sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Cidades pelo mundo se articulam para banir veículos a diesel

Em 02/12/16 os prefeitos de Atenas, Cidade do México, Paris e Madri anunciaram conjuntamente que vão banir veículos a diesel de seus perímetros urbanos até o ano de 2025.
Os presidentes dos municípios de Paris, Madrid, Atenas e Cidade do México chegaram a acordo para banir os veículos a diesel das "suas" cidades até 2025.
Esta proposta tem como principal objetivo melhorar a qualidade do ar reduzindo o óxido nítrico e dióxido de nitrogénio (NOx) e as emissões de partículas dos motores a diesel.

Esta questão sempre esteve presente nos últimos anos, mas saltou para as manchetes dos jornais de todo o mundo quando o escândalo do Dieselgate "rebentou".
Em causa está o software desenvolvido pela Volkswagen que manipulava as emissões dos motores a diesel no momento em que eram sujeitos a testes.




Mas esta é apenas uma parte da história.
É que para além das suspeitas que o "dieselgate" levantou, os motores a diesel têm sido alvo de um enorme escrutínio desde que se descobriu que existem pequenas partículas de fuligem durante a combustão que não ficam retidas nos filtros de partículas.
E além de provocarem uma poluição visível, está provado que estas partículas conseguem penetrar nos pulmões e despoletar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O anúncio foi feito durante a cimeira C40, onde 40 cidades debatem estratégias para combater as alterações climáticas, mas os presidentes de câmara das quatro cidades não adiantaram quando é que esta proibição terá início nem em quantas fases poderá ser dividida.
Os presidentes dos municípios de Paris, Madrid, Atenas e Cidade do México chegaram a acordo para banir os veículos a diesel das "suas" cidades até 2025.
Esta proposta tem como principal objetivo melhorar a qualidade do ar reduzindo o óxido nítrico e dióxido de nitrogénio (NOx) e as emissões de partículas dos motores a diesel.
Esta questão sempre esteve presente nos últimos anos, mas saltou para as manchetes dos jornais de todo o mundo quando o escândalo do Dieselgate "rebentou". Em causa está o software desenvolvido pela Volkswagen que manipulava as emissões dos motores a diesel no momento em que eram sujeitos a testes.
Mas esta é apenas uma parte da história.
É que para além das suspeitas que o "diesel Gate" levantou, os motores a diesel têm sido alvo de um enorme escrutínio desde que se descobriu que existem pequenas partículas de fuligem durante a combustão que não ficam retidas nos filtros de partículas.
E além de provocarem uma poluição visível, está provado que estas partículas conseguem penetrar nos pulmões e despoletar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O anúncio foi feito durante a cimeira C40, onde 40 cidades debatem estratégias para combater as alterações climáticas, mas os presidentes de câmara das quatro cidades não adiantaram quando é que esta proibição terá início nem em quantas fases poderá ser dividida.
"A fuligem dos veículos diesel está entre os maiores contribuintes para as doenças e para o aquecimento global", afirmou Helena Molin Valdés, diretora da secretaria da coalizão do clima e do ar limpo das Nações Unidas.
Giorgos Kaminis, presidente da Câmara de Atenas, acredita que esta posição "é apenas o primeiro passo rumo à proibição total dos carros nas cidades".
Os números são impressionantes – a publicação inglesa "The Guardian" garante que cerca de três milhões de pessoas morrem prematuramente todos os anos por culpa das partículas produzidas pelos veículos a diesel – e já toda a gente percebeu que terão de ser tomadas medidas radicais.
Recorde-se que a cidade de Paris é pioneira neste tipo de medidas "anti-diesel", uma vez que já proibiu automóveis construídos antes de 1997 de circular na cidade.
E o caso parisiense é mesmo dos mais graves da Europa e já obrigou a que fossem tomadas medidas excepcionais, como a circulação alternada.
Esta terça-feira apenas os automóveis com o número de matrícula par podem circular nas ruas da capital francesa e nos seus subúrbios (com exceção feita aos híbridos, elétricos, veículos de emergência, táxis, autocarros escolares, camiões refrigerados e veículos com três ou mais pessoas a bordo), sendo que os responsáveis da cidade tornaram os transportes públicos gratuitos durante o dia de hoje para que as pessoas tenham uma alternativa válida ao automóvel.
E se esta medida não é uma novidade (também já foi adoptada em Lisboa), é certo que se tornará mais comum nos próximos anos.
E se Lisboa seguisse o exemplo?
A capital portuguesa, à imagem do que acontece no resto do mundo, tem vindo a registar elevados níveis de poluição nos últimos anos, sobretudo no que ao dióxido de azoto diz respeito.
E no ano passado Lisboa surgiu na penúltima posição num ranking de 23 cidades europeias que avalia o empenho na redução dos níveis poluentes.
São "cartões de visita" que a capital portuguesa não deseja nem precisa, pelo que é seguro afirmar que mais tarde ou mais cedo Lisboa também vai colocar um travão ao diesel.
Ainda assim, este é um assunto que não será discutido antes das próximas eleições autárquicas. (aquelamaquina)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A revolução da energia renovável e suas limitações


O mundo precisa superar a era dos combustíveis fósseis e avançar na revolução da energia renovável. O ambientalista Lester Brown e seus colegas do Instituto de Políticas da Terra (EPI ) estão otimistas com o que eles chamam de transição da energia fóssil e nuclear para as “energias limpas”, a partir do fortalecimento da produção de energia solar, eólica e outras fontes renováveis. O livro: “The Great Transition Shifting from Fossil Fuels to Solar and Wind Energy”, sem dúvida, é uma contribuição para a análise da mudança da matriz energética.

Segundo Lester Brown, a transição mundial dos combustíveis fósseis para as fontes renováveis ​​de energia está em curso: “Uma nova economia energética mundial está emergindo com base na emergência da energia solar e eólica, em função da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e da piora da poluição do ar”. No capítulo 1 do livro, Lester Brown apresenta algumas tendências otimistas:

“O preço dos painéis solares fotovoltaicos (PV) declinaram 99% nos últimos quatro décadas, a partir de US$ 74 por watt em 1972 para menos de US$ 0.70 por watt em 2014”. Entre 2009 e 2014, os preços de painéis solares caíram por ¾, ajudando as instalações globais de PV crescerem 50% ao ano.

Ao longo da última década, a capacidade mundial de energia eólica cresceu mais de 20% ao ano, devido ao aumento impulsionado por características atraentes, pelas políticas públicas de apoio à sua expansão e por custos decrescentes. Até o final de 2014, a capacidade mundial de geração eólica totalizou 369 mil megawatts, o suficiente para abastecer mais de 90 milhões de lares.

Políticas nacionais e subnacionais em todo o mundo estão mudando para apoiar as energias renováveis ​​e colocar um preço sobre o carbono. Estes incluem 70 países com tarifas feed-in; duas dezenas de países com padrões de portfólios renováveis ​​(RPS); 37 países com apoio fiscal ao investimento em energias renováveis; 40 países implementando ou planejando precificação do carbono.

O uso do carvão dos EUA está caindo – caiu 21% entre 2007 e 2014 – e mais de um terço das centrais a carvão do país já fechando ou anunciaram planos para fechamento futuro. Enquanto isso, o Índice Global de Carvão Stowe – um índice composto de empresas de todo o mundo, cujo principal negócio envolve carvão – caiu 70% entre abril de 2011 e setembro de 2014.

Para o mundo como um todo, a geração de energia nuclear atingiu o pico em 2006 e caiu em quase 14% em 2014. Nos EUA, o país com o maior número de reatores, a geração nuclear atingiu o pico em 2010 e está agora também em declínio.

“Na China, a produção de eletricidade a partir de centrais eólicas já ultrapassa aquelas a partir de usinas nucleares, enquanto o uso de carvão chegou ao pico”.

Segundo Lester Brown e colegas: “Inicialmente, esta transição energética foi impulsionado por incentivos do governo, mas agora ela também está sendo impulsionada pelo mercado. Com os preços de hoje favorecendo tanto a energia solar, quanto eólica, em muitos locais, a transição está em aceleração, movendo-se muito mais rápido do que o previsto anteriormente”. O gráfico abaixo mostra a distribuição e o avanço da energia solar fotovoltaica até 2014.


O banco de investimento UBS também tem uma expectativa otimista da evolução da energia solar:
1) mais de 10% da energia do mundo poderia ser gerada a partir do sol dentro de uma década;
2) a energia solar poderá ser a “tecnologia padrão do futuro”, substituindo definitivamente o carvão e a energia nuclear. (Walton, 2015).
Sem dúvida o avanço da energia renovável substituindo os combustíveis fósseis é uma necessidade urgente para a estabilização da economia e do clima (Alves, 2014 e 2015). Contudo, todo este otimismo não é compartilhado por outros analistas.
Kurt Cobb considera que a revolução energética, se acontecer na escala necessária, não deve ocorrer de maneira tão rápida e nem com tantos resultados positivos sobre o clima. Ele diz: “Mesmo com todos os esforços a transição energética atual, embora cada vez mais urgente, ainda levaria um longo tempo. E não está claro a dimensão dos resultados positivos no que diz respeito às alterações climáticas”.
Gail Tverberg (2014), no artigo: “Ten Reasons Intermittent Renewables (Wind and Solar PV) are a Problem”, relaciona dez problemas que dificultam a superação dos combustíveis fósseis e a mudança da matriz energética mundial para fontes renováveis.
Richard Heinberg, analisando o crescimento da energia renovável no artigo “Renewable Energy Will Not Support Economic Growth” (2015), chega à seguinte conclusão: “Em suma, há muito mais desafios associados à transição da energia renovável do que oportunidades. Há possíveis soluções para todos os problemas que identificamos. Mas a maioria dessas soluções envolvem custos mais elevados ou a funcionalidade do sistema reduzida”.


Não resta dúvidas de que a economia internacional precisa reduzir significativamente os subsídios e a dependência dos combustíveis fósseis e aumentar o peso das energias renováveis no conjunto da produção energética, a despeito das dificuldades que precisam ser superadas. Para tanto é preciso que as diversas nações criem políticas públicas para incentivar a utilização das energias renováveis e que haja incentivo para que o mercado, as famílias e as comunidades invistam na mudança da matriz energética. Também é preciso construir redes de transmissão inteligentes para controlar a sazonalidade da produção de energia eólica e solar, aumentar a eficiência energética e adaptar a produção à demanda.
Portanto, os investimentos em energia eólica e solar devem vir acompanhados de uma mudança no modelo de produção e consumo que degrada a natureza e aumenta a pegada ecológica. O mundo precisa se livrar dos combustíveis fósseis, mas também precisa caminhar rumo ao decrescimento das atividades antrópicas, renovando o estilo de desenvolvimento consumista que tem colocado tantas pressões sobre o meio ambiente e a biodiversidade. Como colocado em artigo recente (Alves, 2014): “Somos a primeira geração a sentir o impacto da mudança climática e a última geração que pode fazer alguma coisa para evitar um desastre ecológico global”. A mudança da matriz energética é um primeiro passo. Mas a construção de uma civilização ecológica é um sonho ainda muito distante e que vai requerer muitos esforços. (ecodebate)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Opep discute corte de 4,5% na produção de petróleo


Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reunidos em 22/11/16 discutiram um plano que redundaria no corte de 4,5% da produção dos países membros, disseram pessoas próximas às negociações.
Trabalhador em refinaria de petróleo: proposta final foi votada em Viena.


Se confirmada, a meta seria superior a que tem sido ventilada pelo cartel, que ficaria entre 2% e 4%. No entanto, essas mesmas pessoas afirmaram que o Iraque e o Irã ainda estão relutantes em concordar com um corte dessa magnitude. (biodieselbr)



sábado, 10 de dezembro de 2016

País investirá em biocombustíveis de aviação e reduzirá emissões

País deve investir em biocombustíveis de aviação para reduzir emissões
A concretização do plano de longo prazo para o desenvolvimento dos biocombustíveis no Brasil – a ser lançado pelo governo federal sob o nome de RenovaBio 2030 – pode gerar investimentos de até R$ 5 bilhões em refinarias para produção de bioquerosene com a geração de 60 mil postos de trabalho nos próximos anos. A estimativa foi apresentada pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) ao diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda, em 29/11/16.
Segundo o diretor de Biocombustíveis de Aviação da Ubrabio, Pedro Scorza, o investimento no desenvolvimento da cadeia de bioquerosene se justifica ambiental e socioeconomicamente. Scorza, que também representa a GOL Linhas Aéreas, explicou que o bioquerosene é uma solução efetiva para o cumprimento das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa e que a companhia aérea tem interesse em comprar o biocombustível, desde que haja paridade de preço com o fóssil.
“Tornar o setor aeronáutico mais sustentável é um desafio que pode ser superado com o desenvolvimento de cadeias de biomassa para produção do combustível renovável de aviação. Há quatro anos, a Ubrabio e a GOL vêm trabalhando na estruturação de uma cadeia para o bioquerosene, em conjunto com diversos stakeholders”, conta.
Segundo o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, a necessidade de investir na produção de bioquerosene como parte do esforço para evitar o aumento da temperatura global foi discutida também durante a Conferência Mundial do Clima (COP 22), no Marrocos. “No céu não tem tomada. O bioquerosene se mostra como a alternativa mais viável para substituir o querosene fóssil e é a opção que pode atender mais rapidamente essa necessidade do setor de aviação”, aponta Tokarski.
No início de novembro, o Brasil participou da COP 22, que culminou com a Declaração de Marrakech, onde chefes de Estado e de delegações de todos os países envolvidos com o Acordo de Paris confirmaram o compromisso de redução das emissões de gases do efeito estufa como forma de conter o aquecimento global. No Acordo, o governo brasileiro comprometeu-se oficialmente a cortar as emissões do país em 37% até 2025, e em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005.
Paralelamente, o setor de aviação internacional – que representa cerca de 2% das emissões globais, com perspectivas de amplo crescimento até 2050 – firmou um acordo para neutralizar as emissões a partir de 2020. O documento, definido na 39ª Assembleia da Organização de Aviação Civil Internacional (Oaci) estabelece que, a partir de 2021, empresas aéreas com voos partindo ou chegando dos países signatários reduzam ou compensem as emissões que ultrapassem os níveis de 2020.
Para o representante da Embraer Marcelo Gonçalves, os biocombustíveis de aviação são “uma baita oportunidade para o Brasil”. “Esse mercado vai ser necessário. Quem pratica voos internacionais vai ter que mitigar emissões. A solução é o biocombustível aeronáutico”. Marcelo destacou ainda os benefícios sociais e econômicos de investir nessa indústria. “A indústria vai requisitar mão de obra qualificada e exigir modelos de formação interdisciplinares”.
RenovaBio
Já o diretor de Biocombustíveis do MME, Miguel Ivan Lacerda, destacou que o Brasil acerta ao apostar nos combustíveis renováveis e que a proposta da plataforma RenovaBio 2030 é chamar os elos da sociedade e da indústria para construção de uma agenda transparente e estratégica, para que o setor possa crescer com “previsibilidade, tranquilidade e segurança”, conforme as palavras do ministro Fernando Coelho Filho.
Rede de Bioquerosene
Durante o encontro também foi articulada a estruturação de uma Rede Brasileira de Pesquisa em Bioquerosene.
A iniciativa é fruto do diálogo entre os pesquisadores Donato Aranda (UFRJ/Ubrabio), Nataly Albuquerque dos Santos (UFPB) e Amanda Duarte Gondim (UFRN), o MME e os representantes da iniciativa privada presentes na reunião. (biodieselbr)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Chernobil deixará de ser perigosa

Chernobyl pode deixar de ser um perigo no próximo século
O quarto maior reator da usina nuclear ucraniana de Chernobyl, causador da maior catástrofe atômica da história em 1986, deixou de ser uma ameaça.
Chernobyl deixa de ser um perigo pelo próximo século.
O quarto maior reator da usina nuclear ucraniana de Chernobyl, causador da maior catástrofe atômica da história em 1986, deixou de ser uma ameaça pelos próximos cem anos, agora que recebeu um sarcófago novo, gigantesco e confiável.
“O reator de Chernobyl foi coberto com sucesso 30 anos depois da catástrofe de 1986, como resultado de uma incrível façanha de engenharia”, anunciou o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento, que garantiu o financiamento para o trabalho.
A estrutura em forma de arco, de 110 metros de largura, 150 de altura e 256 de comprimento, e um peso de mais de 30.000 toneladas, foi construída a 180 metros do reator danificado, protegida por um sarcófago de concreto, fabricado imediatamente após o acidente nuclear.
O novo sarcófago, construído pelo consórcio francês Novarka tem um custo estimado de 1,5 milhão de euros e foi colocado sobre o quarto reator através de um exclusivo sistema ferroviário.
Em seu interior, o novo sarcófago possui guindastes movidos a controle remoto, que, no próximo ano, ajudarão a remover o teto do antigo, que, segundo os especialistas, está em mau estado e pode desabar.


"Essa é a maior estrutura móvel já construída pela humanidade”, disse o Presidente da Ucrânia, Petró Poroshenko, em uma cerimônia que teve lugar na usina de Chernobyl, para comemorar a instalação do novo sarcófago.

O chefe de Estado assinalou que “uma coalizão de 28 países ofereceu suporte à Ucrânia no projeto, fornecendo pouco mais de 1,4 milhão de euros para a construção”.

“Muitos não acreditaram… Mas parabéns, queridos amigos. Nós conseguimos”, ele exclamou. Poroshenko salientou que “hoje, todo o mundo poderá ver o que a Ucrânia e o mundo podem fazer quando se unem, como podemos defender o mundo da ameaça nuclear.”

Ele não desperdiçou a oportunidade de informar que a Ucrânia tem sido vítima de agressões militares por parte da Rússia, que, de acordo com Kiev, opera com armas e tropas separatistas nas regiões orientais de Donetsk e Lugansk.

“Ninguém poderia imaginar que a tragédia de Chernobyl não seria o pior que a Ucrânia precisaria suportar. Tivemos que construir o novo sarcófago em condições de guerra, enquanto nos defendemos da Rússia.”


Ele agradeceu a solidariedade internacional para com a Ucrânia desde o desastre nuclear de Chernobyl e apelou às nações que mantivessem essa solidariedade em prol da paz no país.
No fim da cerimônia, transmitida ao vivo pela televisão e pelas redes sociais, Poroshenko premiou vários participantes da construção do sarcófago.
O pior acidente nuclear da história, Chernobyl, ocorreu a 120 quilômetros de Kiev, liberando 50 milhões de curies de radiação por vastas áreas do país, da Bielorrússia e da Rússia.
A “zona de exclusão”, criada ao redor da central danificada, foi evacuada por mais de 135.000 pessoas após o acidente, das cidades de Pripiat, que tinha 50.000 habitantes, Chernobyl, com 12.000, e várias outras vilas nas proximidades.


A radiação afetou mais de 5 milhões de pessoas, principalmente na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, segundo a Organização Mundial de Saúde.
Mais de 600.000 pessoas participaram do trabalho de lidar com a catástrofe e suas consequências. Em apenas 206 dias, um total de 90.000 homens construíram, em meio a condições adversas, um cubo com 400.000 m3 de concreto e 7.000 toneladas de estrutura metálica do reator danificado, que agora está coberto pelo sarcófago. (yahoo)