segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Energia solar será a principal fonte elétrica mundial até 2035

Um novo estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, ou IEA na sigla em inglês) prevê que a solar fotovoltaica está no caminho para se tornar a fonte energética número um do mundo até 2035.
Entretanto, embora o crescimento da energia solar e demais fontes de energia renováveis soe otimista, os responsáveis pelo estudo afirmam que ele não será suficiente para desbancar a geração por combustíveis fósseis.
Dessa forma, a estimativa da IEA é de que as fontes limpas apenas ajudem a matriz elétrica mundial a acompanhar a crescente demanda por energia, que subiu 7% no ano passado em relação a 2017.
De acordo com o estudo, a capacidade instalada atual de usinas a carvão deverá se manter praticamente inalterada até 2040, com 2,2 Terawatts (TW).
O Gás Natural, fonte amplamente utilizada em países como EUA e Rússia, deverá apresentar crescimento de 39,47% em sua capacidade instalada nesse mesmo período,  subindo de 1,9 TW para 2,65 TW.
Contudo, a IEA estima que o maior crescimento será protagonizado pela geração solar fotovoltaica, que deverá atingir uma capacidade instalada mundial de 3,142 TW até 2035.
O volume será maior do que qualquer outra das fontes atuais, renovável ou não, incluindo a eólica, hídrica, gás natural e carvão.
Com base na tendência atual, o estudo afirma que as fontes de energia alternativas continuarão dominando o crescimento da geração elétrica mundial, respondendo por 2/3 dos 8,5 TW de nova capacidade que devem ser instalados até 2040.
Esse crescimento não será homogêneo e sim concentrado em países como China e União Europeia, que deverão apresentar até 80% de suas matrizes elétricas por fontes de energia limpa, enquanto no restante do mundo elas responderão por menos da metade da geração.
Fonte renovável mais popular no mundo, a energia solar fotovoltaica continuará a brilhar forte e estará na liderança da geração limpa em países como China, Japão e Índia até 2040.
Já em outras regiões ela deverá ficar em segundo lugar, como atrás da fonte eólica na União Europeia ou da hídrica em países da América do Sul, como o Brasil.
Os investimentos em renováveis, que ano passado foi de U$390 bilhões, deverão se manter em torno de U$440 bilhões até 2030, sugere a IEA, abaixo dos U$650 bilhões necessários para atingir as metas de sustentabilidade do setor elétrico mundial. (ecodebate)

Engie fornecerá energia renovável para aviões no Aeroporto de Brasília

Engie vai fornecer energia renovável para aviões no Aeroporto de Brasília.
Parceria com concessionária prevê suprimento de aeronaves em solo por meio de 22 pontes de embarque, reduzindo emissões de CO2 e custo com querosene ou geradores a diesel.
A Engie e a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, firmaram parceria inédita para fornecimento de energia renovável a aviões estacionados no terminal brasiliense. O contrato prevê a instalação de equipamentos em 22 pontes de embarque e desembarque do aeroporto, visando manter a parte elétrica e de ar condicionado das aeronaves em solo em funcionamento, o que atualmente é feito por geradores externos a diesel, conhecido como GPU (Ground Power Unit), ou por microturbina a querosene do próprio avião.
Roberto Luiz, diretor de Negócios Aéreos da Inframerica, explica que a iniciativa irá reduzir a pegada de carbono ao eliminar o uso desses equipamentos na área do pátio, tornando-a mais segura, com menos obstáculos para manobras de veículos e pessoas, além de reduzir o nível de ruídos das operações. “Buscamos mostrar nosso comprometimento com a redução dos gases de efeito estufa (GEE) e reforçar nossas ações em prol de uma operação mais sustentável”, justifica.
Recentemente o Aeroporto de Brasília foi reconhecido com o Selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol (Greenhouse Gas Protocol), que realiza a publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) também reconheceu o terminal brasiliense com a certificação internacional de controle de carbono. Na localidade, as principais companhias aéreas já aderiram ao serviço, o que pode significar uma redução de cerca de 20 mil toneladas de CO2 por ano no terminal, o equivalente ao plantio de mais de 120 mil árvores.
“Essa iniciativa está em linha com a ambição da Engie de liderar a transição energética rumo a uma economia de baixo carbono, auxiliando empresas a descarbonizarem os seus processos, tornando-as mais sustentáveis e mais eficientes”, afirma Leonardo Serpa, diretor-presidente da Engie Soluções. “Além disso, as companhias aéreas terão também seus custos otimizados, a energia elétrica tende a ter preços mais competitivos”, completa o executivo.
Parceria de longo prazo
A companhia e o Aeroporto de Brasília também são parceiras no fornecimento de energia renovável, iniciativa que entrará em vigor a partir de 2022. De acordo com Serpa, a empresa negocia também com outros terminais aeroportuários, um segmento estratégico para a companhia, soluções de mobilidade elétrica e outros serviços.
Roberto Luiz, da Inframerica, afirma que a parceria com a empresa é de longo prazo e ressalta que o objetivo é replicar este novo projeto em outros aeroportos do Grupo, tanto no Brasil como no exterior. A previsão é que todas as pontes de embarque e desembarque do Aeroporto de Brasília estejam adaptadas para o fornecimento de energia elétrica em até 12 meses. (canalenergia)

EDP investirá em 2020 R$ 3,8 milhões em projetos de Eficiência Energética

EDP ES investirá R$ 3,8 milhões para projetos de Eficiência Energética em 2020.
Objetivo é incentivar propostas que contribuam para o combate ao desperdício e redução do consumo de energia na área de concessão da distribuidora.
A EDP Espírito Santo divulgou o início de sua Chamada Pública para Projetos voltados à eficiência energética, disponibilizando um total de R$ 3,81 milhões para o incentivo de propostas que tenham como objetivo a conservação e o uso racional da energia elétrica, e que serão aplicados pela distribuidora no próximo ano. Com R$ 1,9 milhão, a área de iluminação pública angariará a maior parte do aporte, seguida pelas melhorias em instalações residências, com R$ 1,1 milhão, no Poder Público, com R$ 500 mil e R$ 300 mil para Hospitais Públicos e Entidades Beneficentes Sem Fins Lucrativos. As inscrições podem ser feitas até 21 de fevereiro de 2020, pelo portal da Chamada Pública da EDP (CPP 001/2019), neste endereço.
A CP de Eficiência Energética da concessionária abrange iniciativas com beneficiários públicos e privados, estimulando o desenvolvimento de novas tecnologias e a criação de hábitos e práticas racionais no uso da energia elétrica. Os projetos devem trazer ideias para melhorias ou de substituição de instalações na rede, equipamentos e sistemas de controle de uso de eletricidade, afim de reduzir o consumo energético em residências, prédios públicos, hospitais públicos e entidades beneficentes sem fins lucrativos, além de prover iluminação pública.
Na edição anterior, foram beneficiados projetos como a modernização do sistema de iluminação do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves e do sistema de Condicionamento Ambiental no Hospital Evangélico de Vila Velha, além da implantação de uma micro geração fotovoltaica nas instalações do Asilo dos Idosos de Vitória.
Além da eficientização da iluminação do Hospital Madre Regina PROTMANN, em Santa Tereza, e dos sistemas de iluminação pública e implementação de um sistema de telegestão no município de Montanha, houveram iniciativas nos sistemas de iluminação e a implantação de um sistema de geração solar no Terminal do IBES (CETURB-GV), da ArcelorMittal e a implantação do projeto Eficiência Solidária, que realizou a substituição de 30 mil lâmpadas de maior consumo por LED, de clientes residenciais, por meio de ações itinerantes nos municípios de Castelo, Apiacá, Mimoso do Sul e Cachoeiro de Itapemirim. (canalenergia)

sábado, 18 de janeiro de 2020

Trina Solar lança painéis solares de até 450W no mercado global

Novos modelos da série Tallmax e Duomax Twin já estão disponíveis nas opções monofacial e bifacial e devem chegar ao Brasil no próximo ano.
A gigante chinesa Trina Solar anuncia o lançamento mundial de painéis solares com potência máxima de até 450W com previsão para chegar ao mercado brasileiro em 2020. Ao lançar os novos módulos TALLMAX, com potência de 430W a 450W, e DUOMAX TWIN, com potência de 430W a 445W, a Trina Solar se torna a única líder global do segmento de energia solar a disponibilizar painéis de altíssima potência no mercado brasileiro e no mercado global ao mesmo tempo.
“Detectamos uma tendência de mercado, que é a preferência por módulos de maior potência. No ano que vem, é muito provável que a Trina Solar já tenha módulos da geração seguinte, com potência de 500W”, comentou o diretor geral para América Latina e Região do Caribe da Trina Solar, o espanhol Álvaro García-Maltrás.
“Do ponto de vista tecnológico estamos avançando muito rapidamente. Em 2018, o módulo mais comercializado era o policristalino de 330W na América Latina, e os módulos monocristalinos de 370W, mais eficientes, porém mais caros, eram vendidos em menor quantidade. Neste ano, houve uma mudança com o surgimento de módulos mais potentes nas duas categorias”, acrescentando que antes o mercado era composto por 95% de módulos policristalinos, mas em 2019 essa porcentagem de monocristalinos e policristalinos se igualou no mesmo patamar”, acrescentou.
Os novos painéis monocristalinos estão disponíveis nas opções monofacial e bifacial com 166 células. Eles possuem tecnologia Multi-busbar (MBB) para aumentar a absorção da luz solar e half-cells cortadas a laser que melhoram a performance dos painéis.
A novidade também permite um maior Retorno Sobre Investimento (ROI); custo reduzido de BOS (componentes do sistema fotovoltaico, menos os painéis); perdas de energia até 15% menores em comparação a outros módulos, que resultam em alta Taxa Interna de Retorno (IRR), e o melhor sistema antirrachaduras em longo prazo.
Para sistemas trackers, as opções bifaciais são as mais indicadas como a solução TrinaPro, composta por painéis, trackers da NClave e inversores –, ideal para usinas solares de grande porte no Brasil.
A Trina Solar está na liderança global de energia fotovoltaica com 100% de bancabilidade do mundo, pela 4ª vez consecutiva (2016 a 2019), segundo a Bloomberg New Energy Finance (BlombergNEF). Isso significa garantia de produto e garantia técnica de longo prazo para quem adquire a marca Trina Solar.
A Trina Solar foi fundada em 1997 e hoje é líder global de energia fotovoltaica e fornecedora de soluções inteligentes completas em energia. A empresa está empenhada em pesquisa, desenvolvimento, fabricação e venda de produtos fotovoltaicos; desenvolvimento de projetos, operação e manutenção de produtos fotovoltaicos; desenvolvimento e vendas de sistemas complementares de microredes e multi energia, bem como operações de plataforma de nuvem de energia.
Em 2018, a Trina Solar lançou a marca Internet das Coisas (IoT) em Energia e iniciou a Aliança de Desenvolvimento Industrial da IoT de Energia da Trina e o Novo Centro de Inovação Industrial da IoT em Energia com empresas líderes mundiais e institutos de pesquisa. A empresa está comprometida em se tornar a líder global da indústria de energia inteligente. (portalsolar)

Fontes renováveis podem reduzir poluição em até 80%

Fontes renováveis podem reduzir poluição em até 80%, diz estudo.
Uso de energia solar e eólica pode diminuir consideravelmente a poluição até 2050, apesar de desafios.
Um novo estudo publicado no periódico científico Nature Communications sugere que a adoção de fontes renováveis de geração de energia podem reduzir em até 80% as emissões de carbono em 2050. Para essa conclusão, o estudo analisou os benefícios da descarbonização do setor de energia, um dos setores que mais emitem poluentes na atmosfera atualmente.
“Ao mudarmos para fontes renováveis de produção de eletricidade, poderemos eliminar os efeitos negativos para a saúde humana em até 80%, a saúde humana sai ganhando com a redução de emissão de poluentes”, afirmou em nota, Gunnar Luderer, autor do estudo do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático.
“Com as renováveis, ocorre a redução de poluição do ar com queima de combustíveis. Além disso, as cadeias de fornecimento para energias solares e eólicas são muito mais limpas do que a extração de combustíveis fósseis ou do que a produção de bioenergia”, escreveu Luderer.
O estudo ainda indica que ainda há muitos desafios para o desenvolvimento das renováveis pelo mundo. A produção de energia limpa precisaria de mais terrenos do que o exigido por combustíveis fósseis atualmente – e esse espaço é limitado e se torna cada vez mais escasso. Além disso, toda essa energia gerada de forma mais limpa precisa, também, ser bem armazenada em superbaterias, algo que o empresário Elon Musk tenta fazer na Austrália.
Além de metais comuns, seriam necessários alguns específicos, como o neodímio e o telúrio, usados, respectivamente, em turbinas eólicas e em células de energia solar. O estudo também aponta que as renováveis podem desestimular guerras pelo petróleo no mundo.
Até 2050, as fontes de energias renováveis como a solar, a eólica, a geotérmica e a marítima poderão abastecer em 80% a demanda mundial, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU). O setor de energia limpa tem alto potencial de expansão com a gradual substituição dos mecanismos de emissão de energias poluentes, como carvão, petróleo e gás.
O Brasil, com alto potencial para o desenvolvimento dessas fontes renováveis, já está no caminho da transição. Nos últimos três anos, os sistemas de geração de energia solar se multiplicaram de 8,7 mil para 111 mil, impulsionados pelas facilidades na aquisição de painéis solares, em 2012, por consumidores que tiveram mais liberdade para alterar sua fonte de eletricidade. Além disso, nesse mesmo período, o valor dos painéis solares caiu aproximadamente 40%, ao mesmo tempo em que as tarifas de eletricidade não renovável aumentaram em cerca de 90%.
Relatório recente da agência de risco Moody’s Investors Service aponta que, na América Latina, o Brasil apresenta as condições mais favoráveis em termos de presença de fontes de energia limpa na matriz. A produção de energia renovável no país alcança uma fatia de 82% do total, contra 60% no Peru, 17% no México, 15% no Chile e apenas 2% na Argentina. Inclusive, o país já chegou a 86% da meta de energia limpa, contra 60% da meta cumprida por parte do Peru e 35% pelo México. Chile e Argentina possuem apenas 20% das suas respectivas metas de inserção de energias limpas nas matrizes alcançadas, diz o relatório. (portalsolar)