quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

75% dos projetos brasileiro de geração distribuída são residenciais

75% dos projetos de geração distribuída desenvolvidos no Brasil são para áreas residenciais.
Busca cada vez maior por sistemas fotovoltaicos é impulsionada pelo fato de ser uma energia limpa e econômica.
Os consumidores residenciais lideram o ranking do uso de energia solar fotovoltaica na geração distribuída. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) apontam que 75% dos projetos desenvolvidos no Brasil são para áreas residenciais. A busca cada vez maior por esse sistema deve-se pelo fato de ser uma energia limpa e focada na sustentabilidade, sem contar que os projetos chamam a atenção por suprirem quase a totalidade do consumo de energia do condomínio.
A energia excedente, gerada e injetada na rede da concessionária, rende créditos energéticos que podem ser compensados, ou seja, utilizados, em até 60 meses. “Quando bem dimensionado, um projeto pode trazer uma economia de até 90% em energia para o condomínio, reduzindo a escalada da conta de luz que varia muito com a presença de bandeiras de consumo”, explica a especialista Krystiane Bergamo, Mestre em Governança e Sustentabilidade da Platão Energia.
O número de sistemas de energia solar em funcionamento saltou de 8,7 mil para 111 mil no Brasil, nos últimos seis anos. No Paraná, os números também cresceram. Já são quase 3 mil, fazendo do estado o sexto no ranking nacional. “Em Curitiba, apesar do tempo nublado, o índice de radiação é excelente e faz com que tenhamos 39% mais capacidade de geração de energia limpa do que a Alemanha”, argumenta a pesquisadora que vive na região.
Para a instalação do sistema não é exigido obra, nem quebra-quebra. Uma instalação média demanda apenas alguns dias de atividade e a produção de energia depende do tamanho da área para a instalação dos painéis e do índice de radiação das cidades.
O inversor faz a conversão da energia para o formato desejado, sem necessidade de alteração das instalações. Caso o condomínio não utilize toda a energia produzida, o excedente é injetado na rede e rende créditos.
“As principais vantagens do sistema são os preços mais em conta e o tempo de retorno de investimento reduzido, que a cada dia conquista novos endereços em edifícios, condomínios horizontais, indústrias e templos religiosos”, relata Krystiane.
A empresa paranaense com ação nacional oferece serviço completo de sistemas de geração de energia solar residencial, empresarial, industrial ou rural para geração distribuída. Trabalha tanto com sistemas conectados à rede quanto isolados.
Foi criada com a missão de contribuir na transição para um novo modelo de geração energética mais eficiente, mais sustentável e mais próximo do consumidor. Com um corpo técnico com experiência internacional e uma equipe multidisciplinar, a empresa cuida de todas as etapas do projeto: desenvolvimento, instalação, homologação, manutenção e monitoramento. (portalsolar)

Carvão mineral ainda é o vilão global em geração de energia

Investimento em fontes limpas ainda é insuficiente, mas faz parte de megatendências do mercado que sinaliza buscar um caminho para combater mudanças climáticas.
A principal mensagem que o UNFCCC, agência das Nações Unidas para as questões relacionadas às mudanças climáticas, vem difundindo durante a COP-25, que é realizada até 13/12/19 em Madri, é que é tempo de agir. Em parte, esse posicionamento decorre da necessidade de acelerar os investimentos em energias renováveis para ajudar na redução das emissões de gases de efeito estufa. Em termos globais, um dos grandes vilões tem sido a geração por meio de carvão mineral, principalmente na Europa e na Ásia.
De acordo com o professor Emilio La Rovere, do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente da Coppe-UFRJ e que também é membro do IPCC, no segmento elétrico a questão do combustível mineral é o principal ponto a ser combatido. Ainda mais no momento em que o mercado vem buscando novas fontes de geração.
Segundo ele, nesse sentido, o Brasil está relativamente bem posicionado em decorrência de sua tradicional matriz elétrica que sempre esteve baseada em fontes renováveis, anteriormente, hídrica e agora com o avanço de eólica, solar e biomassa. Aqui o problema está mais concentrado na agricultura e pecuária, que devem adotar medidas que mitiguem as emissões.
“Em termos globais eu diria que o grande vilão é o carvão mineral. Esse é um problema na Europa, vemos a Alemanha que se entusiasmou e implementou um cronograma irrealista de desmobilização de energia nuclear e se viu diante da necessidade de retomar as usinas a carvão que devem ficar até 2038”, lembrou ele. “Na China vemos o avanço do uso desse elemento para a geração e nas siderúrgicas, ao ponto de no ano passado termos a adição de volumes mais elevados do que toda a energia eólica acrescentada por lá, e isso é preocupante, mostra que o carvão está forte. Enquanto não nos livrarmos dele fica complicado alcançar as metas de redução de emissões”, acrescentou.
Por outro lado, o mercado começa a mostrar as suas opções. Tanto que apesar do governo dos Estados Unidos apoiar o setor de carvão e petróleo, o avanço das renováveis tem prevalecido. Para o acadêmico, esse é o resultado da escolha do mercado, que está cada vez mais consciente da necessidade de preservação. De certa forma ele corroborou a visão de Luiz Barroso, da PSR e João Mello, da Thymos, durante a edição 2019 do Encontro Anual do Mercado Livre de que o mercado é quem escolheu as renováveis.
Ainda esta semana a Climate Trends, uma organização não governamental ambiental indiana, indicou que o carvão naquele país entrou em um processo que classificou como o início do fim desse combustível por lá. Cinco estados já adotaram políticas para não ter mais novas instalações de geração a base de carvão mineral.
Na opinião de Carlos Alonso, diretor de Políticas Energéticas e Mudanças Climáticas da Iberdrola, essa é uma das megatendências globais das quais os mercados não podem fugir, e quem demorar para tomar uma decisão de mudança para a economia verde – ou de baixo carbono – ficará para trás.
Sua opinião tem como base a experiência da companhia espanhola. Cerca de 20 anos atrás houve uma decisão por investir em fontes renováveis. Desde então aportou, segundo cálculos da empresa, algo como 100 bilhões de euros e hoje possui 31 GW em potência instalada de geração por meio de fontes renováveis ante um volume de 19 GW em outras usinas. Contudo, nesse último grupo não estão nem carvão nem combustíveis derivados do petróleo, apenas nuclear e gás natural, esta última apontada por ele como um combustível de transição e que ao passo que as fontes limpas avançam – com apoio de dispositivos como baterias (ou usinas reversíveis que atuam como baterias) – deverá ser chamada a despachar cada vez menos.
“Temos demonstrado que a economia verde não é boa apenas para o planeta e para as pessoas, mas para os acionistas também, afinal uma empresa deve apresentar rentabilidade”, comentou ele. “Portanto, o exemplo de negacionistas em grandes empresas de negócios tradicionais atacando as renováveis que são fontes que não geram resultados, empregos e crescimento econômico não é verdade”, afirmou o executivo durante o evento na capital da Espanha.
Alonso destacou ainda que a redução dos preços das fontes é consequência dessa aposta do mercado. Lembrou que há 10 anos a tarifa para a solar estava em 450 euros por MWh e hoje é comum ver patamares abaixo de 20. Ou seja, tecnologias mais antigas, como a do carvão estão perdendo competitividade porque o mercado não quer mais.
“São megatendências contra as mudanças climáticas que a sociedade vem demandando e o mercado de capitais vem valorizando, um sinal de que há uma exigência pela descarbonização, por isso nossa estratégia dos últimos 20 anos se mostra correta”, avaliou. “Posso incluir ainda a luta contra a poluição atmosférica local, nas cidades que visam melhorar a qualidade do ar ao reduzir os níveis de CO2, NOx, particulados e enxofre. E essa atuação envolver as renováveis, eletrificação e a expansão dos veículos elétricos, ao aplicar tecnologias disruptivas”, acrescentou. (canalenergia)

Taxação de energia solar pela ANEEL é inaceitável

Taxação de energia solar pela ANEEL é inaceitável, diz deputado.
José Mário Schreiner (DEM-GO) reforçou que medida impactará diretamente os produtores rurais do Estado.
O deputado federal José Mário Schreiner (DEM-GO) destacou, em audiência pública, em Brasília, no dia 20 de novembro, que a proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com intenção de taxar a energia solar trará impactos negativos para os produtores rurais que utilizam o sistema. A proposta, que está em consulta pública, postergada até dia 30 de dezembro, prevê que a energia injetada na rede de distribuição da concessionária elétrica seja apenas parcialmente compensada na conta de luz do consumidor gerador de energia solar e não totalmente, como é realizada atualmente.
Para o deputado, a medida da ANEEL é inaceitável e retira o ânimo dos investidores. “Essa energia foi tão incentivada, as pessoas acreditaram, investiram, empresas construíram parques fotovoltaicos. O que nos estranha é que pouco menos de 1% da energia gerada no Brasil vem da energia solar. Agora vem a ANEEL fazendo essa proposta indecorosa”, rebateu.
Os parlamentares seguem discutindo, através das audiências públicas, e junto ao governo federal a proposta. “Nós esperamos que a ANEEL possa ouvir aquilo vem sendo falado”, diz. Na oportunidade, o deputado aproveitou para criticar a qualidade do serviço de distribuição de energia elétrica em Goiás, onde muitos produtores rurais já foram afetados.
“Em Goiás, onde temos a pior companhia de distribuição de energia do país, pelo sexto ano consecutivo, a ANEEL não toma iniciativa. Produtores rurais ficam até 15 dias sem energia na sua propriedade, perdendo sua produção, não podendo ordenhar suas vacas, não podendo exercer suas atividades e a agência não faz nada”, disse.
Como alternativa, Schreiner propõe a criação de um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que possa derrubar a portaria da ANEEL. “Nós podemos fazer a interlocução com o governo federal, mas as agências reguladoras são autônomas”, pondera.
“As entidades e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) estão totalmente contra essa medida e nós não vamos nos acomodar até resolver isso e dar tranquilidade aos investidores que querem apostar nesse modelo de produção de energia limpa”, comentou.
O deputado ainda citou a portaria da ANEEL que prevê que produtores irrigantes apresentem a outorga do uso da água e licenciamento ambiental para conseguir descontos na conta de luz. Segundo ele, os órgãos ambientais demoram de cinco a 10 anos para dar uma outorga ou licença.
A polêmica taxação da energia solar pela ANEEL.
“Isso é mais uma dificuldade que temos enfrentado e que, sem dúvida, nenhuma a ANEEL precisa ter uma sensibilidade maior e discutir mais efetivamente com as pessoas que carregam o Brasil nas costas”, acrescentou. (portalsolar)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Energia solar será a principal fonte elétrica mundial até 2035

Um novo estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, ou IEA na sigla em inglês) prevê que a solar fotovoltaica está no caminho para se tornar a fonte energética número um do mundo até 2035.
Entretanto, embora o crescimento da energia solar e demais fontes de energia renováveis soe otimista, os responsáveis pelo estudo afirmam que ele não será suficiente para desbancar a geração por combustíveis fósseis.
Dessa forma, a estimativa da IEA é de que as fontes limpas apenas ajudem a matriz elétrica mundial a acompanhar a crescente demanda por energia, que subiu 7% no ano passado em relação a 2017.
De acordo com o estudo, a capacidade instalada atual de usinas a carvão deverá se manter praticamente inalterada até 2040, com 2,2 Terawatts (TW).
O Gás Natural, fonte amplamente utilizada em países como EUA e Rússia, deverá apresentar crescimento de 39,47% em sua capacidade instalada nesse mesmo período,  subindo de 1,9 TW para 2,65 TW.
Contudo, a IEA estima que o maior crescimento será protagonizado pela geração solar fotovoltaica, que deverá atingir uma capacidade instalada mundial de 3,142 TW até 2035.
O volume será maior do que qualquer outra das fontes atuais, renovável ou não, incluindo a eólica, hídrica, gás natural e carvão.
Com base na tendência atual, o estudo afirma que as fontes de energia alternativas continuarão dominando o crescimento da geração elétrica mundial, respondendo por 2/3 dos 8,5 TW de nova capacidade que devem ser instalados até 2040.
Esse crescimento não será homogêneo e sim concentrado em países como China e União Europeia, que deverão apresentar até 80% de suas matrizes elétricas por fontes de energia limpa, enquanto no restante do mundo elas responderão por menos da metade da geração.
Fonte renovável mais popular no mundo, a energia solar fotovoltaica continuará a brilhar forte e estará na liderança da geração limpa em países como China, Japão e Índia até 2040.
Já em outras regiões ela deverá ficar em segundo lugar, como atrás da fonte eólica na União Europeia ou da hídrica em países da América do Sul, como o Brasil.
Os investimentos em renováveis, que ano passado foi de U$390 bilhões, deverão se manter em torno de U$440 bilhões até 2030, sugere a IEA, abaixo dos U$650 bilhões necessários para atingir as metas de sustentabilidade do setor elétrico mundial. (ecodebate)

Engie fornecerá energia renovável para aviões no Aeroporto de Brasília

Engie vai fornecer energia renovável para aviões no Aeroporto de Brasília.
Parceria com concessionária prevê suprimento de aeronaves em solo por meio de 22 pontes de embarque, reduzindo emissões de CO2 e custo com querosene ou geradores a diesel.
A Engie e a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, firmaram parceria inédita para fornecimento de energia renovável a aviões estacionados no terminal brasiliense. O contrato prevê a instalação de equipamentos em 22 pontes de embarque e desembarque do aeroporto, visando manter a parte elétrica e de ar condicionado das aeronaves em solo em funcionamento, o que atualmente é feito por geradores externos a diesel, conhecido como GPU (Ground Power Unit), ou por microturbina a querosene do próprio avião.
Roberto Luiz, diretor de Negócios Aéreos da Inframerica, explica que a iniciativa irá reduzir a pegada de carbono ao eliminar o uso desses equipamentos na área do pátio, tornando-a mais segura, com menos obstáculos para manobras de veículos e pessoas, além de reduzir o nível de ruídos das operações. “Buscamos mostrar nosso comprometimento com a redução dos gases de efeito estufa (GEE) e reforçar nossas ações em prol de uma operação mais sustentável”, justifica.
Recentemente o Aeroporto de Brasília foi reconhecido com o Selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), que realiza a publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) também reconheceu o terminal brasiliense com a certificação internacional de controle de carbono. Na localidade, as principais companhias aéreas já aderiram ao serviço, o que pode significar uma redução de cerca de 20 mil toneladas de CO2 por ano no terminal, o equivalente ao plantio de mais de 120 mil árvores.
“Essa iniciativa está em linha com a ambição da Engie de liderar a transição energética rumo a uma economia de baixo carbono, auxiliando empresas a descarbonizarem os seus processos, tornando-as mais sustentáveis e mais eficientes”, afirma Leonardo Serpa, diretor-presidente da Engie Soluções. “Além disso, as companhias aéreas terão também seus custos otimizados, a energia elétrica tende a ter preços mais competitivos”, completa o executivo.
Parceria de longo prazo
A companhia e o Aeroporto de Brasília também são parceiras no fornecimento de energia renovável, iniciativa que entrará em vigor a partir de 2022. De acordo com Serpa, a empresa negocia também com outros terminais aeroportuários, um segmento estratégico para a companhia, soluções de mobilidade elétrica e outros serviços.
Roberto Luiz, da Inframerica, afirma que a parceria com a empresa é de longo prazo e ressalta que o objetivo é replicar este novo projeto em outros aeroportos do Grupo, tanto no Brasil como no exterior. A previsão é que todas as pontes de embarque e desembarque do Aeroporto de Brasília estejam adaptadas para o fornecimento de energia elétrica em até 12 meses. (canalenergia)