terça-feira, 24 de junho de 2025

Estádio em São José dos Campos implementa sistema fotovoltaico

Estádio em São José dos Campos implementa sistema fotovoltaico de 128,76 kWp de potência.
Na casa do São José Esporte Clube no interior de São Paulo foram instalados 220 módulos fotovoltaicos no telhado do setor de cadeiras do estádio para gerar economia de 65% nos custos de conta de luz.
O estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, interior de São Paulo, realizou a instalação de um sistema de energia solar que conta com ais de 220 módulos fotovoltaicos no telhado do setor de cadeiras do estádio, totalizando 128,76 kWp de potência. Em apenas dois meses, o estádio reduziu em 65% os custos mensais com energia elétrica. O sistema, além de representar economia, contribui com o meio ambiente por meio da diminuição das emissões de CO2.

“Pouca gente imagina a quantidade de energia elétrica necessária para manter um estádio em funcionamento. Desde que assumimos a gestão do Martins Pereira estamos buscando medidas sustentáveis e racionais para reduzir insumos como energia e água”, explicou o engenheiro Luiz Carlos Bertti, que atua na administração do estádio.

O sistema de energia do estádio Martins Pereira passou a ser solar.

A autoprodução de energia por meio da fonte solar se mostra ainda mais estratégica em regiões com alta incidência solar, como no caso joseense. Segundo Bertti, o objetivo é transformar o Martins Pereira em um modelo de gestão eficiente. “Hoje podemos afirmar que a instalação dessas placas representa um marco para esse patrimônio da cidade”, afirma.

Além da energia solar no estádio, outras ações sustentáveis também vêm sendo adotadas. A equipe de manutenção realizou um mapeamento completo do sistema hidráulico e, com reparos e ajustes, conseguiu reduzir em 50% a conta de água do estádio. “Cada gota faz a diferença”, destacou o engenheiro.

A casa oficial do São José Esporte Clube passa agora a integrar um grupo seleto de arenas brasileiras como Maracanã, Mineirão e Mané Garrincha (além de Pituaçu, em Salvador), que já utilizam energia fotovoltaica como alternativa limpa e renovável. (pv-magazine-brasil)

Instalações fotovoltaicas globais atingirão 655 GW em 2025

Instalações fotovoltaicas globais podem atingir 655 GW ainda neste ano.

Instalações fotovoltaicas globais podem atingir 655 GW este ano, afirma SolarPower Europe.

As instalações fotovoltaicas globais podem chegar a 655 GW em 2025, bem acima dos 597 GW em 2024, de acordo com as últimas perspectivas de mercado da SolarPower Europe, que colocam a capacidade instalada total em 2,2 TW. Em um cenário acelerador, as adições poderiam chegar a 774 GW.
Cenários anuais do mercado fotovoltaico 2024-2025.

O mundo pode instalar até 655 GW de nova capacidade fotovoltaica este ano, de acordo com o cenário moderado do relatório “Global Market Outlook for Solar Power 2025-2029“, publicado recentemente pela associação industrial SolarPower Europe.

Se confirmado, o resultado marcaria um crescimento de 10% em relação a 2024, quando os desenvolvedores instalaram cerca de 597 GW de novos sistemas fotovoltaicos em todo o mundo e a capacidade fotovoltaica acumulada global atingiu 2,2 TW até o final de dezembro.

A associação delineou 3 cenários para 2025: um “Cenário Alto” com até 774 GW de novas adições; um “Cenário Médio” com 655 GW, que os autores do relatório chamaram de mais provável; e um “Cenário Baixo” projetando apenas 548 GW.

“Este cenário ressalta os riscos representados pela escalada dos conflitos comerciais, que podem aumentar os custos do sistema fotovoltaico, atrasar os pipelines de projetos e impedir investimentos em particular entre mercados mais sensíveis aos preços”, observou o relatório. “Na UE-27, o mercado solar pode mudar rapidamente da estagnação para a contração em 2025, principalmente se as condições de enquadramento não forem implementadas rápida e corretamente nos estados-membros”.

A SolarPower Europe relatou que o “Cenário Alto” pode se materializar se os preços baixos dos módulos persistirem, as taxas de instalação permanecerem altas e o governo chinês aumentar a implantação de painéis fotovoltaicos.

O relatório afirma que a China será responsável por cerca de 53% das novas instalações globais em 2025, seguida pela região da Ásia-Pacífico, excluindo a China com 16%, as Américas com 14%, a Europa com 13% e o Oriente Médio e África com 4%.

A associação também previu que 2,27 TW de nova capacidade fotovoltaica poderiam ser instalados entre 2026 e 2028, abaixo da estimativa anterior de 2,34 TW.

“Nossa previsão atualizada ainda prevê um crescimento anual sólido na faixa de 10% a 14%, amplamente em linha com a estimativa do ano passado de 12% a 13%”, afirmou o relatório. “No entanto, 2026 se destaca como uma clara exceção, com expectativa de desaceleração do crescimento para apenas 1%”.

É previsto que o desempenho de 2026 seja impactado pela transição das tarifas feed-in para as tarifas feed-in premium na China, que deve ser sentida a partir do segundo semestre de 2025, com os desenvolvedores de projetos atrasando as decisões de investimento e revisando seus modelos de negócios.

“No geral, nosso ‘Cenário Médio’ projeta que o mercado fotovoltaico global atinja 665 GW em 2026, acima dos 655 GW em 2025”, afirmou o relatório. “Olhando para o futuro, esperamos que as adições anuais cheguem a 755 GW em 2027, 847 GW em 2028 e 930 GW em 2029”. (pv-magazine-brasil)

domingo, 22 de junho de 2025

Brasil deve adicionar 19,2 GW de capacidade solar em 2025

Geração distribuída terá crescimento acima de 20% em 2025, projeta ABGD

O Brasil está projetado para adicionar 19,2 GW de capacidade solar em 2025, de acordo com a pv magazine Brasil. Essa projeção combina dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e projeções da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), segundo a publicação. A capacidade instalada acumulada de energia solar fotovoltaica no Brasil deverá atingir entre 90 GW (Cenário Conservador) e 107,6 GW (Cenário Otimista) até 2029.

Projeção da Absolar:

A Absolar projeta que o Brasil deverá adicionar 13,2 GW de capacidade instalada de energia solar em 2025.

Crescimento:

O aumento de 13,2 GW representa um crescimento de 25% em relação à capacidade instalada atual de 51,5 GW, de acordo com a ABSOLAR.

Cenários:

A pv magazine Brasil destaca que a capacidade acumulada de energia solar poderá atingir entre 90 GW (Cenário Conservador) e 107,6 GW (Cenário Otimista) até 2029.

Geração Distribuída:

A geração distribuída (GD) também está crescendo, com 2,15 GW em capacidade instalada adicionados no primeiro trimestre de 2025.

Mercado Global:

O mercado global de energia solar também deve crescer 10% em 2025, apesar de incertezas macroeconómicas, segundo a SolarPower Europe.

Adições representaram crescimento marginal em comparação com 2024, segundo a Solar Power Europe. No ano passado, país ficou atrás apenas da Índia (30,7 GW), Estados Unidos (50 GW) e China (329 GW) em novas instalações. Em capacidade acumulada até dezembro de 2024, país ficou em sexto lugar no ranking, com 66,7 GW.
Miniusina solar instalada pela TTS Energia na fábrica da Jacto, no interior de SP.

Apesar de o Brasil continuar consolidando sua posição como potência solar regional, especialmente em geração distribuída, 2025 representará uma ruptura no ritmo de crescimento no país, com o mercado aumentando apenas marginalmente para 19,2 GW, ante 18,9 GW em 2024, de acordo com o relatório “Global Market Outlook for Solar Power 2025-2029“.

Essa estagnação será causada principalmente por ajustes nas regras de autoconsumo e atrasos nas conexões à rede para geração distribuída. As limitações na infraestrutura de transmissão são desafios notáveis para projetos de grande porte. Em um aspecto positivo, as novas regulamentações de armazenamento de energia em 2025 provavelmente estimularão ainda mais o setor.

Combinando dados da Absolar e projeções oficiais da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética (EPE), a capacidade instalada acumulada de energia solar fotovoltaica no Brasil deverá atingir entre 90 GW, no Cenário Conservador, e 107,6 GW no Cenário Otimista até 2029. Para geração distribuída, a capacidade instalada acumulada até 2029 está projetada entre 54,2 GW e 63,9 GW. Para geração centralizada, a Absolar estima acréscimos médios anuais de capacidade entre 3,7 GW e 5,3 GW até 2029.

O Brasil instalou um recorde de 18,9 GW de nova capacidade solar no ano passado. Mas, após dois anos de crescimento muito forte (60-81%) em 2021-2022 e um aumento adicional de 15% que transformou o país no terceiro maior mercado de energia solar em 2023, o crescimento de 21% registrado em 2024 não foi suficiente para mantê-lo no pódio e rebaixou o país para o 4º lugar globalmente, atrás da Índia (30,7 GW), Estados Unidos (50 GW) e China (329 GW).

Os altos preços da eletricidade, a abundância de recursos solares, os leilões e as regras favoráveis de medição líquida foram a base do sucesso do país no setor até 2024. Apesar das condições macroeconômicas desafiadoras, do aumento das tarifas de importação aplicadas a módulos solares fotovoltaicos em 2024 e das altas taxas de restrição, o mercado superou as projeções do governo.

Brasil consolida posição global em energia solar fotovoltaica e se torna o 6º maior em capacidade instalada. (pv-magazine-brasil)

Vendas de eletrificados leves no Brasil crescem 6,6% nos primeiros 4 meses do ano

Vendas de eletrificados leves no Brasil crescem 6,6% nos primeiros quatro meses do ano.

As vendas de veículos leves eletrificados no Brasil atingiram 14.759 unidades em abril/2025, representando um crescimento de 2,6% em relação a março e queda de 2,9% em comparação com abril/2024.
As vendas de veículos leves eletrificados no Brasil atingiram 14.759 unidades em abril/2025, elevando o total acumulado no primeiro quadrimestre do ano para 54.683 veículos. As estatísticas estão sendo puxadas pelos veículos híbridos plug-in (PHEV), que dispararam nos últimos meses.

O resultado representa um crescimento de 2,6% em relação a março, quando foram comercializadas 14.380 unidades. Na comparação com abril/2024 (15.206), houve uma pequena queda de 2,9%. Essa retração é atribuída a fatores sazonais (mais emendas de feriados em abril deste ano do que em abril/2024) e à nova metodologia da ABVE, adotada a partir de janeiro/2025, que deixou de contabilizar os veículos micro híbridos MHEV nas estatísticas de eletrificados.

Ainda assim, o acumulado do primeiro quadrimestre de 2025 (54.683) superou em 6,6% o volume registrado no mesmo período de 2024 (51.296). Em relação a 2023 (19.579 unidades), o crescimento é exponencial e alcança os 180%.

O mercado brasileiro de veículos eletrificados tem apresentado uma expansão acelerada nos últimos 2 anos, impulsionada pelo aumento da oferta de modelos e pela entrada de novos fabricantes no setor.

Desde 2023, os veículos híbridos plug-in (PHEV) lideram as vendas anuais de eletrificados no Brasil, consolidando-se como a principal tecnologia desse mercado. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2025, os PHEV representaram 50% (27.442) do total de veículos eletrificados vendidos. O desempenho é expressivo quando comparado ao mesmo período de 2024, quando esses modelos respondiam por 28% das vendas (14.367), resultando num crescimento de 91%.

O avanço dos PHEV reflete a preferência dos consumidores brasileiros por uma tecnologia que combina a eficiência do veículo elétrico com a flexibilidade do motor a combustão, garantindo autonomia diante da infraestrutura de recarga ainda limitada no país. A atratividade desse segmento deve aumentar ainda mais com a chegada dos modelos PHEV Flex, que, além da versão híbrida movida apenas a gasolina, agora incluem a opção de uso do etanol. Entre as montadoras que já oferecem essa configuração está a Caoa Chery, enquanto a GWM se prepara para lançar seus próprios modelos PHEV Flex em breve.

Segundo o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, a diversidade de opções de eletromobilidade para atender diferentes perfis de usuários explica o crescimento dos PHEV nos últimos meses. O usuário desses veículos tende a rodar a grande maioria de seus trajetos, inclusive viagens curtas, no modo elétrico, desfrutando de todas as vantagens de um BEV 100% a bateria. E só adotará o modo híbrido eventualmente, em viagens mais longas. Assim, o consumo real de combustível fóssil desse usuário será muito baixo.

“Essa tendência, que está ficando cada vez mais clara, comprova que o PHEV é um veículo mais eficiente do que um híbrido não plug-in (HEV) ou um modelo flex convencional, diferentemente do que dizem algumas análises”, completou o presidente da ABVE
Participação de 7,5% nas vendas de veículos leves

Em abril/2025, os veículos eletrificados alcançaram uma participação de mercado (market share) de 7,5%. O índice corresponde ao total de emplacamentos leves eletrificados (14.759) sobre o volume total de vendas de automóveis e comerciais leves de todas as motorizações no período, que totalizou 197.076 unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Em abril, a maior participação de mercado continua sendo dos elétricos plug-in (BEV e PHEV), com 85,5% do total de eletrificados (12.615) – um crescimento de 7,4%, na comparação com março (11.745). Os PHEV contribuíram com 53,5% (7.913) e os 100% elétricos (BEV), com 32% (4.702).

A maior participação dos elétricos plug-in no total de eletrificados foi puxada pelos PHEV. Em abril foram 7.913 unidades desse modelo, com aumento de 14% em relação a março (6.944). Sobre abril/2024 (3.735), o crescimento dos PHEV foi bem expressivo: +112%.

As vendas dos modelos 100% elétricos (BEV) totalizaram 4.702 unidades em abril. Na comparação com março, houve uma leve queda de 2% (4.801). Na comparação com abril/2024 (6.705), a queda foi de 30%.

Os híbridos convencionais (HEV e HEV Flex) responderam por 14,5% das vendas de eletrificados, com 2.144 veículos emplacados no mês. Os HEV Flex foram responsáveis por 8,9% (1.314) das vendas de eletrificados, com queda de 20,6% sobre março (1.656). Os HEV representaram 5,6% do mercado em abril (830). As vendas indicam uma queda de 15% sobre março (979).

Geografia da eletromobilidade

A maioria dos 27 estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, teve aumento de vendas em abril (15, ou 56% do total), enquanto o restante teve queda (12, ou 44%).  As flutuações de vendas nos estados podem ser percebidas nas variações de percentuais de participação das regiões brasileiras.

Os 5 municípios que mais venderam veículos eletrificados leves em abril/2025:

1º – São Paulo: 1.913

2º – Brasília: 1.467

3º – Campinas: 612

4º – Rio de Janeiro: 589

5º – Belo Horizonte: 500 (pv-magazine-brasil)

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Como medir com precisão a quantidade de energia solar disponível?

Para medir com precisão a quantidade de energia solar disponível, é crucial utilizar instrumentos especializados como piranômetros e pireliômetros. Os piranômetros, com visão de 180°, medem a irradiância global horizontal (GHI) e a irradiância no plano do painel (GPOA), enquanto os pireliômetros, com visão de 5°, medem a irradiância normal direta (DNI). Além disso, é fundamental considerar a orientação e inclinação dos painéis, o sombreamento, a manutenção e a qualidade dos equipamentos.

O ponto de partida para a viabilidade de uma usina solar são a análise do terreno e a caracterização do recurso solar. Ambos requerem dados de alta qualidade e decisões estratégicas.
Para construir uma usina fotovoltaica eficiente, não basta ter sol. Como dizia o filósofo Gaston Bachelard, “a ciência é a superação de opiniões bem fundadas”: o ponto de partida para a viabilidade de uma usina solar são a análise do terreno e a caracterização do recurso solar. Ambos requerem dados de alta qualidade e decisões estratégicas.

Apesar da abundância de irradiação solar em boa parte do território brasileiro, a escolha do terreno adequado para instalação de uma UFV é um dos pontos mais críticos — e onerosos — do projeto. O relevo, a composição do solo e a vegetação local influenciam diretamente no custo e na complexidade das fundações e estruturas de suporte. Terrenos com declividades acentuadas, por exemplo, exigem terraplanagens extensas e fundações especiais. Já regiões com alta presença de rochas ou solos instáveis podem inviabilizar o projeto ou gerar custos imprevistos. Além disso, o sombreamento causado por morros, construções ou vegetação nativa compromete a eficiência dos módulos.

Superado o primeiro obstáculo, o segundo desafio está nos céus: como medir com precisão a quantidade de energia solar disponível no local? Por mais paradoxal que pareça em um país tropical, a dificuldade em obter dados confiáveis de irradiação solar — sobretudo com resolução espacial e temporal suficiente — é um entrave técnico real para engenheiros e projetistas.

A medição direta com piranômetros ainda é limitada a poucos pontos no país e nem sempre está disponível para a área de interesse. A alternativa, até recentemente, era recorrer a bancos de dados internacionais, muitas vezes pouco ajustados às particularidades climáticas brasileiras. Para projetos de maior sofisticação — como sistemas bifaciais, trackers de dois eixos ou arquitetura solar integrada (BIPV) — essa limitação se tornava um gargalo técnico.

Foi para enfrentar esse desafio que a Tempo OK, empresa nacional com ampla atuação em meteorologia aplicada ao setor elétrico, desenvolveu uma nova plataforma para avaliação do potencial solar. Disponível gratuitamente em https://tempook.com/solar/, o sistema oferece acesso direto a dados solarimétricos com base em algoritmos de inteligência artificial aplicados a imagens de satélite.

O diferencial está na profundidade e flexibilidade das análises: o usuário pode consultar a irradiância global horizontal (GHI), a irradiância normal direta (DNI), a irradiância difusa (DHI) e, sobretudo, a irradiância no plano do painel (GPOA) — a variável mais relevante para estimar a geração de energia real. A plataforma permite simular diferentes inclinações, orientações azimutais, presença de trackers, bifacialidade e características do entorno, como o albedo da superfície.

Na prática, isso significa que o engenheiro pode testar virtualmente diversos cenários e escolher a melhor configuração antes mesmo de visitar o local. Em um clique, é possível comparar, por exemplo, a geração solar esperada para uma fachada leste inclinada a 10 graus com a de um campo solar voltado ao norte com trackers horizontais. A ferramenta também exibe estatísticas detalhadas — como valores médios, desvios padrão e percentis — e permite acompanhar a irradiação real dos últimos 15 dias, ideal para validações rápidas.

Ao reduzir o tempo e o custo dedicados à etapa de análise solarimétrica, uma das mais críticas do processo, a plataforma da Tempo OK surge como aliada da engenharia solar. Sua contribuição é especialmente relevante para o avanço dos projetos de geração distribuída, usinas de pequeno porte e sistemas arquitetônicos integrados, onde a customização e o aproveitamento eficiente da superfície disponível são essenciais.
Retomando Bachelard, lembramos que “o real não é aquilo que se opõe ao imaginário, mas aquilo que exige um esforço contínuo de verificação”. No caso da energia solar, esse esforço agora está mais acessível — e mais preciso — graças à inteligência aplicada a dados do céu. (pv-magazine-brasil)