sábado, 2 de fevereiro de 2013

Combustível com menos poluente

A Petrobras lançou, no dia 1º de janeiro, o Diesel S-10, com ultra baixo teor de enxofre, para todo o Brasil. O combustível, disponível em torno de 5.900 postos de serviço, sendo mais de 2.400 postos da Petrobras, substitui integralmente o Diesel S-50. Os benefícios ambientais do diesel com baixo teor de enxofre são mais efetivos nos veículos produzidos a partir de 2012. Esses veículos utilizam motores com tecnologia para redução de emissões veiculares atendendo a fase P7 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve).
Além do teor de enxofre ainda menor, o novo Diesel S-10 tem número de cetano (medida de qualidade de ignição) 48 contra 46 do Diesel S-50 com benefícios de melhor partida a frio, redução de fumaça branca, redução na formação de depósitos e aumento da vida útil do óleo lubrificante que podem ser facilmente percebidos pelos motoristas. Esses benefícios também podem ser observados inclusive nos motores de tecnologia anteriores a 2012.
Modernização - A Petrobras investe continuamente na melhoria da qualidade dos combustíveis. Entre 2005 e 2011, foram investidos R$ 38,5 bilhões para modernizar seu parque de refino e adequar a logística para atendimento ao mercado interno, dos quais R$ 19,6 bilhões para a produção e movimentação do diesel de baixo teor de enxofre. Entre 2012 e 2016, ainda serão investidos R$ 27,2 bilhões na modernização das refinarias e adequação da logística para o atendimento do mercado interno, dos quais R$ 20,7 bilhões no programa de qualidade do diesel.
O Diesel S-10 está disponível em 15 polos de venda e terá a oferta ampliada para 17 polos durante o primeiro trimestre de 2013, propiciando o abastecimento de 78 bases de distribuição espalhadas pelo país. A lista completa de postos Petrobras que comercializam o Diesel S-10, que inclui também os pontos de venda do Flua Petrobras (marca própria do Arla 32), está disponível no site www.br.com.br. (ambienteenergia)

Marca d’água de reservatório

Vista da marca d'água marcando o volume dentro da hidrelétrica de Itumbiara, na fronteira entre os Estados de Goiás e Minas Gerais. Os reservatórios de usinas hidrelétricas da região Nordeste.
Vista da marca d'água marcando o volume dentro da hidrelétrica de Itumbiara, na fronteira entre os Estados de Goiás e Minas Gerais. Os reservatórios de usinas hidrelétricas da região Nordeste apresentaram uma leve recuperação, subindo de 29,33 % no domingo para 29,62 % em 08/01/13, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (yahoo)

Sistema elétrico brasileiro depende do clima

Sistema elétrico brasileiro depende cada vez mais das condições climáticas
Desde 2001, novas usinas e linhas de transmissão foram construídas, mas País perdeu capacidade de armazenamento de água.
O traumático racionamento ocorrido em 2001 ensinou algumas lições importantes para o Brasil. De lá pra cá, a capacidade do parque gerador brasileiro - que vivia sob intensa paralisia - cresceu 56%, e o sistema de transmissão, um dos principais vilões do contingenciamento ocorrido naquele ano, avançou 54%. Mas, apesar dos investimentos feitos e do incremento de novas fontes de energia na matriz elétrica, o sistema nacional está cada dia mais vulnerável e sujeito ao humor de São Pedro.
No ano passado, embora o crescimento da economia tenha decepcionado e a seca que atingiu o País não esteja entre as piores da história, o nível dos reservatórios caiu mais rápido que o previsto. Com as represas em baixa e chuvas ainda escassas, o risco de um novo racionamento voltou a rondar a vida dos brasileiros, apesar de o governo federal afirmar que vai garantir o abastecimento com a operação das térmicas - em 2001, essas usinas praticamente não existiam.
Um dos principais motivos da maior fragilidade do sistema nacional está nas restrições para construir hidrelétricas com reservatório. Por questões ambientais, as grandes usinas que estão sendo construídas Brasil afora são a fio d'água e não têm represa para guardar água, a exemplo das Hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. Isso significa que o País está perdendo capacidade de poupança para suportar períodos com hidrologia desfavorável, como agora. "Temos de contar com a natureza", diz o diretor da Coppe/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.
Limites
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que em 2001 a capacidade dos reservatórios era suficiente para seis meses de carga de energia de todo o sistema interligado nacional. Em 2009, o volume tinha caído para cinco meses. E, em 2019, será suficiente para apenas três meses.
Portanto, o fato de o País escapar de um racionamento agora não elimina os riscos no próximo ano. Se não chover bastante até o fim do período úmido, os reservatórios vão terminar 2013 piores do que em 2012. Foi assim que ocorreu o racionamento de 2001. No fim de 1999, choveu pouco e os reservatórios caíram bastante. No início de 2000, as chuvas conseguiram recuperar o volume de armazenamento, mas não foi o suficiente para evitar o contingenciamento no ano seguinte, quando as chuvas minguaram novamente.
As usinas a fio d'água tendem a agravar a dependência climática. Além da falta de reservatório, as hidrelétricas do Norte ainda sofrem de outro mal: a forte variação do volume de água no período seco e no período úmido. No Rio Xingu, por exemplo, onde está sendo construída Belo Monte, a diferença é de 25 vezes. Em Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, é de 11 vezes. No Sudeste, de apenas 5 vezes.
"Com a entrada em operação das novas hidrelétricas, a operação do sistema vai virar um inferno", diz o consultor Mario Veiga, presidente da PSR Consultoria. Segundo ele, os prejuízos desse modelo são enormes, já que afetam outras fontes de energia, como a viabilidade das eólicas. Um reservatório tem capacidade de armazenar tanto água como vento. Se num determinado período está ventando muito, o operador pode diminuir a produção da hidrelétrica, guardar água e atender à demanda com as eólicas.
Sem represa, no entanto, o operador precisa de outras garantias, já que as eólicas também são dependentes das condições climáticas. "Pior: quando não venta o calor aumenta. Por um lado a geração de energia diminui e, por outro, o consumo sobe", destaca a coordenadora do Núcleo de Energia do FGV in company, Gorete Pereira Paulo.
Equilíbrio
Na opinião dela, o País precisa apostar mais na energia térmica para dar segurança ao sistema. Quanto mais usinas a fio d'água forem construídas, maior a necessidade de termoelétricas para garantir o abastecimento em momentos de instabilidade climática. Dois outros especialistas também defendem maior participação das usinas na matriz brasileira.
Roberto Pereira D'Araújo e Luiz Pinguelli Rosa acreditam que a situação atual poderia ter sido evitada se as térmicas tivessem entrado em operação mais cedo. "Hoje 70% da capacidade de geração é hidráulica, mas as usinas geram 90% da energia do País. As térmicas representam mais de 20% do parque gerador, mas produzem apenas 10%. Isso precisa mudar", diz D'Araújo.
O professor da Coppead, Nivalde Castro, vai além: algumas térmicas precisariam gerar na base, sem parar. Hoje as usinas são contratadas por disponibilidades. Ficam paradas à espera de um chamado do ONS. "A quantidade de água nos reservatórios não é mais suficiente para atender ao período seco. O governo terá de fazer leilões por fonte, por região e numa forma de contrato diferente da atual."
Apesar dos prejuízos e dos transtornos que virão, poucos acreditam numa reversão do atual modelo das hidrelétricas por causa da pressão ambiental. Foi uma escolha que diminui os impactos ambientais, especialmente na Região Norte, mas aumenta a instabilidade do sistema e também pode aumentar o custo da energia, com a necessidade de mais térmicas. "Ninguém quer construir hidrelétricas a qualquer custo. Mas também não podem proibir a qualquer custo", diz Mario Veiga. (OESP)

Upgrade para hidrelétrica

A Voith Hydro venceu a concorrência para modernizar a, localizada no rio Paranapanema, no município de Chavantes, no sudoeste do Estado de São Paulo. Administrada pela Duke Energy, a usina passará por um processo completo de modernização, englobando seus principais sistemas e os equipamentos das unidades geradoras, incluindo as turbinas e os geradores elétricos, num valor de contrato da ordem de R$ 70 milhões. As unidades modernizadas contarão com projeto otimizado para atender a uma crescente demanda por aumento de eficiência, visando a mesma quantidade de energia gerada com menor consumo de água.
“A expertise da Voith, reconhecida mundialmente, foi decisiva para a escolha da empresa como parceira ideal para executar a modernização e substituição dos equipamentos”, explica Osvaldo San Martin, presidente & CEO da Voith Hydro, ressaltando que a companhia fabricará todos os equipamentos de acordo com as necessidades e exigências do empreendimento, sempre alinhada à visão e habilidade da Duke Energy em administrar projetos dessa magnitude.
A UHE de Chavantes possui quatro unidades geradoras com 103,5 MW cada uma, totalizando 414 MW de potência instalada. Em 1999, a Voith Hydro modernizou os sistemas de controle da unidade 4 e agora as outras três unidades complementarão o trabalho. Nestas, se inclui o gerador e a opção de substituição dos rotores das turbinas do tipo Francis por outros a serem projetados e fabricados pela Voith Hydro com avançada tecnologia e estado da arte, permitindo uma maior eficiência que representará um aumento da garantia física da energia da usina. (ambienteenergia)

Reservatórios no limite

Os reservatórios de energia hidrelétrica das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste terminaram 2012 muito próximas do limite para o abastecimento de energia destas importantes regiões do país. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o Nordeste fechou dezembro com 32,2% de sua capacidade (o limite mínimo para a região é 34%), enquanto o Sudeste/Centro-Oeste terminou o ano com apenas 28,8 % (0,8% acima da linha de risco). A situação não melhorou nem mesmo com o dezembro mais chuvoso da história da cidade de São Paulo (397,6 milímetros).
De acordo com os modelos numéricos de previsão do tempo e do clima, estas regiões deverão ter uma continuidade da chuva irregular pela frente, impedindo o abastecimento adequado dos reservatórios de energia do Brasil. A expectativa é de temporais isolados e irregulares, a exemplo do que já ocorreu no mês de dezembro e neste começo de janeiro. Isso significa poucos dias com chuva muito forte e vários dias sem chuva, ou com precipitação esparsa e fraca.
De acordo com Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo, este tipo de chuva não é a ideal para a situação atual das reservas hidrelétricas. “Para resolver o problema, deveria ocorrer a formação de um fenômeno meteorológico conhecido tecnicamente como ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) para haver a recuperação dos reservatórios do Sudeste e do Nordeste. E as condições estão, neste exato momento, desfavoráveis a essa ocorrência”, explica.
Para que houvesse a recuperação plena, ou ao menos satisfatória dos reservatórios, o tempo deveria fechar agora e deixar as regiões com três ou quatro semanas sem sol e debaixo de muita chuva. De acordo com a Climatempo, porém, não é isso que deve acontecer. Há a possibilidade de chuva até o dia 10 de janeiro, mas depois, seguirá um período mais seco e quente e, apenas no fim do mês, volta o período mais úmido novamente.
Ainda segundo Alexandre, o problema não para por aí. “Sem a formação de alguns períodos com ZCAS, devemos fechar janeiro e fevereiro com menos chuva do que o normal. Depois não deve haver recuperação, pois já devemos entrar no período climatologicamente mais seco. Ou seja, os reservatórios devem deixar o período úmido com menos de 40% de sua capacidade total e a “bomba” pode vir ao longo do ano de 2013”, conclui. (ambienteenergia)