017, aponta Instituto Totum.
A mudança na regra do protocolo GHG que passou a valer a partir desse ano no Brasil deverá elevar o volume de transações envolvendo os certificados de energia renovável (REC) a um novo patamar de grandeza. A estimativa do Instituto Totum é de que o volume transacionado possa chegar a 3 milhões de certificados em 2019, um montante três vezes maior do que o estimado para 2018, que por sua vez é quase o dobro do acumulado dos últimos quatro anos.
O protocolo é uma ferramenta utilizada para entender, quantificar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa e que foi originalmente desenvolvida nos Estados Unidos, em 1998, pelo World Resources Institute (WRI). Está no Brasil há 10 anos e somente agora foi aberto às empresas que participam desse programa reportarem a compra de energia por este programa que visa a redução de emissão de gases de indústrias que aderiram ao protocolo.
De acordo com Fernando Lopes, diretor presidente do Instituto Totum, são três os segmentos que podem adquirir os certificados de energia renovável no Brasil. Os dois primeiros respondem por um menor volume em relação ao atribuído ao do programa GHG Protocol no Brasil. Um deles é o de prédios verdes que buscam se enquadrar na certificação LEED e suas regras. O segundo é de empresas que participam do RE 100 de empresas que buscam 100% de sua demanda por fontes renováveis.  Nesse grupo estão 145 empresas multinacionais sendo que um terço dessas tem operações no Brasil e buscam esses RECs localmente.
O executivo relatou que no Brasil são 140 empresas que aderiram ao GHG Protocol e que sozinhas respondem por 12% do consumo de energia. E como foi possível abrir essa opção de reportar ao programa com a compra de RECs a demanda começou a crescer exponencialmente este ano. A estimativa do Totum é de que este ano sejam verificadas a transação de 1 milhão de RECs ante 570 mil no acumulado dos quatro anos anteriores.
“A abertura a empresas do GHG Protocol é o principal motivo para vermos o aumento da comercialização desses RECs.  No ano passado, das 140 empresas apenas 11 reportaram emissões para a compra de energia renovável e esperamos que para 2019 mais ou menos um terço desse universo que reponde por 12% do consumo de energia no Brasil façam seu report, indicando que pode ser superada a marca de 3 milhões de RECs”, afirmou Lopes.
De acordo com as regras do programa um certificado equivale a 1 MWh de energia renovável. Então, explicou Lopes, como essas indústrias possuem elevado nível de consumo a quantidade de certificados que demandam é elevada. “Em muitos casos uma indústrias apenas pode responder por 100 mil, 200 mil RECs, mesmo com poucas empresas temos o aumento significativo do volume que é transacionado”, acrescentou.
O custo do REC varia de R$ 1,50 a R$ 6 e depende da fonte de energia gerada e da chancela que é exigida, como por exemplo, quando há a necessidade de baixo impacto ou boa relação com a comunidade onde a usina está inserida. Essa é uma característica mundial para os certificados, aqui é chamado de REC Brazil. O valor, comentou Lopes, e incluído no valor da energia que o consumidor deve adquirir, sendo ele agente no mercado livre ou mesmo no mercado regulado e esse certificado deve estar lastreado à injeção dessa energia no grid.
“O valor dessa energia é de cerca de 1% a 2% a mais que a empresa já paga em seu contrato de fornecimento. Ele terá que adicionar esse valor para ter a garantia documentada de que esta consumindo um produto renovável”, comentou ele. “Aqui no Brasil os volumes ainda são pequenos, mas por exemplo, na Europa ou nos Estados Unidos são da ordem de 600 milhões de certificados por ano. Para a empresa que vende a energia é um acréscimo de receita”, avaliou.
No Brasil estão cadastrados no programa 136 empreendimentos, sendo 136 eólicos, oito hídricos – sendo seis ou sete PCHs -, dois a biomassa e outros dois solares. Esse número está em crescimento, relatou Lopes. Até porque há essa perspectiva de expansão com o GHG Protocol. São 10 novos geradores para registrarmos nos próximos 30 dias. Esse registro, continuou, é rápido, em 15 dias é possível participar do programa para a geração de RECs.
Por aqui, disse o executivo do Instituto Totum, o mercado é ascendente, mas ainda longe dos dois exemplos citados anteriormente. Isso porque no país as iniciativas de adesão são voluntárias, enquanto nas outras duas geografias já há um mercado regulado para os RECs, bem como a existência dessa ação voluntária.
Cronologia
O REC Brazil foi lançado há cinco anos com o apoio das associações fundadoras a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) e Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) e gestão do Instituto Totum. No ano seguinte, 2014, o Programa foi oficialmente aceito pela Certificação Internacional LEED, que atesta a sustentabilidade de edifícios comerciais e residenciais em todo o mundo.
Em termos institucionais, o Programa passou a ter apoio formal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) em 2016. Ao final do mesmo ano, o REC Brazil foi formalmente reconhecido e incorporado ao sistema de rastreamento global do IREC Standard.
A partir de 2016, o País passou a integrar o grupo de países que segue o padrão internacional I-REC. O I-REC é uma plataforma internacional de transações que permite aos consumidores adquirirem o certificado de uma energia de fonte renovável rastreada para compensar as emissões pelo consumo de energia de origem fóssil ou de difícil comprovação de origem. Com isso, apontou, é possível alcançar metas de aumento de energia renovável para grandes empresas energointensivas, sem a necessidade de investimento em geração de energia própria.
A preocupação das empresas e dos consumidores brasileiros em utilizar energia limpa e contribuir para a redução das emissões de gases poluentes na atmosfera fez disparar no ano passado a demanda por Certificados de Energia Renovável, os chamados RECs (na sigla em inglês). (abraceel)

Brain Energy fornece energia renovável para shoppings brasileiros

Brain Energy vai fornecer energia renovável para shoppings no Brasil.
Projeto Energy for Mobility prevê reserva de 50 MW eólicos para empreendimentos administrados pela Indigo, que terão a tarifa de energia elétrica reduzida em mais 25% em alguns casos.
Empresas fecham parceria para fornecer energia renovável para shopping centers no Brasil.
Iniciativa inédita no País, o projeto Energy for Mobility possibilitará a redução da tarifa de energia elétrica.
A Indigo, líder mundial em gestão de estacionamentos, e a Brain Energy, empresa especializada na geração de energia renovável, acabam de criar o projeto Energy for Mobility, que possibilitará o fornecimento de energia eólica para suprir a demanda por eletricidade de shopping centers em todo o País.
Hoje, a Indigo já administra o estacionamento de aproximadamente 100 shopping centers no Brasil, um amplo mercado em potencial para a implementação do projeto. "A energia é um dos maiores custos e o que mais cresce em um shopping center. O Energy for Mobility é um modelo de investimento voltado a gerar uma drástica redução deste através do investimento em parques eólicos. Importante também a questão que a energia eólica está alinhada às tendências de utilização de energia sustentável", afirma Fernando Stein, CEO da Indigo no Brasil.
A energia renovável será gerada a partir de parques eólicos exclusivos, localizados no Rio Grande do Sul. Dependendo do prazo do projeto, a redução no valor do gasto com energia poderá chegar a mais de 25% quando comparado com os valores praticados pelo mercado livre. O investimento para a construção de parques eólicos, a partir de 10 mw até 30 mw, será viabilizado pela própria Indigo, que o amortizará o mesmo ao longo do contrato com o shopping center.
"O Brasil tem a quinta tarifa de energia mais cara do mundo. Mesmo o mercado livre não protege a longo prazo as oscilações de preços. Mais do que uma redução no custo e aumento na lucratividade, o Energy for Mobilityirá proporcionar aos shopping centers a possibilidade de traçar um planejamento energético, com uma previsão custos pelos próximos 10 ou 20 anos", explica Telmo Magadan, sócio fundador da Brain Energy.
Este novo modelo de negócio será apresentado pelas duas empresas ao mercado durante o Expo Shopping 2018, que aconteceu entre 14 e 16 de agosto, no São Paulo Expo.
Com a presença em 19 Estados, 190 estacionamentos e administrando mais de 190 mil vagas, a Indigo tem um plano de negócio ousado para esse segmento e pretende investir R$ 100 milhões por ano até 2020 no Brasil.
Além de shoppings, a companhia atua em diferentes segmentos, como universidades, hospitais, aeroportos, arenas esportivas, entre outros. Para mais informações, ou para entrar em contato com a Indigo, acesse o site www.parkindigo.com.br. (biomassabioenergia)

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Brookfield Energia cresce no setor de renováveis

Brookfield Energia cresce no setor com investimentos em renováveis.
Empresa aumenta capacidade para 1.600 MW e quer avançar no mercado livre oferecendo produtos diversificados aos clientes.
Em um setor elétrico considerado complexo e ao mesmo tempo desafiador, a Brookfield Energia Renovável vem reforçando a aposta no mercado brasileiro. Nos últimos cinco anos, a empresa aumentou de 600 MW para 1.600 MW a sua capacidade e adquiriu o complexo Alto Sertão I, um dos empreendimentos eólicos mais emblemáticos do Nordeste. A empresa, que atua há mais de 115 anos no país, classifica o mercado local como competitivo e em evolução nos próximos anos, querendo estar cada vez mais presente nele. “Estamos nos preparando para trazer mais e melhores resultados para nossos clientes”, afirma Rafael Brasiliense Pereira, diretor comercial da Brookfield Energia.
Com uma posição forte no ambiente de contratação livre, a empresa se apresenta com um dos portfólios mais variados do setor. Da energia convencional até a incentivada com 50% e 100% de desconto, Brasiliense garante que tem produtos para atender as diferentes necessidades dos clientes. Mas é na capacidade de buscar a melhor solução para o cliente que vem o diferencial da Brookfield Energia Renovável, na opinião do executivo. De acordo com ele, nem sempre a opção mais barata ou a melhor para apenas uma das partes é a que deve ser contratada. Outros fatores como o custo operacional ou o risco de não atendimento de determinadas características podem levar no futuro a custos diferentes do previsto.
“O nosso grande diferencial é de realmente se preocupar com o cliente. Da mesma forma que atuamos em adquirir ativos e fazer a nossa expansão com ativos sólidos que façam sentido no longo prazo, também buscamos clientes que entendam na Brookfield Energia o parceiro de longo prazo, alguém que está realmente preocupado com a sustentabilidade da companhia dele”, avisa.
O foco nas fontes renováveis está presente nas diretrizes do grupo. No Brasil são 42 UHEs e PCHs, quatro UTEs a Biomassa e 19 eólicas. Nessa movimentação de expansão da geração, ela trouxe a expertise internacional para a estruturação das aquisições, que acabou por criar uma base para que a empresa continue crescendo.
Outro diferencial que o diretor da Brookfield Energia Renovável enumera é a solidez do grupo, com muitos ativos e com elevada robustez financeira. A presença em vários países e o longo tempo de atuação fazem com que ela acabe sendo a escolhida. “Dá uma confiança muito grande no cliente de firmar um contrato, porque ela vai existir amanhã”, explica Brasiliense. Além do Canadá, a Brookfield está em países como os Estados Unidos, Reino Unido, China e Índia.
O pedido por energia renovável já começa a vir de alguns clientes. Muitos já querem comprar energia eólica, a que mais tem tido destaques nos leilões de energia regulada. Enquanto algumas empresas pedem a energia mais barata, outras estão preocupadas não só com o tipo da fonte, mas de onde ela vem e até mesmo como é a operação do ativo, querendo entender todo o processo.
“Isso para a gente é um ponto positivo, a Brookfield Energia Renovável tem preocupação muito grande com a operação, ela realmente respeita a regulamentação, a sociedade brasileira, os funcionários e sua saúde e segurança. É algo que se torna para alguns clientes o diferencial da Brookfield, como a gente produz energia para ele tem valor”, aponta.
O rápido crescimento do setor de energia renovável tem sido surpreendente.
As energias renováveis ​​têm sido as fontes de energia que mais crescem em todo o mundo – e estamos vendo a energia solar como a fonte de crescimento mais rápido.
Enfatizando os bons resultados que a Brookfield Energia alcançou nos últimos anos, Brasiliense deixa claro que a figura da eficiência está presente não só na geração de energia como também na sua venda e gestão. Segundo ele, a empresa tem sido capaz de avançar em clientes complexos, como por exemplo, as grandes companhias com várias unidades consumidoras -, aqueles em que uma oferta trivial não satisfaz de imediato os seus objetivos. “Não é uma proposta básica que vai atender e sim uma que levar em consideração a diversidade de consumo que ele tem”, conclui.
Assista ao vídeo de posicionamento da Brookfield Energia Renovável:

Eólica e solar batem novos recordes de produção de energia no Nordeste

A região Nordeste está exportando energia para o Sudeste e Centro-Oeste em função do bom desempenho.
Geração eólica chegou a atender 83% da carga do subsistema na manhã de 13/09/18.
As fontes eólicas e fotovoltaicas, que usam a força dos ventos e a irradiação solar para gerar energia elétrica, bateram novos recordes de produção na região Nordeste, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Em 13 de setembro de 2018, houve recorde de geração instantânea das duas fontes. A geração eólica alcançou 8.665 MW às 8h24, atendendo 83% da carga do subsistema. O fator de capacidade chegou a 86%. O recorde anterior havia acontecido um dia antes, em 12 de setembro, quando foram produzidos 8.330 MW às 8h31.
No caso da solar, a geração instantânea chegou a 722 MW às 10h52, com fator de capacidade de 86%. O último recorde tinha acontecido no dia 11 de setembro, quando foram produzidos 710 MW às 9h57.
A geração eólica média diária também bateu recorde no dia 13 de setembro ao serem produzidos 7.716 MW médios, com um fator de capacidade de 76%. O montante foi suficiente para atender 74% da carga do Nordeste no dia. O recorde anterior foi registrado no dia 12 de setembro, quando foram gerados 7.319 MW médios. (canalenergia)

domingo, 16 de setembro de 2018

Hospital Veterinário é o 1° no estado de Rondônia a usar energia solar

Hospital Veterinário de Rondônia é o primeiro no estado a usar energia solar.
Hospital veterinário da FIMCA, em Rondônia, economiza com projeto de energia solar desenvolvido pela Quantum Engenharia.
Expectativa é que retorno médio do investimento ocorra em nove anos.
O Centro Universitário Faculdades Integradas Aparício Carvalho, em Porto Velho (RO), optou pela instalação de um sistema fotovoltaico que vai atender quase a totalidade do consumo em 142.619 Kwh/ano de energia elétrica do Hospital Veterinário. O projeto e execução foram realizados pela Quantum Engenharia, empresa catarinense no setor. Com 2.500 m², o espaço é o maior Hospital Veterinário da região Norte do país e o primeiro de Rondônia a utilizar energia solar para suprir a maior parte do consumo.
O hospital universitário veterinário de Porto Velho, Rondônia, da Faculdades Integradas Aparício Carvalho (Fimca) será atendido quase que exclusivamente com energia solar.
Até maio os laboratórios, salas de aula, consultórios e clínica já serão abastecidos pela geração de energia solar. A expectativa é de que o retorno médio do investimento ocorra em até nove anos. O sistema de 108,12 kWp conta com 408 painéis fotovoltaicos de 265 Wp. O ganho de sustentabilidade do hospital por ano é equivalente à preservação de 48.743 árvores, além de deixar de emitir 1.899.573 kg de CO₂ para o meio ambiente.
Gilberto Vieira Filho, presidente da Quantum Engenharia, que é a empresa responsável pelo projeto e obras, destaca a importância desse tipo de investimento. Segundo ele, essa tomada de consciência para a geração de energia limpa é muito importante. Para ele, o momento de escassez de recursos hídricos faz com que além da energia fotovoltaica ser excelente ao meio ambiente, ainda seja um investimento muito inteligente. (canalenergia)