terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Sistema fotovoltaico cresce acima da capacidade de construção de novas redes pelas concessionárias

Implantação de sistema fotovoltaico cresce acima da capacidade de construção de novas redes pelas concessionárias, diz estudo.
Pesquisa da consultoria Accenture aponta que parte das redes de abastecimento chegará à capacidade máxima em até três anos, segundo entrevistados.
A implantação de sistemas fotovoltaicos, que funcionam por meio da geração distribuída, está crescendo em regiões de grande demanda energética a um ritmo superior à capacidade de construção de novas redes pelas concessionárias. Os dados são da consultoria Accenture, realizada com 150 executivos do setor em 25 países, incluindo o Brasil.
Segundo quase metade dos entrevistados (47%), parte de suas redes de abastecimento chegará à capacidade máxima em até três anos.
Média do retorno no investimento é de 5 anos para residências, em contrapartida, o tempo médio de duração das placas é de 25 anos.
Entre outras vantagens do uso de energias renováveis é a proteção contra a inflação energética, a valorização do imóvel e a redução significativa na conta de luz – que pode chegar até 95% de redução na conta de energia elétrica. Sem contar com a colaboração com o meio ambiente, sendo uma fonte limpa e renovável para gerar energia.
Popularização da energia solar em casa e empresas tem ajudado a baixar o preço do sistema. As placas já podem ser vistas em igrejas, hospitais, comércios, inclusive em órgãos públicos preocupados com a questão ambiental e com a economia na conta de energia.
Alguns estados têm incentivos fiscais para o uso do sistema. O pioneiro a oferecer esses subsídios foi o Estado de Minas Gerais, que hoje lidera o número de instalações do sistema no país. Além disso, instituições financeiras já disponibilizam financiamentos específicos para o sistema tanto para residências, como para empresas.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu uma consulta pública em outubro para rever as regras que tratam da chamada geração distribuída (GD) previstas na Resolução 482, editada pela agência em 2012 e revista em 2015. Nessa modalidade, consumidores podem gerar a própria energia elétrica em suas residências, empresas ou propriedades rurais.
As alterações incluem a cobrança pelo uso da rede elétrica e a suspensão gradual de outros subsídios. Hoje, com a instalação de placas solares em seus telhados, os consumidores podem entregar a energia excedente ao sistema elétrico pelas redes das distribuidoras e receber a energia de outras fontes de geração do sistema à noite. O excedente fica como crédito e pode ser usado para o abatimento de uma ou mais contas de energia do mesmo titular.
A resolução também estabeleceu mecanismos para incentivar a geração caseira de energia, como a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica e de outros componentes da conta de energia, como os encargos setoriais (que geram receita para subsidiar programas sociais, como a tarifa social e o programa Luz para Todos, por exemplo). (portalsolar)

Designer apresenta mochila que carrega celular com energia solar

Mochila com pequeno painel fotovoltaico é alternativa para montanhistas que passam longas horas sem acesso a eletricidade.
O celular é uma tecnologia fundamental para quem gosta de se aventurar pelo mundo e ficar horas em contato com a natureza, como montanhistas, por exemplo. Porém, o mais difícil nesse desafio é encontrar um local para carregamento do aparelho. Pensando nisso, o designer de produtos norte-americano Bread Brister desenvolveu um protótipo de mochila solar para esses aventureiros.
O projeto inovador e bastante útil para os mochileiros, chamado de SunUp, foi desenvolvido durante a conclusão de curso do designer que teve o apoio da The North Face. Totalmente articulada, a mochila foi projetada para ser leve e maleável, ao mesmo tempo em que precisava otimizar a captação de energia do sol por meio de um pequeno painel acoplado na parte de cima.
Brister explica que a mochila consegue carregar de maneira eficiente sua bateria interna de 4000mAh em 12 horas, por meio de um painel de 15w. Dessa maneira, é possível garantir carga completa de equipamentos eletrônicos menores, proporcionando mais segurança e conforto para os mochileiros.
Para conseguir aproveitar o máximo de energia possível, a SunUp desenvolveu duas opções principais: os painéis mais comuns de poli ou monocristalinos rígidos com uma eficiência 21% mais alta do que a maioria das opções disponíveis do mercado. Porém, são muito mais frágeis e propensos a quebras.
Designer cria mochila que gera energia com painel solar acoplado.
A segunda opção são os painéis de silício amorfo de filme fino totalmente flexíveis. Ao contrário do primeiro, esses são muito mais duráveis, entretanto, por serem mais flexíveis e móveis, eles são muito menos eficientes, com apenas 7% de eficiência média.
“A ideia do meu projeto é fornecer um compromisso entre os dois. Juntando os benefícios de eficiência dos painéis rígidos com os benefícios de flexibilidade dos de película fina”, explica Brister em seu site.
Pensando na minimização de danos comuns que podem ocorrem nos usos de mochilas com esse tipo de tecnologia solar, como quedas e batidas durante trilhas e caminhadas na mata, Brister idealizou um painel mais amplo a partir de uma matriz de outros menores e interconectados e articulados.
Essa é uma alternativa para proteger mais esse tipo de mochila, trazendo mais flexibilidade para os segmentos se moverem livremente quando impactados ou derrubados. “Isso visa mitigar quebras e garante que mais do pacote possa ser utilizado para geração de energia solar”, diz.
Ele explica que para que não ocorram problemas no endurecimento do trabalho ou degradação cíclica nos fios, as conexões entre cada módulo são feitas a partir de dobradiças condutoras interligadas.
O protótipo já foi aprovado em testes, mostrando-se totalmente funcional. Agora, essa opção integra o catálogo de produtos de Bread Brister, que já planeja outras inovações movidas a energia solar. (portalsolar)

Até 2019 Brasil atingiu 24,8 GW em capacidade de energia solar

Brasil pode atingir 24,8 GW em capacidade instalada de energia solar até 2029.
O último estudo sobre a expansão de energia no Brasil feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o país pode atingir 24,8 Gigawatts (GW) de energia solar até 2029.
Realizado anualmente como base de planejamento, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) traça as perspectivas do governo para os próximos 10 anos do setor elétrico brasileiro.
Segundo o estudo, o crescimento atual das placas solares poderá acumular em um total de 15 GW de capacidade em geração centralizada (grandes usinas solares) ao fim desse período.
Por outro lado, os micro e mini geradores de energia solar fotovoltaica dentro do segmento de geração distribuída deverão somar 9,8 GW de capacidade até o final de 2029.
De acordo com o estudo, a principal força por trás dessa expansão continuará sendo a queda de preços da tecnologia fotovoltaica.
Como prova, a EPE aponta um relatório da International Energy Agency (IEA) que mostra uma depreciação de mais de 70% no valores para investimento na tecnologia entre 2010 e 2018.
Dessa forma, a tendência é que a fonte solar continue conquistando a maioria dos projetos de usinas elétricas comercializados nos Leilões de Energia promovidos pelo Governo.
O caso mais recente foi em junho deste ano, quando a energia solar atingiu a mínima histórica de preços no Leilão A-4, negociando projetos a R$75,31 o Megawatt-hora (MWh).
Além disso, a EPE também aponta para o ganho de eficiência da tecnologia, que a cada ano apresenta novos avanços tecnológicos na fabricação e eficiência das placas (módulos).
Na geração distribuída, o PDE 2029 estima um público total de 1,3 milhão de brasileiros e uma capacidade instalada de 11,4 GW, já considerando as possíveis revisões das regras do segmento.
Para isso, a empresa afirma que serão necessários quase R$50 bilhões em investimento entre todas as fontes de energia renováveis incentivadas pelo segmento.
No entanto, a EPE ressalta que a energia solar continuará sendo a líder do segmento devido ao seu maior potencial de geração, custos mais baixos e pela sua adaptabilidade.
De acordo com o PDE 2029, a geração distribuída poderá contribuir por até 17% do consumo de eletricidade no Brasil.
Além dos benefícios diretos para a população, a EPE destaca a contribuição do segmento de geração distribuída para o setor elétrico brasileiro.
Entre eles está o da eficiência energética, parte importante das medidas anunciadas pelo Governo para atingir suas metas de descarbonização assumidas no Acordo de Paris.
Brasil tem um dos mercados de energia solar mais atrativos.
No geral, a EPE afirma que é “incontestável o relevante papel que a tecnologia solar fotovoltaica tem para a expansão do sistema elétrico brasileiro”. (ecodebate)

domingo, 2 de fevereiro de 2020

EDP instala postes de energia solar em comunidade de Vila Velha

Parceria com Projeto Litro de Luz Brasil vai beneficiar 1.200 pessoas.
A EDP, em parceria com o projeto Litro de Luz Brasil, realizou no fim de semana a instalação de 60 postes de energia solar na comunidade de Nova Jabaeté, em Vila Velha, no Espírito Santo. O Litro de Luz Brasil é uma organização social que atua levando luz elétrica a comunidades de baixa renda, não cobertas pela rede convencional de distribuição de energia. A solução de iluminação pública é composta de canos de PVC, uma bateria que armazena a energia captada durante o dia, e uma lâmpada de LED protegida por uma garrafa PET.
A instalação dos postes foi feita por 50 voluntários da EDP, além de voluntários do Projeto e moradores da própria comunidade. De acordo com a Associação Dos Moradores do Parque Residencial Nova Jabaeté, 1.200 pessoas serão beneficiadas. O loteamento da comunidade de Nova Jabaeté não era considerado regular pelos órgãos públicos, razão pela qual a região não era alcançada pela rede de distribuição de Vila Velha. No fim do ano passado, a comunidade foi reconhecida como área de interesse social. Com isso, o bairro vai receber a rede de distribuição, com a instalação de poste padrão para as casas, construção de rede de distribuição em média tensão, posteamento, entre outras medidas técnicas para um serviço seguro e com a máxima qualidade.
Enquanto essas obras são executadas, a distribuidora vai oferecer para comunidade a solução de iluminação pública idealizada pelo projeto Litro de Luz. “Essa ação faz muito sentido para nós. A EDP, por meio do Instituto EDP, tem como objetivo ajudar na melhoria de qualidade de vida da população, seja pela educação, lazer ou esporte. No Instituto EDP, acompanhamos de perto como esse tipo de ação envolve e melhora a vida das pessoas e da comunidade. Seguimos com o nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado e com a nossa meta de usar nossa energia para cuidar sempre melhor”, afirma João Brito Martins, diretor da EDP no Espírito Santo.
A eletrificação traz diversos benefícios, como mais segurança para andar à noite, aumento do potencial de comércio e atividades de lazer noturnas. Mas, além de iluminar as localidades, o projeto Litro de Luz busca empoderar os moradores participantes, incentivando a participação de todos como agentes de transformação da própria comunidade. (canalenergia)

Em 20 anos, consumidor pagará 60% a menos pela energia solar

Consumidor pagará 60% a menos pela energia solar daqui há 20 anos, diz estudo.
Relatório da Statkraft aponta que 80% da eletricidade mundial será renovável em 2050, sendo a opção mais barata e limpa
Em 2050, o consumidor pagará pelo sistema solar fotovoltaico 60% menos do que hoje. Além disso, a capacidade global da fonte aumentará em 30 vezes até lá. As informações são do relatório da Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2019. O relatório é desenvolvido anualmente pela empresa apontando o cenário de baixas emissões e a análise do desenvolvimento do mercado global de energia, com o objetivo de entender de maneira mais profunda as tendências do mercado.
Estudo aponta que 80% da eletricidade mundial será renovável em 2050. Em 2035, a energia será capaz de atender quase 40% da demanda global de eletricidade, deixando a energia eólica, na segunda posição, com 30%. Diante deste cenário cada vez mais limpo, a fonte vilã das emissões de gases de efeito estufa será o gás natural. Em 20 anos, as emissões serão cerca de 44% menores do que as atuais.
O documento também prevê que quase todos os carros comercializados serão elétricos ou movidos a hidrogênio em 2050. Para o CEO da Statkraft no Brasil, Fernando De Lapuerta, o relatório mostra a tendência mundial de preocupação com o meio ambiente. “Globalmente, as emissões se reduzirão de maneira acelerada para cumprir as metas climáticas. O relatório nos mostra o caminho a seguir. Como é observado, as energias renováveis continuarão a entrar no mercado à medida que se tornarão mais acessíveis, com menor custo e serão a melhor opção em termos econômicos e, naturalmente, ambientais”.
Segundo projeções da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em 2050, 40% da matriz elétrica mundial será composta energia solar. No Brasil, não será diferente, onde 38% da matriz energética será suprida por energia solar fotovoltaica nesse período.
A estimativa é de que, no país, a fonte ultrapasse a marca de 3.000 MW ainda em 2019, atraindo mais de R$ 5,2 bilhões em novos investimentos privados, com a instalação de mais de 1.000 MW adicionais em sistemas de pequeno, médio e grande porte, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Na contramão do mundo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública para a revisão das regras de geração distribuída, com a intenção de reduzir gradualmente os subsídios oferecidos hoje para quem usa o sistema. Na avaliação da Aneel, atualmente a produção desse tipo de energia já tem um custo viável, diferentemente de quando a medida foi implantada.
Elaborada em 2012, a resolução estabelece subsídios para incentivar esse tipo de prática, como a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica e também do pagamento de outras componentes da conta de energia, como os encargos setoriais (que geram receita para subsidiar a tarifa social, por exemplo).
Para a ABSOLAR, as mudanças na regulamentação da geração distribuída no Brasil, propostas pela Aneel para entrar em vigor já em 2020, estão desequilibradas e seriam muito prematuras, diante do atual cenário brasileiro. (portalsolar)