sábado, 26 de outubro de 2024

Brasil ultrapassa a marca de 10 mil eletropostos

Brasil ultrapassa a marca de 10 mil eletropostos, aponta ABVE.

País registra aumento de 113% no emplacamento de veículos leves eletrificados. Apenas em setembro, foram vendidos 13.265 veículos leves eletrificados. Número de postos de recarga chega a 10.622, de 4.300 até dezembro de 2023.
Tupi Mobilidade

Um dos mais de 8.800 pontos de recarga instalados no Brasil: equipamentos são oportunidade para empresas de GD.

Com 13.265 veículos leves eletrificados vendidos em setembro, 2024 se consolida como mais um ano de evolução expressiva da eletromobilidade no Brasil, com o crescimento concomitante da infraestrutura de recarga elétrica pública, que já superou a marca simbólica de 10 mil eletropostos em agosto.

“Mais uma vez, os números confirmam as nossas avaliações: o aumento das vendas de veículos eletrificados está puxando um amplo ecossistema de empresas associadas à eletromobilidade nas principais regiões do país” diz o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos.

“A expansão desse ecossistema está gerando empregos, renda e investimentos, não apenas na produção de veículos, mas também na fabricação de equipamentos e componentes, peças, softwares e prestação de serviço”, acrescenta.

No acumulado de janeiro a setembro de 2024, foram emplacados 122.548 veículos leves eletrificados, o que representa uma evolução de 113%, na comparação com o mesmo período de 2023 (57.510 veículos).

A três meses do fechamento do ano, a média mensal de vendas de eletrificados se encontra em 13.616, o que indica que o total anual deverá ultrapassar a projeção de 150 mil unidades. Com isso, a frota brasileira de eletrificados deve ficar próxima da marca de 400 mil veículos.

Os veículos plug-ins tiveram um aumento de 56,83% em comparação com agosto de 2023 (8.458 veículos). O ano de 2024 tem registrado vendas expressivas dos veículos eletrificados, principalmente dos veículos plug-in, os 100% elétricos (BEV), e os híbridos com recarga externa (PHEV).

Brasil chega a marca de 10 mil eletropostos e 120 mil carros elétricos vendidos no Brasil.

Infraestrutura de recarga

O aumento da infraestrutura de recarga tem permitido que os veículos elétricos (BEV e PHEV) ganhem força e aumentem sua participação no mercado automotivo brasileiro. Em relação aos eletrificados, os veículos elétricos respondem por 70% das vendas realizadas no período de janeiro a setembro de 2024 (86.326 veículos). Já os veículos plug-ins tiveram um aumento de 56,83% em comparação com agosto de 2023 (8.458 veículos).

Segundo Tupi Mobilidade, o número de eletropostos no Brasil saltou de 350 até dezembro de 2020 para 2.955 em dezembro de 2022, 4.300 até dezembro de 2023 e 10.622 em agosto de 2024.

Só na ABVE encontram-se associadas 58 empresas relacionadas com a infraestrutura de recarga, que atuam fortemente na cadeia produtiva da eletromobilidade, gerando empregos e trazendo investimentos para o país.

Em recente pesquisa realizada pela associação, para o 1º Anuário da Cadeia Produtiva, que será lançado em breve, as empresas relacionadas ao setor de infraestrutura são as que mais apresentaram planos de investimentos para os próximos três anos no país.

Tecnologias

Em setembro, foram vendidos 4.699 veículos 100% elétricos (BEV), com 35,4% de participação em relação ao total de eletrificados. Na comparação com agosto, houve um decréscimo de 8,1% nos emplacamentos. Em relação a setembro de 2023 (1.830 veículos), há um crescimento notável de 156,8%.

Já os veículos híbridos plug-in (PHEV), totalizaram o mês com 4.869 unidades vendidas, com uma participação de mercado de 36,7%. Em relação ao mês de agosto (5.781 veículos), houve uma retração de 15,8%; já na comparação com agosto de 2023 (8.458 veículos) há aumento de 60,8%.

Os HEV convencionais (elétricos não plug-in a gasolina ou diesel) ficaram com 9,3% das vendas (1.235 veículos); os HEV FLEX, com 11,6% (1.540 veículos) e os micro híbridos (MHEV), com 7,0% (922 veículos).

No acumulado 2024 (janeiro a setembro), a participação de mercado dos eletrificados por tecnologia é a seguinte:

- BEV: 45.721 (37,31%)

- PHEV: 40.605 (33,13%)

- HEV: 10.929 (9,3%)

- HEV FLEX: 15.838 (11,6%)

- MHEV: 9.455 (7,0%).

Em todo o Brasil serão muito mais de 10 mil eletropostos até 2025.

Geografia da eletromobilidade

A região Sudeste é a líder nas vendas de veículos elétricos (BEV e PHEV). Em relação ao crescimento de mercado, as regiões que mais se destacam são Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As capitais dessas nessas regiões lideram as vendas de elétricos, e estão contribuindo para que a eletromobilidade seja um processo amplo, não restrita somente à região Sudeste.

O estado do Maranhão, por exemplo, foi o que apresentou maior evolução de infraestrutura de recarga. Em março eram 40 pontos disponíveis, e em cinco meses houve um crescimento de 172,5%. Hoje, são 109 pontos disponíveis no estado.

Em relação aos municípios, o destaque de vendas ainda são as capitais:

- 1º São Paulo: 1.764

- 2º Brasília: 986

- 3º Rio de Janeiro: 619

- 4º Belo Horizonte: 410

- 5º Curitiba: 370

No processo de interiorização dos veículos leves eletrificados (excluídas as capitais) os municípios destaque são:

- 1º Campinas/SP: 199

- 2º Ribeirão Preto/SP: 101

- 3º São José do Rio Preto/SP: 97

- 4º Criciúma/SC: 86 (pv-magazine-brasil)

Maior usina do mundo afeta a rotação da TERRA

A hidrelétrica que mudou a Terra: como a maior usina do mundo afeta a rotação do planeta.

Os pesquisadores destacam que calcularam que o impacto, de 9,1 graus na escala Richter, afetou a rotação da Terra, diminuindo a duração do dia. Além disso, o fenômeno também mudou ligeiramente o formato do planeta e deslocou o Polo Norte em centímetros.

A hidrelétrica que mudou a terra: como a maior usina do mundo afeta a rotação do planeta

A Hidrelétrica das Três Gargantas, na China, é a maior do mundo e surpreende não apenas pela geração de energia, mas também por seu impacto na rotação da Terra, alterando ligeiramente o tempo de cada dia.
Hidrelétrica das Três Gargantas, a maior usina do mundo, localizada no rio Yangtzé, gera 22.500 MW de energia e armazena mais de 39 bilhões de metros cúbicos de água.

A China é mundialmente conhecida por suas gigantescas obras de infraestrutura, e uma das mais impressionantes é a Usina Hidrelétrica das Três Gargantas, localizada no rio Yangtzé, na província de Hubei.

Inaugurada em 2012, após 18 anos de construção, essa usina é a maior do mundo em termos de capacidade instalada, podendo gerar até 22.500 megawatts (MW) de energia.

Além disso, sua capacidade de armazenamento de água ultrapassa 39 bilhões de metros cúbicos. Mas além de suas dimensões colossais, essa obra de engenharia possui uma curiosa consequência: ela afeta a rotação da Terra.

Como a usina hidrelétrica afeta a rotação da terra?

A ideia de que uma hidrelétrica pode influenciar o movimento de rotação do nosso planeta pode parecer exagerada, mas é uma realidade. Estudos científicos mostram que o volume de água deslocado pela barragem das Três Gargantas afeta ligeiramente a inércia da Terra. Para entender esse fenômeno, vale lembrar que a inércia se refere à dificuldade que um corpo tem de alterar seu movimento, e no caso da Terra, envolve a rotação em torno de seu próprio eixo.

A barragem mais cara já construída na China.

Ao reter uma quantidade massiva de água a 175 metros de altura, a usina provoca uma redistribuição de massa no planeta. Esse fenômeno, semelhante ao efeito que ocorre quando uma patinadora gira mais rápido ao aproximar os braços do corpo, desacelera minimamente a rotação terrestre. Os cálculos indicam que essa mudança é de apenas 0,06 microssegundos no tempo de rotação diária da Terra, um valor extremamente pequeno, mas ainda assim mensurável.

Outras consequências da redistribuição de massa

Além da alteração na rotação, a redistribuição de massa também provoca um deslocamento do eixo terrestre. Estima-se que a posição do polo da Terra tenha se movido cerca de dois centímetros devido à construção da barragem. Embora esses números possam parecer insignificantes para o cotidiano da maioria das pessoas, eles são relevantes em determinados contextos científicos.

Dispositivos de alta precisão, como os relógios atômicos, que medem o tempo com extrema exatidão, podem ser impactados por essas variações. Alguns cientistas acreditam que será necessário ajustar os padrões de tempo global, talvez introduzindo um “segundo bissexto negativo” nas próximas décadas.

A influência humana no planeta

O impacto das ações humanas sobre a Terra vai além das grandes construções. O derretimento das calotas polares, causado pelas mudanças climáticas, também está redistribuindo a massa do planeta. À medida que as geleiras derretem e os níveis dos oceanos tropicais aumentam, a Terra experimenta uma leve desaceleração em sua rotação. Isso acontece porque a massa que antes estava concentrada nas regiões polares está se deslocando em direção ao equador, o que modifica a forma como o planeta gira.

O aumento das temperaturas globais e o derretimento das calotas polares estão redistribuindo a massa da Terra, o que também contribui para a desaceleração da rotação do planeta.

Embora as mudanças sejam mínimas e não afetam diretamente o dia a dia das pessoas, elas trazem à tona questões importantes sobre o impacto das atividades humanas no planeta.

O caso da barragem das Três Gargantas, em particular, destaca como a arquitetura e engenharia modernas têm o potencial de influenciar fenômenos naturais de maneira inesperada.

A Usina Hidrelétrica das Três Gargantas é um exemplo impressionante da capacidade humana de moldar o mundo ao nosso redor. No entanto, esse poder também vem com responsabilidades.

O fato de que uma construção humana pode, ainda que de forma mínima, alterar a rotação da Terra é uma lembrança de que devemos estar atentos aos impactos das grandes obras de infraestrutura sobre o meio ambiente e o equilíbrio natural do planeta. Por mais que essas mudanças sejam imperceptíveis para o cidadão comum, elas nos mostram a importância de pensar cuidadosamente nas consequências globais de nossos projetos. (tempo)

AIE propõe certificação global para combustíveis sustentáveis

Durante as reuniões do G20, a Agência Internacional de Energia (AIE) apresentou dois relatórios com uma proposta ambiciosa: a criação de um sistema global de certificação para combustíveis sustentáveis. De acordo com a AIE, a ideia é desenvolver uma espécie de selo de sustentabilidade para combustíveis, que seriam classificados em graus de A a E, semelhante ao selo de eficiência energética utilizado em eletrodomésticos, explica a Folha de S. Paulo. A intenção é que essa classificação ajude a sociedade, tanto investidores quanto consumidores, a tomar decisões mais conscientes e sustentáveis.

Os documentos apresentados, intitulados "Carbon Accounting for Sustainable" e "Towards Common Criteria for Sustainable Fuels", têm como objetivo padronizar os critérios para o comércio internacional de biocombustíveis. A proposta também inclui a unificação de conceitos para facilitar a comparação entre diferentes fontes de energia limpa. Segundo a AIE, o etanol é destacado como o biocombustível comercial que mais rapidamente consegue atender à demanda global ao mesmo tempo em que reduz emissões de gases de efeito estufa.

A iniciativa foi bem recebida pelo governo brasileiro, que encomendou os estudos. De acordo com representantes da gestão Lula (PT), a visão da agência é crucial para desmontar a narrativa, frequentemente defendida por países europeus, de que os biocombustíveis podem ser prejudiciais ao meio ambiente, principalmente devido ao desmatamento e à competição com a produção de alimentos. A AIE, por outro lado, sustenta que o impacto do uso da terra deve ser gerido por políticas específicas e separadas da análise das emissões diretas.

Potencial brasileiro

Heloisa Esteves, diretora de Estudos, Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, celebrou as conclusões da AIE. Segundo ela, o reconhecimento da agência é uma "grande vitória" para o Brasil, especialmente porque fortalece o potencial de expansão da produção de biocombustíveis no país sem comprometer a segurança alimentar.

Um estudo da EPE, divulgado em agosto, também aponta que o Brasil possui um enorme potencial de ampliar a produção de biocombustíveis ao recuperar pastagens degradadas. Essa recuperação poderia gerar até 8 bilhões de litros adicionais de biocombustíveis, o equivalente a cerca de um quarto da produção atual do país, sem impactar a produção agrícola.

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Reações da indústria

O setor empresarial brasileiro também reagiu positivamente à proposta da AIE. Para André Valente, diretor de sustentabilidade e ESG da Raízen, a agência legitima a posição do Brasil como referência na produção de etanol. Valente considera a proposta como uma oportunidade de elevar o nível técnico da discussão sobre biocombustíveis, que muitas vezes é permeada por questões geopolíticas.

Entretanto, o relatório da AIE também destaca os desafios da transição para combustíveis sustentáveis. Paolo Frankl, chefe de Energia Renovável da agência, alertou para os riscos de se estabelecer metas excessivamente rígidas logo de início. Segundo ele, é necessário garantir que os critérios para classificar um combustível como sustentável sejam equilibrados, para que a diversidade tecnológica não seja prejudicada.

Além disso, o relatório defende que o cálculo das emissões deve considerar todas as etapas do ciclo de vida do combustível, incluindo transporte e distribuição, áreas que podem aumentar significativamente o impacto ambiental de determinadas tecnologias, como o hidrogênio.

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Perspectivas futuras

A AIE sugere que o sistema de certificação seja implementado até 2030 ou 2035, com o apoio de organismos internacionais como o G20 e a COP30. A ideia é que, com o tempo, o sistema de rotulagem se torne um padrão global, ajudando a reduzir emissões e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Embora haja desafios, o caminho proposto pela AIE pode ser uma peça-chave para impulsionar o uso de biocombustíveis em todo o mundo, especialmente em países com alto potencial de produção, como o Brasil. (biodieselbr)

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Dimensionamento do sistema fotovoltaico para 100% de autoconsumo

Um grupo de pesquisadores propôs um novo método para o dimensionamento de sistemas fotovoltaicos que não dependem de um sistema anti-dumping e operam sem a possibilidade de injetar energia na rede. A nova abordagem requer uma estimativa do perfil horário anual e da potência mínima exigida, bem como o uso de um medidor de irradiância e um analisador de rede elétrica.
Fotografia da tela do analisador Fluke IRR1-SOL enquanto mede a demanda de energia.

Pesquisadores do Instituto Especializado de Estudos Superiores de Loyola (IEESL) delinearam uma nova metodologia para o dimensionamento de sistemas fotovoltaicos em telhados em mercados sem medição líquida ou tarifas feed-in, onde toda a energia produzida pelo painel solar deve ser autoconsumida.

No estudo “Sizing of photovoltaic systems for self-consumption without surpluses through on-site measurements: Case study of the Dominican Republic“, publicado na Renewable Energy, a equipe de pesquisa explicou que sua nova abordagem se destina a sistemas fotovoltaicos de pequeno porte para 100% de autoconsumo sem sistema antidumping. Nesses sistemas, a produção não pode exceder a demanda de eletricidade de uma residência, uma vez que nenhum mecanismo impede a injeção na rede elétrica.

Esses sistemas exigem uma estimativa do perfil horário anual e da potência mínima exigida, bem como o uso de um medidor de irradiância e um analisador de rede elétrica. “A relevância da metodologia proposta reside principalmente no fato de que o custo de capital do sistema fotovoltaico sem sistema antidumping é menor em comparação com um sistema com sistema antidumping e com sistemas convencionais de medição líquida”, explicaram os pesquisadores.

Eles usaram, em particular, um medidor de irradiância solar Fluke IRR1-SOL para medir a irradiância e a temperatura e o analisador de grade Fluke 1378, que é comumente utilizado para demandas industriais onde a corrente é de dezenas a centenas de amperes.  A modelagem é realizada em uma planilha Excel sobre a energia mensal gerada pelo sistema fotovoltaico por 25 anos, considerando as perdas de eficiência do módulo fotovoltaico.
“Na etapa de análise do autoconsumo fotovoltaico, são calculadas a energia gerada, as emissões de CO2 evitadas, a demanda de energia da rede elétrica, a taxa de autoconsumo e a autossuficiência”, enfatizaram os acadêmicos. “Além disso, na última etapa, é realizada uma análise da viabilidade econômica da instalação, utilizando o método do valor presente líquido (VPL), a taxa de retorno do investimento (TIR) e o tempo de retorno do investimento (PBT) como indicadores para o estudo de caso”.

A equipe testou a abordagem por meio de um estudo de caso na província de San Cristóbal, no sul do país. Sua análise considerou uma família de dois adultos e três crianças e a implantação de um sistema fotovoltaico de 1 kW com um ângulo de inclinação de 20 graus, com a produção anual de energia sendo estimada em 1.578,5 kWh pela Calculadora de PVwatts.

Como o método proposto busca identificar a maior potência de corrente alternada que um painel fotovoltaico pode produzir envolve medições de irradiância em um determinado dia, os acadêmicos propuseram um fator de correção para estimar a potência máxima de saída durante o ano. “Nesse caso, o fator de correção foi de 1,044, com o qual a potência máxima de saída no ano resultou em 131,5 W de 150 W”, especificaram.

Eles também descobriram que o sistema de 1 kW sem antidumping era lucrativo, com seu BPT sendo de 4,57 anos, a TIR foi de 23,4% e a taxa de autossuficiência (SSR) foi estimada em 5,0%. “A implantação desse tipo de autoconsumo não é viável para clientes com consumo inferior a 252 kWh/mês”, alertaram, lembrando que a família selecionada teve uma demanda média de 394 kWh/mês. (pv-magazine-brasil)

Microgramas de partículas são suficientes para afetar geração de fotovoltaica

Alguns microgramas de partículas são suficientes para afetar a geração de energia fotovoltaica.
Sim, alguns microgramas de partículas na atmosfera podem afetar a geração de energia fotovoltaica. Um estudo da Coreia do Sul mostrou que um aumento de 10 mg/m3 de material particulado pode reduzir a geração de energia solar de forma significativa.

A geração de energia fotovoltaica é influenciada por vários fatores, incluindo:

Incidência solar

Temperatura

Tolerância elétrica

Sombras

Manutenção

Variação do espectro na massa de ar

Inclinação dos painéis

Os painéis fotovoltaicos são formados por células que absorvem a luz do sol e liberam elétrons, gerando corrente elétrica contínua. A energia elétrica contínua é convertida em corrente alternada por inversores.

Uma nova pesquisa da Coreia do Sul mostrou que mesmo um aumento de 10 mg/m3 no material particulado atmosférico pode reduzir consideravelmente a geração de energia solar e impactar a receita dos proprietários de sistemas fotovoltaicos.

Poluição do ar por uma fábrica de tijolos.

Uma equipe de pesquisa da George Mason University Korea investigou o efeito da poluição do ar na geração de energia solar na Coreia do Sul e descobriu que mesmo uma pequena quantidade de partículas no ar pode resultar em perdas econômicas significativas para os operadores de sistemas fotovoltaicos.

“Este estudo revela que a poluição do ar dificulta significativamente a produção de energia solar na Coreia do Sul”, disse o principal autor da pesquisa, Moon Joon Kim, à pv magazine. “Descobrimos que mesmo pequenos aumentos na poluição do ar podem levar a quedas substanciais na quantidade de eletricidade que os painéis solares podem gerar, custando milhões de dólares anualmente. Isso destaca a necessidade urgente de limpar nosso ar, não apenas para nossa saúde, mas também para liberar todo o potencial da energia solar como uma alternativa limpa e acessível aos combustíveis fósseis”.

Os cientistas procuraram quantificar, em particular, a magnitude do material particulado grosso que absorve a luz solar (PM10) na geração de energia solar e analisaram como esse impacto pode variar ao longo do tempo ou mostrar efeitos defasados. Sua análise também considerou os efeitos de sujeira causados por essas partículas e se baseou em um conjunto de dados que fornece dados horários para produção de energia fotovoltaica, poluição do ar e condições meteorológicas na Coreia do Sul de 2006 a 2013.

O grupo também levou em consideração a direção do vento para obter estimativas precisas da endogeneidade potencial do PM10. “Empregamos o modelo de regressão de variável instrumental Newey-West, usando a direção do vento como instrumento para PM10”, explicou. “Essa abordagem nos permite obter estimativas imparciais da relação causal entre a poluição do ar e a geração de energia solar”.

A análise mostrou que um aumento de 10 mg/m3 na concentração de PM10 resultou em uma redução geral de 2,17 MWh na geração de energia solar por hora ou uma perda total de 152,2 GWh. Considerando os preços da eletricidade solar na Coreia do Sul, os pesquisadores estimaram que esses valores se traduzem em uma perda de aproximadamente KRW 240 milhões (US$ 182,7 milhões) para toda a frota do sistema fotovoltaico do país de 2006 a 2013.

Suas descobertas foram descritas no estudo “Air pollution and solar photovoltaic power generation: evidence from South Korea“, publicado na Energy Economics. “Nossa pesquisa fornece evidências convincentes de que combater a poluição do ar é um passo crucial para um futuro mais verde e sustentável para a Coreia do Sul e outros países que buscam expandir o uso de energia solar”, concluiu Kim.

O grupo também observou que as partículas finas (PM 2.5) também afetam a radiação solar e disse que pesquisas futuras devem explorar seu impacto ao lado do PM 10. “Pesquisas futuras podem se basear nessas descobertas, estendendo a análise a outros contextos geográficos, investigando o impacto de poluentes atmosféricos específicos, explorando o papel dos avanços tecnológicos na mitigação dos efeitos da poluição do ar nos painéis solares e examinando as consequências distributivas da poluição do ar na geração de energia solar em diferentes grupos socioeconômicos”, enfatizou.

A manutenção dos painéis solares é fundamental, para evitar a deterioração precoce dos equipamentos, o que reduz sua vida útil, além de comprometer a capacidade produtiva do sistema. Listamos para você os principais cuidados na manutenção do seu sistema fotovoltaico, aproveitando o máximo da sua estrutura de placas solares. (pv-magazine-brasil)