sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Cresce a procura de brasileiros por franquias de energia solar

Com um grande potencial de crescimento, o mercado brasileiro de energia solar segue atraindo novos empreendedores que buscam no modelo de franquias a garantia para o sucesso.
O segmento de geração distribuída no Brasil, em pouco mais de sete anos, evoluiu de um novo nicho de classe alta para um mercado abrangente e bilionário.
Somente neste ano serão novos R$3 bilhões movimentados em micro e mini projetos, de acordo com a estimativa da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Muito disso se deve a queda nos preços da tecnologia e às facilidades para aquisição dos sistemas, que tornaram a energia solar mais acessível aos brasileiros cansados das suas altas contas de luz.
E, na mesma velocidade em que se multiplicam os sistemas fotovoltaicos, aumenta também o número de profissionais e empreendedores em busca de como ganhar dinheiro com energia solar.
A grande oferta de luz do sol em todo o território brasileiro abre inúmeras oportunidades para quem quer trabalhar no mercado ou montar uma empresa de energia solar.
Para estes, o modelo de franquia de empresa de energia solar tem se mostrado como uma boa opção para quem quer pular os percalços iniciais e partir logo para o faturamento.
É a chance de iniciar um negócio já consolidado e de menor risco, contando com o treinamento da franqueadora e todo o suporte técnico, comercial e de marketing durante as operações.
Diversas marcas consolidadas no mercado já oferecem seu modelo de franquia, que prometem retorno de 7 dígitos em vendas já no primeiro ano de funcionamento.
As melhores delas dispõem também de negócios feitos sob medida e versões mais enxutas para cidades menores, que permitem ao empreendedor obter o retorno do seu investimento mais rápido.
O cenário também é positivo para os profissionais que buscam uma vaga de emprego no setor, com mais de 100 treinamentos e cursos de energia solar oferecidos em todo o país. (ecodebate)

Siemens fornece infraestrutura energética para caminhões elétricos

Siemens vai fornecer infraestrutura energética para caminhões elétricos.
Companhia desenvolverá primeiro consórcio para a produção de ecossistema de abastecimento para caminhões e ônibus elétricos da Volkswagen. Contrato prevê entrega de 1.600 veículos até 2023.
Imbuída em criar soluções voltadas para as chamadas cidades inteligentes, a Siemens anunciou um acordo com a Volkswagen Caminhões e Ônibus visando a execução do primeiro consórcio para a produção e ecossistema de infraestrutura de caminhões elétricos do mundo. A companhia ficará responsável pelo desenvolvimento do sistema de abastecimento de energia para os veículos, que serão produzidos na fábrica da montadora, em Resende (RJ).
As soluções para o “e-Consórcio” incluem estações de recarga, implementação de fontes de energia e logística de abastecimento dos caminhões e ônibus em um projeto que já nasce com um acordo para entregar, até 2023, 1.600 veículos do segmento Delivery, que vão compor parte da frota de parceiros da Cervejaria Ambev.
Além disso, o projeto de e-Mobility ganha importância devido ao potencial desse mercado, na medida em que será cada vez maior o interesse das empresas em iniciativas em prol do meio ambiente, entre elas a adoção de veículos com zero emissão no escapamento, como CO2 e material particulado. A Volkswagen Caminhões e Ônibus – que pertence ao grupo TRATON, – reconhece o potencial do mercado no segmento de veículos elétricos e é pioneira no desenvolvimento do veículo elétrico no Brasil.
Sérgio Jacobsen, Vice-Presidente da Siemens Smart Infrastructure, demonstra orgulho ao falar da participação do projeto, que irá trazer vários benefícios para o mercado e, principalmente, para o meio ambiente. “Somos líderes no desenvolvimento de soluções inteligentes voltadas ao setor de energia e esta é mais uma iniciativa inovadora em que a expertise da companhia será fundamental para o seu sucesso”, comentou o executivo, afirmando que os caminhões elétricos ainda uma série de benefícios para o ambiente urbano, como baixo ruído, o baixo consumo de energia e zero emissões no escapamento.
No momento, a Siemens trabalha também para desenvolver a melhor solução para a instalação de fontes de energia, visando o abastecimento um grande número de veículos em um curto espaço de tempo. Além de eletropostos instalados nas garagens dos veículos, a multinacional estuda a possibilidade de fornecer energia ao longo das rotas dos caminhões, já que muitas empresas utilizam rotas fixas para a entrega de seus produtos.
O portfólio da empresa para essa área de eletrificação dos transportes vai desde diferentes estações com elevada capacidade energética – podendo ser móveis, subterrâneas ou adaptadas a estruturas – a soluções inteligentes e diversificadas para o abastecimento de vários veículos em um mesmo local – como unidades autoportantes com carregadores, pantógrafos para garagens indoor e estações para abastecimento rápido de energia, incluindo a subestação que deve alimentar toda esta infraestrutura. (canalenergia)

Eólica e solar suprirão demanda de energia na AL nas próximas décadas

Moody’s: eólica e solar vão suprir demanda de energia na AL nas próximas décadas.
Agência mapeia cenários da transição energética nos principais mercados do continente. Matriz brasileira tem alto índice de renovabilidade.
A geração de energia eólica e solar vão suprir boa parte da demanda por eletricidade nos países latino-americanos ao longo das próximas décadas, em lugar de combustíveis fósseis como o carvão e o óleo, que ainda têm participação relevante em alguns dos mercados do continente. A avaliação é da agência de risco Moody’s Investors Service, que divulgou em 15/10/19 um relatório traçando os cenários de crescimento de oferta de energia para a América Latina, tendo como pano de fundo o contexto da transição energética para uma economia de baixo carbono, aliada a uma maior presença das fontes renováveis.
De acordo com o estudo, já são dezenove os países latino-americanos com metas de inserção de fontes energia renováveis estabelecidas, incluindo níveis de abrangências e cronogramas variados. Os relatórios destacam os exemplos do Chile e do Brasil, que aumentaram fortemente as participações de eólica e solar em suas matrizes. Ao mesmo tempo em que viu a presença da fonte solar passar de 1% em 2007 para 7% em 2018, o Chile avançou ainda mais, este ano, ao chegar a um acordo com as empresas geradoras de energia para eliminar toda a geração de eletricidade baseada no carvão mineral até o ano de 2040.
O relatório destaca também o impacto positivo que a queda de preços tem para o crescimento das renováveis nos países da região. No Brasil, observa a agência, a competição por meio de leilões públicos de energia mantém a trajetória de queda dos preços de diversas fontes, especialmente no caso da eólica, cujo preço médio no leilão de comercialização de 2017 ficou cerca de 40% mais baixo que o do leilão de 2015. “Os custos de desenvolvimento de renováveis continuam caindo rapidamente conforme a tecnologia avança e a concorrência entre fornecedores aumenta”, avalia Bernardo Costa, vice-presidente da Moody’s.
Entre os principais mercados da América Latina, o Brasil apresenta as condições mais favoráveis em termos de presença de fontes de energia limpa na matriz. A produção de energia renovável no país alcança uma fatia de 82% do total, contra 60% no Peru, 17% no México, 15% no Chile e apenas 2% na Argentina. Em função da forte participação das renováveis, o país já chegou a 86% da meta de energia limpa, contra 60% da meta cumprida por parte do Peru e 35% pelo México. Chile e Argentina possuem apenas 20% das suas respectivas metas de inserção de energias limpas nas matrizes alcançadas, diz o relatório.
A Moody’s afirma que as empresas com maior presença em geração fóssil terão de investir mais pesadamente em fontes renováveis para permanecerem competitivas. “A geração baseada em carvão perderá relevância e se tornará antieconômica em alguns mercados, enquanto as geradoras deste tipo de energia terão menos opções de financiamento que as de energia renovável, na medida em que a percepção sobre mudanças climáticas muda e que a demanda por investimentos sustentáveis aumenta”, afirma a agência.
A transição dos mercados de energia rumo às renováveis terá implicações variadas, de ordem comercial e geopolítica. (canalenergia)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Ford desenvolve novo composto de borracha para uso com biodiesel

A Ford está lançando no mercado um novo composto de borracha apropriado para a produção das tubulações responsáveis por conduzir diesel e biodiesel. O novo material custa metade do similar importado e foi criado no centro de desenvolvimento da Ford em seu complexo industrial de Camaçari (BA). Patentes já estão registradas nos Estados Unidos e foram abertos processos de registro no Brasil, China e Europa.
Desde 2008, a legislação brasileira determina que carros e caminhões a diesel sejam homologados para receber o biodiesel. Inicialmente, a adição foi na proporção de 5%, a mistura aumentou para 11% agora em setembro e há a previsão para chegar a 15% – o chamado B15 – em 2023.
Além de ser uma fonte de energia renovável, o biodiesel possui alto ponto de fulgor, o que torna o manuseio e o armazenamento mais seguros, assim como excelente lubricidade. Para permitir seu uso, foi necessário alterar o material das mangueiras e vedações que ligam o bocal de abastecimento ao tanque de combustível. Tais peças passaram a ser fabricadas com borracha nitrílica hidrogenada (HNBR), importada, que oferece resistência química superior, mas a um alto custo.
“As peças que sofrem contato com o biodiesel não podem ter acúmulo de carga eletrostática, devido à baixa condutividade desse combustível, o que pode gerar eventuais faíscas em períodos de menor umidade e comprometer a segurança veicular. As peças de borracha HNBR importadas possuem a propriedade de dissipar as cargas elétricas, mas são cinco vezes mais caras que as convencionais”, explica Cristiano Hubert, especialista em polímeros e elastômeros do time de engenharia de materiais da Ford.
Em 2017, essa área da empresa começou a pesquisar materiais alternativos e desenvolveu o novo composto de borracha, o PVC/NBR condutivo, que atende às características desejadas com menor custo. Uma das fórmulas patenteadas emprega como componente o grafeno. Outra, aplica a sílica obtida a partir da cinza de casca de arroz, material sustentável que atua como reforço mecânico e tem a capacidade de reduzir o inchamento em contato com o biodiesel.
As primeiras peças feitas com o PVC/NBR condutivo devem estrear no mercado em 2020, na picape Ranger, e também poderão ser licenciadas para outras marcas, inclusive fabricantes de caminhões. A produção em escala desse material, que consegue suportar concentrações de até 30% de biodiesel, é favorecida também pela abundância de matéria-prima, já que o Brasil é o maior produtor de arroz fora da Ásia. (biodieselbr)

Petrobras pede licença ao IBAMA para sua 1ª usina eólica offshore

Petrobras entra com pedido no IBAMA para sua primeira usina eólica offshore.
Empreendimento da Petrobras será localizado no offshore do Rio Grande do Norte e faz parte da revisão do plano de negócios da petroleira para o período 2020-2024
Pois bem, confirmando a transição energética pela qual passam não só a Petrobras, mas todas as grandes petroleiras do mundo, o Diário Oficial da União divulgou no último dia 04 de outubro, um pedido (vide no final da matéria) da estatal feito ao IBAMA para licença prévia e licença de instalação para implementação de uma planta piloto de geração eólica offshore.
O estudo ambiental envolve uma usina eólica offshore que será instalada a cerca de 20 km da costa de Guamaré, no campo de Ubarana, no estado do Rio Grande do Norte.
Segundo relatório produzido pela consultoria KPMG em parceria com a fabricante de equipamentos Siemens Gamesa, chamado “Os Impactos Socioeconômicos da Energia Eólica no Contexto da Transição Energética”, a geração eólica pode suprir cerca de 34% da demanda global de energia elétrica até 2040, acima dos 4% atuais.
A energia eólica também terá o importante papel de reduzir em 5,6 bilhões de toneladas as emissões de CO2 no mundo até 2050, ou seja, ela sozinha contribuirá para a redução equivalente a 23% da meta esperada para o período e das emissões anuais das 80 cidades mais poluentes do planeta.
Benefícios á humanidade
A energia produzida a partir dos ventos representaria uma economia de US$ 386 bilhões em custos relacionados a catástrofes de mudanças climáticas, saúde e aumento da temperatura até 2050, valor esse equivalente ao PIB da Noruega.
Ao mesmo tempo, uma economia baseada em energias renováveis, como a eólica, aumentaria a riqueza para todos. O relatório estima que o PIB global aumentaria em aproximadamente US$ 20 trilhões até 2050, equivalente a cerca de US$ 2.500 por pessoa.
Sem os gases poluentes e suas drásticas consequências a diminuição anual de custos relacionados a área da saúde chegaria a US$ 3,2 trilhões, salvando até quatro milhões de vidas por ano.
A implementação desta usina offshore pela Petrobras é apenas o início de ações em uma área em que ainda faltam incentivos financeiros e política específica para que a tão sonhada eficiência energética saia do papel.
(clickpetroleoegas)