terça-feira, 14 de março de 2023

LG Energy Solution e Honda fazem parceria para produzir baterias

LG Energy Solution e Honda anunciam parceria para a produção de baterias.
A LG Energy Solution (LGES) e a Honda Motor Co., Ltd. anunciaram o estabelecimento formal de uma joint venture (JV) que produzirá baterias de íons de lítio para veículos elétricos (EV) produzidos pela Honda.

A JV iniciará a construção de uma nova fábrica de baterias no início deste ano com o objetivo de conclusão até o final de 2024 e iniciando a produção em massa de células de bateria de íon de lítio avançadas até o final de 2025. A fábrica pretende ter uma capacidade de produção anual de aproximadamente 40GWh.

Todas as baterias produzidas pela nova JV serão fornecidas exclusivamente para as fábricas da Honda na América do Norte para alimentar veículos elétricos a bateria vendida na região.

A nova fábrica estará localizada no Condado de Fayette, próximo a Jeffersonville, em Ohio (Estados Unidos).

A LGES e a Honda se comprometeram a investir US$ 3,5 bilhões, e criarem 2.200 empregos para estabelecer a nova unidade de produção. O investimento total das empresas relacionadas à JV está projetado para atingir US$ 4,4 bilhões.

Comentários de Robert H. Lee, CEO da L-H Battery Company, Inc.

“A LG Energy Solution tem todos os ativos certos para tornar esta joint venture um sucesso, incluindo a estabilidade financeira, qualidade, competitividade e capacidade produtiva com experiência em operações globais.”, afirma Robert H. Lee. “Com a experiência combinada das duas empresas, forneceremos baterias de alta qualidade para garantir o lançamento bem-sucedido dos veículos elétricos da Honda na América do Norte e crescer com a comunidade em Ohio, criando empregos de alto valor”.

Comentários de Rick Riggle, COO of L-H Battery Company, Inc.

“O estabelecimento formal desta joint venture entre a LG Energy Solution e a Honda para produzir baterias EV em Ohio é outro grande passo em direção ao nosso futuro eletrificado”, disse Rick Riggle. “Estamos ansiosos para avançar com um parceiro tão forte como a LG Energy Solution e, juntos, esperamos estabelecer um forte relacionamento com a comunidade em Ohio”. (reparacaoautomotiva)

Schneider pede empenho em sustentabilidade e segurança energética

Schneider pede mais empenho em prol da sustentabilidade e segurança energética.
Para CEO da companhia não há êxito no longo prazo sem um processo transição energético completo.

A Schneider Electric pediu mais celeridade em ações que intensifiquem os investimentos em tecnologias, redução de emissões e no reforço a segurança energética. O chamado vem em meio a um cenário de aumento dos preços da energia, crise de fornecimento e uma rápida aceleração das mudanças climáticas, considerados os grande desafios para empresas, economias e sociedades no mundo.

De acordo com o presidente e CEO da companhia, Jean- Pascal Tricoire, não há prosperidade de longo prazo sem uma transição energética completa. As crises de clima e energia atuais são uma realidade econômica para cada vez mais pessoas e à medida que líderes empresariais e formuladores de políticas se reúnem em Davos, a ação deve ser baseada nos interesses de longo prazo, não de curto prazo. Segundo o executivo, a abordagem de  digitalizar, criar estratégias e  descarbonizar’ deve ser usada agora por empresas, governos e sociedades agora, para cumprir os compromissos assumidos.

A companhia aponta que a atual crise energética europeia segue décadas de energia segura, confiável, disponível e preços relativamente estáveis. Muitos estão experimentando, pela primeira vez, suprimentos de energia imprevisíveis e preços inacessíveis, demonstrando falhas na preparação para a segurança energética de longo prazo e na implementação de planos de descarbonização. Esse cenário ressalta a importância de reavaliar toda a equação energética, desde o lado da oferta até o lado da demanda.

Novos e grandes desafios servirão para garantir o fornecimento de energia elétrica no Brasil com maior e melhor segurança energética. (canalenergia)

domingo, 12 de março de 2023

Eólica offshore precisa se preparar para as próximas décadas

Estudo destaca a importância de estabelecer políticas públicas para promover a fonte que buscar viabilizar seus primeiros projetos no Brasil.

A energia eólica offshore tem se mostrado uma opção cada vez mais viável para geração ao redor do mundo e está relacionada a diversos benefícios socioambientais e econômicos. De acordo com o estudo da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), em parceria com a Coppe/UFRJ e Essenz Soluções, a indústria precisa ser preparada para o significante crescimento desse mercado nas três próximas décadas. E com isso é essencial estabelecer políticas públicas para promover essa modalidade e sua cadeia de valor no longo prazo.

O estudo lembra que o investimento nesse tipo de empreendimento é intensivo em capital, com isso sua contribuição para a economia é maior em todos os cenários do que a contribuição para o emprego. Em 2050, o valor adicionado em relação ao PIB varia de 0,1% até 0,22% em diferentes cenários.

Diante disso, os projetos apresentam 2 características marcantes que acabam por influenciar suas modalidades de financiamento. A fase de estudos e de elaboração do projeto, bem como sua implantação. O setor elétrico brasileiro apresenta histórico exitoso no financiamento de projetos. E embora inexistam diretrizes específicas para o financiamento de projetos eólicos offshore no Brasil, o arcabouço brasileiro é favorável.

A nota técnica apresentada pelo estudo mostra que a formação de linhas específicas para o setor é desejável e pertinente. Além de sua complexidade, seus potenciais benefícios justificam um tratamento específico com vistas a viabilizar esta tecnologia no Brasil.

A nota mostra que apesar da aprovação do projeto de lei que está em discussão no Congresso Nacional ser o mecanismo mais seguro para estabelecer um marco regulatório para o setor, o caminho escolhido por meio da publicação de um decreto e suas portarias complementares foi bem recebido para a efetivação dos investimentos nesta nova atividade no país. Ao que tudo indica, a base regulatória já foi suficiente para trazer a confiança e a sinalização adequada aos agentes para promover o inicio do desenvolvimento da fonte eólica offshore e de sua cadeia de valor.

Empregos

E essa fonte tem potencial para criação de 72 a 163 mil empregos em 2050. Os requisitos variam ao longo da cadeia de valor, existe uma concentração de força de trabalho em fabricação e compras (59%), mas o setor de O&M (24%), instalação e conexão à rede (11%) também geram boa parte das posições. O estudo apontou que o Brasil tem a oportunidade de ajudar a aumentar a representatividade feminina no segmento eólico offshore em crescimento e alcançar uma melhor equidade de gênero no mercado de trabalho. Diante deste cenário, será gerado em média 11 até 34 empregos por MW em cada ano no Brasil, dependendo do cenário analisado.

Emissões

Ainda segundo o estudo a fonte eólica offshore ajudará a evitar emissões de gases de efeito estufa, no SIN ficaram em torno de 7 a 12 MtCO2 até 2050. Já em relação a uma expansão com termelétrica a gás ciclo combinado as emissões evitadas ficariam em torno de 30 a 50 MtCO2 nesse mesmo período.

Os dados apresentados apontam para uma redução de emissões na indústria de óleo e gás, pois há possibilidade de turbinas eólicas flutuantes gerarem energia para plataformas de petróleo, como sistema alternativo de produção de energia. E a redução do uso de combustíveis fósseis nas plataformas para a produção de eletricidade auxilia na diminuição da pegada de carbono desta atividade econômica.

Outro destaque é a aplicação da aquicultura em parques eólicos offshore já instalados, uma atividade já aplicada em outros países, como Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, entre outros. E o turismo nesses parques já é uma realidade na Dinamarca, Bélgica, Suécia e Reino Unido. O estudo mostra que isso pode trazer vários benefícios econômicos, educacionais e sociais.

Além disso, a fonte vinda do mar no Brasil possui vantagem graças à indústria siderúrgica, pois o país é conhecido por fabricar placas de aço carbono de alta qualidade como produtos semiacabados. Bruna Silveira, pesquisadora da Coppe/UFRJ, destacou que uma única torre eólica pode conter 45 chapas de aço laminadas individualmente, de modo que os fabricantes precisarão ter a capacidade (equipamento e espaço) de dobrar chapas grandes para criar peças de grande diâmetro que serão unidas e soldadas para criar as seções das torres. E com isso, as peças demandariam um número maior de pontos de solda do que as tradicionais peças utilizadas no desenvolvimento de parques internacionais.

O estudo ainda apontou que a transição energética irá aumentar também a demanda global por minerais. Cobre e terras raras em 40% até 2040, e ainda, níquel e cobalto em 70% e lítio em quase 90%. Com isso, a energia eólica offshore é a fonte que possui a maior demanda por minerais quando comparada a outras fontes.

Bruna ainda destacou que nenhuma indústria brasileira, pela falta de histórico de plantas offshore, possui tão amplo desenvolvimento. “Também é verdade que a atual inexistência de parques eólicos offshore no Brasil oferece uma oportunidade para muitos novos participantes entrarem na cadeia de suprimentos”, analisou. (canalenergia)

Ministra alemã acabará com biocombustíveis convencionais

Ministra alemã quer acabar com uso de biocombustíveis convencionais.
Alemanha deve acabar com uso de óleo de palma em biocombustíveis a partir de 2023.

Diretiva de energia renovável da União Europeia aponta que os combustíveis à base de óleo de palma devem ser eliminados até 2030.

A ministra alemã do Meio Ambiente, Steffi Lemke, disse em 18/01/2023 que em breve enviará propostas ao gabinete para que o país deixe de usar biocombustíveis de origem agrícola como forma de reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

“Os biocombustíveis representam consumo de terra e perda da diversidade biológica”, disse Lemke em um discurso publicado no site do Ministério do Meio Ambiente. “Para substituir apenas cerca de 4% do uso de combustível fóssil no transporte rodoviário alemão, é necessário um espaço de terra na Alemanha e no exterior que representa cerca de 20% da área agrícola alemã. Isso não é algo orientado para o futuro”.

O programa da Alemanha para reduzir os gases de efeito estufa inclui o uso de mistura de biocombustíveis, como biodiesel e etanol, com combustíveis fósseis para reduzir as emissões de veículos rodoviários.

Alemanha acabará com uso de óleo de palma para produção de biocombustíveis.

Ministério do Meio Ambiente do país não considera mais o combustível vindo do fruto como renovável.

Empresas petrolíferas têm uma meta de redução de gases de efeito estufa que podem cumprir parcialmente com biodiesel, muitas vezes feito de óleo de colza ou óleos vegetais residuais, e etanol, que pode ser produzido a partir de grãos ou cana.

“Quero intensificar o uso de biocombustíveis reais produzidos a partir de lixo, resíduos e óleo comestível usado”, disse Lemke, acrescentando que ela enxerga mais potencial para reduzir a cota de emissões de gases de efeito estufa no transporte rodoviário usando biocombustíveis baseados em resíduos.

“Portanto, iremos, o mais rápido possível, propor ao gabinete o ordenamento jurídico para a retirada de biocombustíveis à base de alimentos e ração animal”, completou.

A Alemanha anunciou anteriormente que proibiria o uso de óleo de palma na produção de biocombustíveis a partir de 2023.

Alemanha deve suspender uso de óleo de palma para produção de biocombustível.

País acredita que matéria-prima provoca desmatamento excessivo e não é renovável.

Matéria-prima foi classificada pelo bloco como fator que resulta em desmatamento excessivo e não pode mais ser considerado um combustível renovável para transporte. (biodieselbr)

sexta-feira, 10 de março de 2023

Itaú Unibanco recebe Selo Energia Verde da Única

Comercializadora do banco é a primeira instituição financeira a obter certificação de que adquire energia elétrica para revenda advinda da biomassa da cana-de-açúcar.

O Itaú Unibanco é a primeira comercializadora de energia elétrica a receber o Selo Energia Verde da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O reconhecimento é referente à edição de 2023, certificando que a área de trade do banco adquire energia elétrica para revenda advinda de produtoras de bioeletricidade sucroenergética por meio da cana-de-açúcar.

O Selo foi emitido sem custo financeiro para a comercializadora, fazendo parte do Programa de Certificação da Bioeletricidade, iniciativa da associação em parceria com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e apoio da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

Comercializadora de energia do Itaú recebe certificação de bioeletricidade.

Instituição bancária foi a primeira comercializadora a adquirir o Selo Energia Verde em 2023. Usinas certificadas pelo programa devem produzir um total de 4,2 mil GWh este ano.

Desde 2015, o programa vem certificando usinas produtoras, comercializadoras e consumidores de energia renovável oriunda da biomassa da cana, conforme as diretrizes estabelecidas pelo programa e contratos registrados na CCEE. Atualmente, 22 usinas produtoras de bioeletricidade detêm o certificado da Unica, pertencentes aos grupos econômicos Cerradinho Bioenergia, Cofco International Brasil, Adecoagro, Viterra Bioenergia, Viralcool, Cocal Energia Responsável e Alta Mogiana.

Comercializadora do Itaú/Unibanco é a primeira a receber Selo Energia Verde da Única.

De acordo com a entidade, esses empreendimentos certificados devem produzir um total de 4,2 mil GWh em 2023, equivalente a atender 2,2 milhões de unidades consumidoras residenciais no ano, além de evitar a emissão estimada de mais de um milhão tCO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 7,2 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos. (canalenergia)