sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Igreja inaugura pequena turbina eólica no meio do Rio de Janeiro

Igreja na Zona Sul do Rio usa energia renovável e tem ações para preservar o meio ambiente
A Paróquia São José, na Lagoa, conhecida como a igreja de vidro, é a primeira igreja com energia solar do Brasil e a primeira a usar um sistema híbrido com sol e vento.
A Paróquia de São José da Lagoa, localizada em frente a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, apresentou em 24/10/19 mais uma iniciativa que corrobora sua busca por uma atuação mais sustentável com o meio ambiente e com suas finanças a longo prazo. A instituição inaugurou uma pequena turbina eólica no seu telhado para produção de energia elétrica limpa, acrescentando 4,5 kW aos 14 kW solares já instalados, aproximando-a da tão almejada autonomia energética. O novo gerador eólico foi desenvolvido e doado pela empresa Zani Energias, que fez a integração com o sistema fotovoltaico já existente.
Conhecida como “Igreja de vidro da Lagoa”, a Paróquia São José foi uma das primeiras a gerar a própria eletricidade a partir dos 56 painéis solares instalados há 3 anos e que produzem o equivalente a 40% do consumo local. O case foi batizado de “Igreja Solar” e proporcionou uma economia de cerca de R$ 20 mil por ano na conta de luz. As placas fotovoltaicas, em formato de cruz, também foram implementadas no telhado da construção e podem ser vistas do Cristo Redentor, no alto do Morro do Corcovado.
Turbina eólica é do tipo eixo vertical e adicionará 4,5 kW ao sistema solar já instalado (foto: Alexandre Pinel)
Segundo Alexandre Pinhel, idealizador da iniciativa, o projeto configura o primeiro sistema híbrido urbano do Brasil. “São sistemas muito interessantes, pois com eles se consegue alguma complementaridade na produção de energia, saindo da dependência da insolação”, justifica. Já o pároco da Igreja e reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, destaca que a nova configuração para geração da própria energia é um avanço nas atividades da Pastoral do Desenvolvimento Sustentável, criada na Paróquia em 2017, com base na encíclica verde escrita pelo Papa Francisco em 2015, a “Laudato Si”.
“Estamos adequados ao desejo do Papa Francisco e ao conceito de sustentabilidade. É um pensamento que deve se ampliar a outras igrejas e a toda a sociedade”, diz o sacerdote, referindo-se ao documento do Pontífice que aborda o uso e a produção da energia elétrica e questões socioambientais mundiais.
No texto, o Papa afirma que o desenvolvimento de formas menos poluentes de produção de energia, bem como o uso de forma eficiente, tem de ser apoiado. (canalenergia)

“Brasil, deixe a solar crescer”

Portal Solar apoia campanha “Brasil, deixe a solar crescer” e defende direito de liberdade do consumidor brasileiro.
Proposta é colaborar no processo de revisão regulatória que permite aos brasileiros gerar e consumir a própria energia a partir de fontes limpas e renováveis
O Portal Solar, maior marketplace do setor de energia solar do país, apoia a campanha “Brasil, deixe a solar crescer”, promovida pela ABSOLAR com o intuito de ampliar o debate regulatório em torno da geração distribuída no Brasil e defender o direito dos cidadãos de produzir e consumir a própria energia limpa e renovável nas residências, comércios, indústrias e pequenos terrenos.
A campanha tem como proposta colaborar com a educação e esclarecimento da sociedade brasileira durante o processo de revisão regulatória, em curso desde 2018 na Aneel, a partir do compartilhamento de informações técnicas e qualificadas, de comparações com o cenário internacional e da conscientização sobre os enormes benefícios que a energia solar fotovoltaica traz à sociedade brasileira.
Para tanto, foi criada uma plataforma multimídia educativa para funcionar como um espaço democrático de debates e esclarecimentos, no sentido de ampliar as discussões sobre o processo de atualização da Resolução Normativa nº 482/2012. Este mecanismo pioneiro e vanguardista é considerado referência internacional e que permite aos brasileiros gerar e consumir a sua própria eletricidade a partir de fontes limpas e renováveis, com mais liberdade, economia, sustentabilidade, que contribui para a geração de dezenas de milhares de novos empregos e renda à população, distribuídos ao redor de todos os Estados do Brasil.
O setor de energia solar acredita que, momento atual, seria prematura a alteração do sistema de compensação de energia elétrica. Segundo dados oficiais da Aneel, há atualmente no Brasil mais de 84,1 milhões de consumidores cativos de energia elétrica, faturados pelas distribuidoras. Anualmente, são conectados, em média, 1,9 milhão de novos consumidores cativos ao sistema, aumentando significativamente a base de clientes das distribuidoras.
Por outro lado, o Brasil possui menos de 110 mil sistemas de geração distribuída, aliviando o orçamento de cerca de 140 mil unidades consumidoras. Ou seja, apenas 0,18% dos consumidores cativos das distribuidoras possui geração distribuída e o seu crescimento é muito inferior ao crescimento da base de mercado faturada pelas distribuidoras no Brasil.
Por meio do diálogo amplo e acessível, a sociedade brasileira encontrará nos materiais da campanha propostas para um caminho construtivo e positivo para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no País, em linha com os anseios da sociedade brasileira, já que 93% da nossa população quer gerar energia renovável em suas casas. (portalsolar)

Pesquisa mostra que mercado de solar quer direito à venda de excedentes

Portal Solar ouviu cerca de 26 mil empresas instaladoras, fabricantes e consumidores de sistemas de geração fotovoltaica.
A maior parte dos consumidores donos de equipamentos de geração solar fotovoltaica em residências e comércio querem ter o direito de vender o excedente de energia no mercado livre, auferindo receitas financeiras diretas, ao invés de apenas obter créditos de consumo, como acontece atualmente.
A indicação consta de uma pesquisa feita pelo Portal Solar em seu website e que contou com a participação de cerca de 26 mil pessoas ligadas à indústria fabricante e à classe consumidora de sistemas de mini e micro geração distribuída. Do total de pesquisados, 83% indicaram interesse na venda de excedentes, medida que já é adotada em diversos países, como Estados Unidos, Alemanha e Austrália.
De acordo com a pesquisa do Portal Solar – maior marketplace de geração fotovoltaica do país, com 13 mil instaladoras parceiras e mais de 20 mil unidades comercializadas –, os consumidores de energia solar aceitariam assumir novos custos da geração distribuída desde que pudessem ter o direito à venda dos seus excedentes gerados em próprias unidades por meio de comercializadoras que atuam junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Entre os custos que o mercado solar poderia precificar está a taxação pelo uso da rede de distribuição, que pode passar a ser cobrado pelas concessionárias a partir de 2020, segundo proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Na visão do CEO do Portal Solar, Rodolfo Meyer, a medida proposta pelo órgão regulador de passar a cobrar a utilização da rede de consumidores que instalarem sistemas fotovoltaicos a partir do ano que vem é mais um motivo para que fosse discutida a possibilidade de comercialização dos excedentes.
“A competição que haverá com a criação de um mercado de venda desses excedentes vai baratear o custo da energia sem a necessidade de qualquer investimento. No fundo, tanto o regulador quanto o governo estão tentando barrar o crescimento da energia solar no Brasil. É natural que os subsídios caiam com o tempo, mas que seja de uma forma equilibrada”, diz o executivo do Portal Solar.
O resultado da pesquisa vai ao encontro com a visão da CCEE. Para o presidente do Conselho de Administração da Câmara, Rui Altieri, há um grande espaço para o avanço da fonte no mercado livre. “A solar no Brasil é competitiva e se configura como uma realidade de fato. No caso da geração distribuída, temos uma proposta para comercialização do excedente, que após análise regulatória e tributária, potencializará ainda mais a atuação da fonte no mercado livre”, disse.
O presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, Reginaldo Medeiros, afirma que a adoção do preço-horário em 2021 será um avanço regulatório e vai favorecer ainda mais a fonte solar no mercado livre de energia. (cogen)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Solar deve liderar expansão renovável no mundo

Solar deve liderar expansão renovável no mundo, aponta AIE.
Geração distribuída será a responsável pelo crescimento, mas agência alerta para a necessidade de políticas para alinhar interesses e não elevar custos das redes para consumidores no mercado de varejo.
A instalação de sistemas solares fotovoltaicos em residências, prédios comerciais e instalações industriais deve decolar nos próximos cinco anos. Essa é a previsão da Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório publicado na última segunda-feira, 21 de outubro. Na publicação, a agência prevê que a capacidade total de energia renovável do mundo crescerá 50% entre 2019 e 2024. Se confirmado, esse montante representará um aumento de 1.200 gigawatts de potência, equivalente à atual capacidade total dos Estados Unidos.
Esse crescimento, apontou a AIE, é impulsionado por reduções de custos e esforços conjuntos de políticas governamentais. A energia solar fotovoltaica representa 60% do aumento. A parcela de energias renováveis ​​na geração global de energia deverá aumentar de 26% hoje para 30% em 2024. Com esse incremento da geração distribuída, a agência acredita na transformando a maneira como a eletricidade é gerada e consumida, de acordo com a última previsão do mercado de energia renovável da Agência Internacional de Energia.
De acordo com a AIE, o crescimento esperado ocorre após as adições de capacidade renovável terem parado no ano passado pela primeira vez em quase duas décadas. Apesar disso, a expansão ainda permanece abaixo do necessário para cumprir as metas globais de energia renovável, alertou. “As energias renováveis ​​já são a segunda maior fonte de eletricidade do mundo, mas sua implantação ainda precisa acelerar, se queremos alcançar metas de longo prazo para o clima, a qualidade do ar e o acesso à energia”, disse em comunicado o diretor executivo da entidade, Fatih Birol.
O relatório destaca os três principais desafios que precisam ser superados para acelerar a implantação de fontes renováveis: incerteza política e regulatória, altos riscos de investimento e integração de sistemas de energia eólica e solar fotovoltaica.
Segundo o relatório, a geração distribuída deverá representa quase metade do crescimento no mercado global de energia da fonte solar até 2024. Aplicações comerciais e industriais dominam o crescimento fonte, representando três quartos das novas instalações nos próximos cinco anos. A agência explica que isso ocorre porque economias de escala combinadas com um melhor alinhamento da oferta fotovoltaica e da demanda de eletricidade permitem mais autoconsumo e maiores economias nas contas de eletricidade nestes dois setores.
O número de sistemas solares no telhado de residências deve dobrar para cerca de 100 milhões de sistemas até 2024, com os principais mercados sendo a Austrália, Bélgica, Califórnia, Holanda e Áustria. O grande incentivo são os custos declinantes. Esse valor já está abaixo dos preços de eletricidade no varejo na maioria dos países e há potencial de retração adicional de 15% a 35% até 2024, tornando a tecnologia mais atraente e estimulando a adoção em todo o mundo, estima a entidade.
O relatório alerta que importantes reformas de políticas e tarifas são necessárias para garantir que o crescimento da geração distribuída seja sustentável. O crescimento não gerenciado pode atrapalhar os mercados de eletricidade, aumentando os custos do sistema, desafiando a integração da rede de fontes renováveis ​​e reduzindo as receitas dos operadores de rede. Na avaliação da AIE, ao reformar as tarifas de varejo e adaptar as políticas, as empresas de serviços públicos e os governos podem atrair investimentos em GD, assegurando receitas suficientes para pagar pelos ativos fixos da rede e garantindo que a carga de custos seja alocada de maneira justa entre todos os consumidores. Para o diretor da AIE, o desenvolvimento precisa ser bem gerenciado para equilibrar os diferentes interesses dos proprietários de sistemas, outros consumidores e empresas de energia e distribuição. (canalenergia)

WEG surfa em boom no mercado brasileiro de energia solar distribuída

WEG surfa em recente “boom” no mercado brasileiro de energia solar distribuída.
A fabricante de equipamentos elétricos WEG tem surfado em um recente “boom” no mercado brasileiro de energia solar distribuída, que envolve a instalação por consumidores ou empresas de sistemas de geração própria em telhados ou grandes terrenos, disse à Reuters um executivo da companhia catarinense.
As aplicações de geração distribuída solar já somam mais de 1,3 gigawatt em capacidade no Brasil e atendem à demanda de 151 mil clientes, sendo que a WEG atuou no fornecimento de componentes ou instalação de cerca de um terço disso, segundo o diretor de Novas Energias da empresa, João Paulo Gualberto.
Em meio à acelerada expansão da tecnologia, principalmente a partir deste ano, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira consulta pública sobre proposta para reduzir subsídios concedidos aos consumidores que investem nesses sistemas, mas o movimento do regulador não assusta a companhia catarinense.
“Isso tomou uma proporção que nos surpreender, pelo tamanho do crescimento. Nós estamos respondendo a esse crescimento com cuidado, porque há uma possível mudança regulatória… mas isso é um fato novo no setor, e eu acho que pode representar até uma oportunidade para a WEG em termos de participação no mercado”, disse Gualberto.
Ele estimou que a companhia tem atualmente “entre 25% e 35% de Market share” e destacou que muitos dos concorrentes são grupos menores, que seriam mais sensíveis a uma eventual redução do mercado como efeito do corte de subsídios.
“Se perdermos metade de nossas vendas em geração distribuída solar, apesar de ser uma queda importante em reais, em percentual de faturamento do grupo é pequeno. Agora, para os concorrentes, que são dedicados ao negócio solar, perder metade do faturamento pode ser bastante impactante.”
Gualberto estimou que o negócio de geração distribuída solar da WEG representa cerca de 4% do faturamento da companhia. A WEG teve a receita líquida de vendas de 11,9 bilhões de reais em 2018.
Associações do setor estimam que as instalações de sistemas de geração distribuída já movimentam milhares de empresas no Brasil, muitos deles de pequeno porte.
De acordo com o diretor de Novas Energias, a WEG atua nesse mercado tanto em parceira com as empresas menores, os chamados ”integradores”, em sistemas de pequeno e médio porte, para os quais fornece kits de equipamentos, como diretamente, principalmente em instalações de grande porte.
Nichos
Na avaliação do executivo da WEG, as mudanças regulatórias desejadas pela Aneel deverão impactar mais as instalações solares distribuídas de grande porte, conhecidas no setor como sistemas de geração remota, ou “fazendas solar”.
Pela proposta do regulador, novos sistemas desses instalados após a aprovação das normas já terão uma atratividade menor para os investidores, de forma a reduzir o custo bancado por outros consumidores a título de subsídio à tecnologia.
“Essas vão perder atratividade, vai haver uma redução significativa. Mas ao mesmo tempo devemos ter manutenção ou até aumento nos sistemas dos menores, residenciais e comerciais. Não sei se chega a compensar. Devemos ter uma desaceleração em sistema instalado, pelo menos por um curto período, até que o mercado se acomode novamente”, afirmou Gualberto.
A questão, segundo ele, é que a WEG é mais forte nesse mercado de pequenas, instalações, no qual tem visto crescimento significativo nos últimos dois a três anos.
Gualberto destacou que a forte demanda atual nesse nicho levou a WEG a instalar um centro e distribuição de seus kits de geração solar distribuída em Itajaí (SC), onde são embarcadas mais de 100 unidades por dia.
“O negócio está bastante aquecido, e esse é o tipo de negócio que a gente espera que não tenha tanto impacto… mesmo uma mudança regulatória não deve ser tão significativa que permita uma desaceleração ou redução da atratividade, que impossibilite o negócio”, afirmou.
Já nos sistemas de grande porte a empresa está no momento fornecendo uma aplicação de 4,2 megawatts para o Aeroporto de Salvador, ao mesmo tempo em que mantém conversas com outros operadores de aeroportos de gestão privada. (portalsolar)