quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Homem, o ser energívoro

Nós somos os únicos seres vivos que consumimos mais energia do que produzimos. Na natureza, os animais sabem respeitar este equilíbrio vital. O urso hiberna por seis meses e o leão dorme de 16 a 20 horas por dia.
“O ser humano é o único no planeta que gasta a própria energia e vai além dela milhares de vezes”, afirma Cícero Bley  Jr. É por essa razão que o autor de Biogás, a Energia Invisível considera o homem um ser energívoro.
Neste infográfico conseguimos ver como a energia faz o corpo humano funcionar e quais países são os maiores produtores e consumidores mundiais dela. A China está no topo da lista. Certamente é hora dos chineses repensarem o modelo energético! (abril)

Biogás suprirá 12% da matriz energética do país

Biogás poderia suprir 12% da matriz energética do país, aponta estudo da Abiogás.
Setor preparou uma proposta ao governo que levaria a uma redução dos preços da fonte que chegaria a até 40% do valor atual.
Um estudo da Associação Nacional de Biogás e Biometano apontou que o biogás poderia gerar o equivalente a cerca de um terço de toda a energia produzida na UHE Itaipu (Brasil/ Paraguai, 14.000 MW) e que no ano passado foi a maior usina em termos de energia produzida no mundo. De acordo com a entidade, o país disporia de cerca de 23 bilhões de metros cúbicos ao ano que permitiria a geração de 37 milhões de MWh e a um custo de 30% a 40% mais baixo do que se tem atualmente.
O motivo pela qual não se tem ainda a redução de preços estimada e a expansão dessa geração é a falta de uma política pública que viabilize a inserção na matriz energética nacional. Depois de três anos que a fonte voltou a ser debatida no país, a associação elaborou propostas a serem apresentadas ao ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Essa proposta tem como destaque a realização de leilões de energia, simplificação tributária e desonerações na cadeia produtiva de equipamentos para usinas que se utilizarem desse combustível.
Pela falta do programa é que o biogás contribui de forma tímida para a matriz elétrica nacional. Segundo a secretária executiva da Abiogás, Camila Agner, o país contava, segundo os números mais recentes disponíveis – de 2014 –, com 70 MW em capacidade instalada. E o custo da energia dessa fonte hoje está no mesmo patamar de outras renováveis em uma faixa de preços entre R$ 180 a R$ 220/MWh. Já no leilão de A-3 de 2014, quando houve a possibilidade de negociar energia de resíduos o preço-teto estabelecido foi de R$ 169/MWh.
“Em termos de energia elétrica, o Brasil só aproveita 0,05% da energia potencial dessa fonte”, resumiu a executiva. “Hoje a maior parcela da capacidade existente está no Sul do país em pequenas propriedades e no Sudeste, onde se localizam as usinas de maior porte”, acrescentou.
O programa, explicou Camila, mostra que o biogás não é inviável do ponto de vista econômico e deverá viabilizar projetos de media e grandes escala no país. Esse primeiro grupo, principalmente, apresenta maiores dificuldades por falta de incentivos. E, em sua avaliação, o que falta na realidade é o entendimento por parte do governo de que essa é uma fonte importante para ajudar na disponibilidade de capacidade de geração de energia no país.
Questões regulatórias importantes no passado como a resolução 482 da Aneel, que passaram por aprimoramento em 2015 foram resolvidas. Essa em especial, destacou a executiva da Abiogás permitirá uma maior expansão do biogás para aqueles geradores de menor porte. Além desses, os grandes autoprodutores poderão ser beneficiados, uma vez que o biogás tem como fonte o uso de resíduos orgânicos, o que abre a perspectiva de sua adoção pela indústria de alimentos e da agroindústria, que tem nos seus rejeitos uma grande fonte de produção de biogás por meio de resíduos de animais ou os resíduos da colheita.
“A autoprodução é muito interessante, pois com o aprimoramento pode-se abater a energia gerada para o mesmo CNPJ, mas em diferentes locais como para cooperativas de pequenos produtores. Além disso, tratamento de esgotos pode levar a economia de energia em unidades de empresas de saneamento em um mesmo estado. Realmente é um passo interessante”, finalizou ela. (canalenergia)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

EUA lança destroier movido a gordura de carne

Marinha dos EUA lança 1º destroier movido a gordura de carne
A marinha americana lançou nesta semana o primeiro destroier de mísseis parcialmente movidos por biocombustível feito a partir de gordura de carne bovina.
O contratorpedeiro "ecológico" – um USS Stockdale (DDG 106) – é parte de um ambicioso plano chamado de "Grande Frota Verde", que consiste em ter 50% dos navios de guerra movidos a energias alternativas, como eólica, solar e biocombustíveis diversos, dentro de quatro anos.
Por enquanto, o mix de abastecimento dos navios é de apenas 10% de biocombustíveis e 90% de petróleo – um passo pequeno, é verdade, mas muito importante para um país que busca reduzir a importação e dependência do combustível fóssil. Só para esse primeiro ano do projeto, a marinha dos EUA adquiriu 295 milhões de litros da mistura de combustíveis fósseis e biocombustíveis.
A gordura usada na produção do biocombustível vem de resíduos de carne fornecidos por agricultores do Centro-Oeste dos EUA. Segundo a marinha americana, ela foi comprada a um preço competitivo através de uma parceria com o Departamento de Agricultura do país (USDA).
Inicialmente, a marinha buscava a relação de 50-50, porém o custo era muito alto, mas isso pode mudar a medida que cresce a concorrência na indústria de combustíveis alternativos.
"O uso de energia renovável pela marinha representa sua capacidade de diversificar as fontes de energia, e também a capacidade da nossa nação de transformar um resíduo em uma fonte de produção nacional limpa, biocombustíveis avançados que atendem às necessidades de transporte", disse o secretário de agricultura do país, Tom Vilsac.
8 fontes inusitadas de biocombustível
Quando pensamos em biocombustível, logo nos vêm à mente o etanol de cana brasileiro e o de milho americano. Mas, diante da crescente busca por novas energias, outras fontes vêm surgindo. Confira as mais curiosas e, quiçá, estranhas descobertas recentes.
Penas de frango – pode completar?
Em 2009, pesquisadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Nevada, em Reno, nos EUA, mostraram ao mundo que é possível produzir um combustível biodiesel a partir de penas de galinha. O trabalho científico, publicado no The Journal of Agricultural and Food Chemistry (JAFC), mostra que é possível obter entre 7% e 11% de biodiesel da gordura das penas através de fervuras e processos químicos específicos.
Atualmente, devido ao seu alto teor proteico, as penas de frango são transformadas em farinha para ração animal, ou em fertilizante, em função da concentração de hidrogênio. Segundo o estudo, a quantidade de farinha gerada pela indústria avícola anualmente seria suficiente para a produção de 580 milhões de litros de biodiesel nos EUA e 2,2 bilhões litros no mundo. Coisa do futuro? Que nada, o biocombustível já está sendo usado experimentalmente pela agência espacial americana, NASA.
Borra de café
Depois de ler isto aqui, você nunca mais vai olhar para o café que prepara em casa do mesmo jeito, já que um dia ele poderá servir de combustível para o seu carro. Pesquisadores da Universidade de Nevada – os mesmos que descobriram o potencial energético das penas de frango – também estudam a extração de biodiesel a partir do café. Aproximadamente 15% da borra seca é óleo e, assim como o óleo de soja, mamona e dendê, pode ser convertido em biocombustível. A prova prática foi feita com grãos e borra doados pela rede de cafeterias Starbucks.
Aqui no Brasil, cientistas da USP também estão demonstrando que é possível usar a borra para gerar combustível. De acordo com a professora de química Denise Moreira dos Santos, que lidera a pesquisa, o biodiesel de café poderia ser usado por pequenas comunidades agrícolas em tratores e máquinas.
Gordura de jacaré
Assim como as penas de galinha, a gordura de jacaré é um subproduto do processamento da carne deste animal para a indústria alimentícia e de couro. Mas diferentemente do primeiro caso, ela comumente vai parar no lixo. No entanto, pesquisadores da Universidade de Luisiana, nos EUA, querem dar uma nova destinação para cerca de 15 mil toneladas de gordura jogadas fora todos os anos pelas fazendas do estado, que criam os animais em cativeiro.
Os cientistas acreditam que este subproduto pode ser um excelente candidato para produção de biodiesel. Para testar essa hipótese, eles obtiveram algumas amostras de gordura de jacaré congelada de produtores locais. Resultado: depois de aquecer o produto no micro-ondas e usar solventes químicos, eles chegaram a um óleo de ácido graxo que preenche todos os requisitos de alta qualidade do biodiesel.
Tequila
Algave, é este o nome da planta, que destilada, produz uma das bebidas mexicanas mais famosas, a tequila. Agora, esta espécie que cresce em áreas inóspitas e praticamente desérticas, está ganhando popularidade no meio científico por ser uma fonte alternativa potencial de biocombustível.
A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Oxford, indica que a algave possui alta concentração de açúcar, além de ser capaz de suportar condições extremas, como temperaturas elevadas, longos períodos de estiagem. O biodiesel é obtido através da queima da biomassa coletada das folhas, pelo processo chamado pirólise rápida. E através da fermentação dos açúcares do caule, também é possível obter álcool. É energia em dose dupla!
Chocolate
Esta delícia milenar altamente energética serviu como combustível para uma empreitada fora do comum realizada pela empresa inglesa Ecote, em 2009. A fim de promover sua mais nova invenção – o biodiesel de chocolate – a companhia montou uma equipe para atravessar o deserto do Saara a bordo de um caminhão movido por uma mistura de óleo de cozinha, soda cáustica e etanol, feito a partir de restos de chocolate. Para a expedição foram levados ao todo 1,5 mil litros do combustível feito a partir de três mil quilos de chocolate. Haja energia!
Fraldas descartáveis
O que de um lado é solução para toda mãe, de outro é um verdadeiro problemão moderno, a ponto de vários países instalarem usinas de reciclagem específicas para as fraldas descartáveis. Algumas empresas estão indo mais longe na tentativa de reaproveitar ao máximo esse produto. É o caso do grupo de engenharia britânico Amec, que estuda a possibilidade usar fraldas descartáveis e outros plásticos para produzir uma espécie de diesel sintético. A empreitada pode ajudar a reduzir o lixo gerado nas grandes cidades, além de evitar o uso de outras fontes fósseis. Cerca de 7 quilos de fraldas podem gerar 1 litro de biogás.
Melancia
Só nos EUA, mais de 300 mil toneladas de melancia são descartadas anualmente por varejistas e supermercados por apresentar alguma imperfeição. Mas um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostra que é possível gerar biocombustível a partir do açúcar dessa fruta. Segundo cálculos, seria possível obter quase nove bilhões de biocombustível por ano da parcela rejeitada de melancias. A solução “energética” também seria uma forma de agregar valor à colheita nas fazendas e evitar desperdícios.
Folha de Cannabis sativa
Às várias utilidades da folha da maconha que estão em estudo no mundo, como sua vocação terapêutica e medicamentosa e até mesmo sua aplicação em carrocerias de carros, adicione mais uma: a de combustível. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriram que a fibra da Cannabis sativa, conhecida como o cânhamo industrial, tem propriedades que a tornam viável e atraente como matéria-prima para a produção de biodiesel.
Durante testes de laboratório, 97% do óleo extraído da semente da planta foi convertido em biodiesel. Outra vantagem da erva, segundo os pesquisadores, reside na capacidade dela crescer em solo pobre e de baixa qualidade, o que afasta a necessidade de cultivá-la em lavouras especiais destinadas ao plantio de alimentos. (abril)

Tabaco energético e os biocombustíveis

Tabaco energético em estudo para produção de biocombustíveis
Em menos de cinco hectares cultivados com tabaco energético em Rio Pardo (RS) há uma tentativa de tornar realidade uma alternativa de diversificação à produção de fumo no Rio Grande do Sul. Com 30% de óleo vegetal, as sementes da planta estão sendo usadas para produção de biocombustíveis. Em fase experimental, o projeto iniciado há quatro anos no Estado esbarra na falta de escala comercial que possibilite investimentos na área.
Desenvolvida na Itália, a variedade Solaris foi trazida ao Brasil em 2012 pela empresa italiana Sunchem. De lá para cá, lavouras experimentais implantadas no Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais comprovaram produtividade média da planta em diferentes regiões. Hoje, a única unidade experimental mantida no país fica no interior de Rio Pardo, na propriedade de Nelson Tatsch, no distrito de Rincão del Rey. Produtor de 600 hectares de soja e de arroz, o agricultor cultivou inicialmente 10 hectares de tabaco energético. A área acabou sendo reduzida para cinco hectares e nesta safra ficou em dois hectares.
“Fizemos ajustes para adequar a produção à nossa realidade e hoje produzimos o suficiente para testes e experimentos científicos”, conta Tatsch, 59 anos.
Em plena colheita do tabaco energético, o produtor tem alcançado rendimento de dois a três mil quilos por hectare. Na mesma safra, são feitas outros dois cortes da parte superior da planta, onde ficam as flores e as cápsulas com as sementes.
Avançada a etapa de adaptação da cultura no campo, a busca agora é pelo aumento da área cultivada. CEO da Sunchem no Brasil, Sérgio Detoie calcula que com 5 mil hectares seria possível iniciar a produção comercial de biocombustível à base de tabaco. Para fomentar a produção, a empresa estima que sejam necessários investimentos na ordem de R$ 20 milhões. A ideia inicial é fazer a extração do óleo das sementes em unidades que já fazem esmagamento de outras oleaginosas para, mais tarde, instalar unidades exclusivas de fabricação de óleo de tabaco.
“Existem grupos nacionais e estrangeiros interessados no projeto, as negociações estão em andamento”, adianta Detoie, estimando de cinco a 10 anos a partir da captação de recursos para o tabaco energético alcançar escala comercial no Estado.
Pesquisa em universidade
Por enquanto, as sementes colhidas em Rio Pardo são destinadas para pesquisa na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Em laboratório, alunos e pesquisadores trabalham na análise do óleo e na produção de biodiesel em escala piloto.
“Buscamos as melhores condições de produção, que são muito parecidas com a extração de óleos de outras sementes”, compara a professora Rosana Schneider, do Departamento de Pós-Graduação de Tecnologia Ambiental da Unisc.
Em um ano de pesquisa, constatou-se também o rendimento de 30% de óleo do tabaco energético e a necessidade de fazer adaptações no sistema convencional de extração para adequar a uma semente de menor tamanho. A universidade tem experimentos também para aproveitamento das folhas e do caule do tabaco para produção de etanol. As pesquisas são financiadas com recursos repassados pelo Programa Gaúcho de Parques Científicos e Tecnológicos.
Além do estímulo à pesquisa, o tabaco energético é apoiado por iniciativas do governo estadual que buscam atrair investimentos.
“A área com fumo vem sendo reduzida. O tabaco energético pode ser uma alternativa para resolver questões sociais que tendem a se acentuar em municípios dependentes da cultura”, aponta Adriano Boff, diretor de Promoção do Investimento e da Sala do Investidor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
Desafio da credibilidade
Para aumentar a escala de produção e tornar viável o cultivo de tabaco energético, é preciso superar um desafio ainda maior do que a atração de investidores: a desconfiança do fumicultor tradicional. Ressentidos com tentativas frustradas de diversificação ao tabaco, como da mamona, os produtores são resistentes a investir em culturas que não têm garantia de renda.
“Mesmo reconhecendo a nobreza da iniciativa, não temos como induzir o produtor a investir sem ter uma segurança mínima”, aponta Benício Werner, presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).
A insegurança, segundo Werner, vem da instabilidade do mercado de biocombustíveis no país e da renda que o fumo representa aos produtores. Para o presidente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Erasmo Batistella, o tabaco energético terá potencial comercial somente quando atingir 30 mil hectares.
“Uma indústria média de biodiesel precisa de um volume de 10 mil a 12 mil de toneladas por mês de óleo vegetal”, destaca citando como exemplo a canola, produzida hoje em 30 mil hectares, volume ainda insuficiente para escala comercial.
Para o vice-presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Dalvi Soares de Freitas, a iniciativa deverá prosperar se for fomentada no modelo de integração – semelhante ao praticado hoje pelas indústrias fumageiras. “Se o produtor tiver um contrato de compra garantido não terá porque não investir”, aponta.
Prefeito de Dom Feliciano, Dalvi Soares, município com 97% da economia relacionada à produção de tabaco, direta ou indiretamente, Freitas aposta no potencial da cultura a médio e longo prazo. “Somente na região da Costa Doce é possível alavancar de 7 mil a 10 mil hectares de cultivo”, diz o político.
Bioquerosene
A aposta no tabaco energético é relacionada também com a possibilidade de usar o óleo da semente para produção de bioquerosene – utilizado na aviação. O biocombustível é uma das alternativas das companhias aéreas para reduzir a emissão de dióxido de carbono. No Brasil, e também no mundo, o uso de fontes renováveis no transporte aéreo se resume a iniciativas ainda isoladas.
Hoje, o mercado brasileiro de querosene de aviação consome aproximadamente 7 bilhões de litros por ano, conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em 2014, durante a Copa do Mundo, a Gol operou 360 voos em escala regular com a mistura de 4% de óleo à base de milho não comestível e de gorduras saturadas. Neste ano, a companhia pretende repetir a experiência nas Olimpíadas. Voos entre Rio de Janeiro e São Paulo serão abastecidos com um percentual de até 10% de bioquerosene produzido a partir da cana-de-açúcar.
“A substituição por combustíveis renováveis é uma das formas mais eficientes de se reduzir a pegada de carbono”, avalia Pedro Scorza, diretor de combustíveis renováveis de aviação da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).
Hoje, a tecnologia da aviação permite uma mistura de até 50% de combustível renovável. No Brasil, já existem regulações da ANP que permitem o uso de bioquerosene no transporte aéreo regular.
“Claro que a decisão de abastecer com um combustível ou outro sempre será decidido com base no custo. As empresas irão comprar o que for mais barato”, resume Scorza.
A situação poderá se alterar, acrescenta Scorza, se a substituição de um percentual por bioquerosene passe a ser exigida, uma tendência que tende a ganhar força a partir de 2020. (biodieselbr)

sábado, 30 de janeiro de 2016

O que é um biocombustível?

Os biocombustíveis são uma fonte de energia alternativa aos combustíveis fósseis.
Atualmente, os combustíveis mais utilizados em todo o mundo (cerca de 95%) são os combustíveis fósseis, como o carvão e os derivados de petróleo (gasolina, óleo diesel, entre outros).
Visto que são originados da decomposição de organismos vivos, eles contêm algumas impurezas em sua constituição, como substâncias com átomos de enxofre. Portanto, quando são queimados para gerar energia, eles liberam para a atmosfera gases poluentes responsáveis por graves problemas ambientais, como as chuvas ácidas e o aquecimento global, pois potencializam o efeito estufa natural.
Além disso, a demanda de produção de energia não para de crescer em todo o mundo e os combustíveis fósseis são uma fonte finita, limitada e não renovável de energia. Sem contar que as maiores fontes de petróleo estão situadas em lugares instáveis em sentido político e econômico, o que acaba resultando em grandes oscilações no preço de seus derivados e no risco de colapsos devido à falta de energia.
Devido a esses e outros motivos, tem se tornado cada vez mais importante o estudo de novas fontes de energia e é aí que entram os biocombustíveis.
A biomassa apresenta uma infinidade de matérias-primas que podem ser aproveitadas para a geração de energia. O Brasil é especialmente privilegiado nessa questão, pois temos uma diversidade de plantas e vegetais que podem ser utilizados para essa finalidade, tais como mamona, girassol, soja, amendoim, algodão, colza, dendê, macaúba, babaçu, buriti, pinhão manso e muitos outros.
As principais vantagens dos biocombustíveis são que eles são uma fonte renovável de energia, isto é, não se esgotam, e o mais importante é que sua queima produz bem menos gases e partículas poluentes que os combustíveis fósseis, principalmente no que tange à diminuição das emissões de gás carbônico (CO2). Sendo assim, o impacto ambiental é minimizado.
Os biocombustíveis mais usados no Brasil são o etanol e o biodiesel, mas veja a seguir esses e outros tipos de biocombustíveis produzidos e já utilizados atualmente:
# Etanol: Açúcares fermentados (glicose, amido, celulose etc.), provenientes principalmente da cana-de-açúcar, são sua matéria-prima, mas também há outras fontes, como o milho, beterraba, suco de frutas, cevada, arroz e batata.
# Biodiesel: Conforme dito no texto “Biodiesel”, esse biocombustível é proveniente da esterificação e transterificação de plantas oleaginosas, gordura animal e óleo de fritura;
Matérias-primas do biodiesel (soja, girassol e mamona)
# Biogás: Obtido pela fermentação anaeróbica de todo tipo de biomassa, como o lixo presente em aterros sanitários. Sua composição química é basicamente constituída de hidrocarbonetos leves.
# Biogás de síntese: Seu processo de obtenção é a gaseificação de biomassa em geral e sua composição é a mistura de vários gases, especialmente CO e H2;
# Carvão vegetal: É um combustível barato, abundante e renovável, obtido por meio da combustão incompleta da madeira ao se controlar a entrada de oxigênio;
# Bio-óleo: Sua fonte de obtenção é o craqueamento ou hidrocraqueamento de óleos e gorduras, resultando numa mistura de hidrocarbonetos e compostos oxigenados;
Mas, surge então uma questão: Será que os biocombustíveis são mesmo totalmente limpos e não trazem nenhum impacto ambiental negativo? (uol)