sexta-feira, 24 de julho de 2020

Carro elétrico Kia citatino equacionado para rival Citren Ami

Carro elétrico Kia citadino está a ser considerado para rival do Citroën Ami em 2022.
O ano de 2020, ao contrário do que se esperava, não será um ano próspero para o mercado do carro elétrico. Muitas marcas suspenderam já os seus planos para novos veículos a chegar às mãos dos condutores. Contudo, a pandemia não apagou o desejo dos fabricantes automóveis de ter uma oferta totalmente elétrico, com preços acessíveis e que chegue a qualquer bolso.
Aliás, o mundo como está hoje poderá afastar as pessoas dos transportes públicos e os carros citadinos podem ser um bom investimento.
Kia quer carro elétrico citadino para rivalizar com o Citroën Ami.
Lembram-se certamente da proposta da Citroën, que deu a volta ao mundo pelo incrível preço de 6900 euros. Sim, estamos a falar do Citroën Ami, o citadino da marca francesa para o mercado dos carros 100% elétrico. Nesse sentido, a Kia pretende lançar um novo carro citadino elétrico puro para rivalizar com o Citroën Ami.
Portanto, a Kia está a olhar para o futuro com uma oportunidade de oferecer ao mercado um carro barato, elétricos dado que, refere a empresa, as pessoas vão querer afastar-se dos transportes públicos em resposta à pandemia do coronavírus.
As pessoas querem sentir-se seguras hoje. Vimos isso muito claramente num inquérito realizado depois do coronavírus na China, que mostrou que as pessoas passaram dos transportes públicos para os transportes privados. A razão é porque se sentem seguras no seu carro. Sentem-se inseguras nos transportes públicos; penso que se as pessoas tivessem escolha em Londres, optariam por conduzir o seu próprio carro.
Referiu Emilio Herrera, chefe de operações da Kia Motors Europe, em entrevista.
O futuro passar por mais transportes privados e menos por públicos?
Segundo o responsável da marca sul-coreana, os carros como os Ami têm a capacidade de mudar a forma como as pessoas se deslocam dentro e fora de cidades como Londres, Paris ou Berlim.
O nosso projeto é olhar para aquilo a que chamamos carros L6 e L7 no segmento. Carros como o Citroen Ami é algo que estamos a investigar neste momento, porque acreditamos que pode ser uma alternativa ao transporte público – desde que o possamos entregar a um custo muito semelhante ao do transporte público, disse Herrera.
O Citroen Ami foi recentemente anunciado em França, com um preço de apenas 19,99 € por mês. Os clientes que procuram comprar diretamente o carro podem fazê-lo a partir de apenas 6900 euros. Se a Kia fosse lançar algo como o Ami, teria como alvo o mesmo valor mensal e um preço de tabela igualmente baixo.
Estamos realmente a olhar para preços mensais muito baixos de subscrição para que possa realmente competir – e o Ami é um dos veículos para o qual olhámos. Isso significa um modelo de subscrição, ou pode alugá-lo por uma semana ou um mês, por isso precisa de ser bastante flexível como os transportes públicos.
Explicou o responsável da marca sul-coreana para a Europa.
Carro elétrico Kia citadino está a ser considerado para rival do Citroën Ami em 2022.
Alugar o carro elétrico em vez de o vender
Apesar de a Citroën só ter revelado o Ami em fevereiro, segundo Herrera, a Kia “já está a estudar uma proposta sobre a existência de micro veículos muito pequenos para uso urbano”. Nesse sentido, há uma hipótese de o projeto fazer uso dos conhecimentos adquiridos através de uma ligação com o fabricante de veículos elétricos Canoo, sediado na Califórnia.
Assista ao vídeo: https://youtu.be/iGy_G0L9moE
As empresas – juntamente com a marca irmã Kia Hyundai – já anunciaram uma nova plataforma escalável para “permitir um processo de desenvolvimento simplificado e normalizado” e, assim, “baixar o preço dos veículos”.
Herrera não confirmou se esta plataforma constituiria a base do rival Ami da Kia, mas insistiu que a sua empresa seria a primeira a utilizar a tecnologia:
A ideia é ter uma plataforma dedicada que possamos eventualmente partilhar com a Hyundai.
Quando poderá haver novidades Kia?
As palavras do responsável e o momento que atravessamos não deixa uma informação clara de quando o pequeno carro elétrico da Kia poderia ser lançado. Contudo, este poderá fazer parte da estratégia do fabricante, o ‘Plan S’, que tinha como objetivo lançar 11 carros elétricos até 2025.
Kia vai lançar mini carro elétrico com foco no transporte individual.
Dada a sua importância relativa, há uma boa possibilidade de Herrera e a sua equipa optarem por acelerar o projeto para o revelarem já no próximo ano. Assim, com tal calendário, diríamos que poderia ser posto à venda em 2022. (pplware)

Honda e General Motors anunciam dois novos carros elétricos para 2024

Honda e GM anunciam co-desenvolvimento de dois novos carros elétricos para 2024.
O anúncio de dois novos carros elétricos por parte da Honda é para 2024, mas estes irão contar com tecnologia da General Motors, sendo assim um co-desenvolvimento que terá frutos apenas daqui a 4 anos!
Carros elétricos Honda-General Motors
Estes dois novos elétricos serão lançados no decorrer do ano de 2024, apenas nos EUA e no Canadá, sendo que irão ser desenvolvidos a partir da plataforma para carros elétricos da GM.
São assim produzidos em fábricas da norte-americana – arquitetura elétrica e esqueleto do carro, mas o design de interiores e exteriores fica a cargo da japonesa.
Esta parceria surge devido ao facto de a plataforma elétrica da GM ter capacidade para atingir os 100 km/h em apenas 3segundos, com uma bateria cuja autonomia é superior a 600 km! Outro ponto a favor desta parceria é o facto de o desenho da GM permitir que estes novos carros elétricos possam ter várias configurações de baterias e modo de condução.
A ideia da japonesa Honda é criar a sua própria plataforma elétrica, mas para já não tem esses meios e como tal, tem que se associar a outras empresas do mercado. Apenas em 2025 é que contam ter essa sua plataforma elétrica para produzir carros elétricos.
Assim, para estar já no mercado dos carros elétricos, a Honda, optou por se associar à GM! Pois estes dois novos elétricos irão sair no mercado com a cara da Honda, mas com símbolo de segurança e tecnologia da GM.
O modo de condução sem mãos da GM também irá ser integrado nestes carros, este modo de condução é chamado de Super Cruise.
Esta não é a primeira vez que estas duas empresas trabalham em conjunto, tendo mesmo partilhado veículos nos anos 1990, quando a Isuzu fazia parte da GM. Mais recentemente em projetos conjuntos de desenvolvimento de tecnologias de células combustível a hidrogénio, baterias e mais recentemente os carros autónomos! (portal-energia)

Geração distribuída atinge 3 gigawatts no Brasil

Segundo a Aneel, maior parte da potência instalada se concentra em projetos comerciais e residenciais, ambos segmentos com mais de 1 GW.
A geração distribuída (GD) atingiu 3 gigawatts (GW) no Brasil. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o segmento totaliza 242 mil usinas e mais de 315 mil unidades consumidoras. A geração solar fotovoltaica representa a ampla maioria de todas as conexões.
A maior parte da potência instalada se concentra em projetos comerciais e residenciais, ambos segmentos com mais de 1 GW. Na sequência, vem as classes rural (370 MW), industrial (305 MW), poder público (39 MW), serviço público (3 MW) e iluminação pública (571 KW).
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o país totaliza 300 mil unidades consumidores de energia solar na GD. São 2,8 gigawatts de potência instalada na mini e microgeração distribuídas, com mais de R$ 14,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012. Entre o final de abril e o final de maio, o mercado apresentou um crescimento de 5,1% no número de unidades consumidoras.
Apesar desses avanços, o Brasil continua com um mercado muito pequeno, com apenas 0,3% dos 84,4 milhões dos consumidores de energia elétrica fazendo uso do recurso da energia solar. Para efeito de comparação, países como Austrália, China, Estados Unidos e Japão já ultrapassam a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos.
Atualmente, o mercado de GD é afetado pelas restrições e impactos econômicos impostos pela pandemia de COVID-19. Porém, a expectativa é de que o segmento retome o crescimento tão logo o momento mais agudo da crise sanitária seja superado. A avaliação do setor é que o encarecimento do custo de energia irá estimular os investimentos.
“O consumidor que pensava em fazer um investimento em GD pode não fazer agora por uma questão de caixa, mas dificilmente irá cancelar esses planos. A expectativa é de que as vendas sejam retomadas quando houver um cenário mais positivo para a normalização das atividades econômicas” disse a vice-presidente de geração distribuída da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Bárbara Rubim, em entrevista recentemente publicada pelo Portal Solar.
O presidente do conselho de administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, afirma que o sistema fotovoltaico é investimentos que traz um retorno superior ao oferecido no próprio mercado financeiro. “Como o juro real no Brasil está mais baixo, os consumidores têm buscado alternativas de investimentos com retornos mais rápidos, como é o caso da energia solar”. (portalsolar)

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Estudo aponta potencial eólico superior a 7 TW ao longo da costa

Mapeamento feito por pesquisador da UFSC inclui AP e PA entre os hot spots.
Estudo recente da Universidade Federal de Santa Catarina sobre o potencial eólico offshore do Brasil mostra que o recurso existente entre 0 e 100 metros de profundidade é de 1,3 TW. Considerando a Zona Econômica Exclusiva, que abrange 200 milhas mar adentro a partir da costa, o valor sobe para 7,2 TW de potência instalada.
O trabalho realizado pelo professor e pesquisador Felipe Pimenta utiliza um método de extrapolação vertical que leva em consideração a estabilidade da atmosfera dos locais estudados e usa uma base de dados mais extensa, que vai de 1987 a 2014. O resultado é mais conservador que o método tradicional (Lei Logarítimica), com magnitudes 20% menores que a de estimativas que consideram condições de atmosfera neutra, mas com a vantagem de ter maior precisão.
Pelo método tradicional, o potencial calculado chega a 9,3 TW. Há, no entanto redução de cerca de 20% quando se considera a instabilidade atmosférica. Estimativa da Empresa de Pesquisa Energética, sem a extrapolação vertical, dá um resultado de 10 TW.
O mapeamento é a continuação de trabalho iniciado pelo pesquisador em 2008, durante doutorado nos Estados Unidos. Ele apresenta resultados em função da estação do ano e da produtividade da turbina por distância da costa e ao longo da costa, mas sugere a necessidade de medições por um ou dois anos para a validação dos dados apurados.
O levantamento foi feito ao longo de toda a costa brasileira, do Amapá ao Rio Grande do Sul, e aponta o que Pimenta chama de hot spots, que são locais onde com grande potencial de exploração econômica. Esses pontos estão localizados nos estados do estados do Amapá e do Pará, na Região Norte; no Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, no Nordeste; Espírito Santo e Rio de Janeiro, no Sudeste; Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na Região Sul.
Há recursos eólicos da ordem de 725 GW em águas mais rasas, entre 0-35m; e de 980 GW entre 0-50 m. Essas profundidades são encontradas no Norte e no Nordeste, onde a exploração pode ser feita mais próxima à costa. Recursos significativos também são encontrados no sul para águas mais profundas, onde os ventos são mais intensos quanto maior a distância do continente. O trabalho identifica instabilidades atmosféricas no Norte, Nordeste e Sudeste (à exceção da região de Cabo Frio, no Rio de Janeiro) e estabilidade no Sul.
Um aspecto interessante já identificado em mapeamentos anteriores é a complementariedade sazonal significativa entre a costa norte e nordeste do país. Enquanto a potência dos ventos é maior na costa do PA e AP no verão (janeiro), no inverno a situação muda, quando ela se intensifica na costa do PI,CE e RN. “Essa complementariedade sazonal pode ser usada de maneira eficiente, onde as turbinas estiverem interligadas através da rede de transmissão”, explica o pesquisador, que chama o movimento de “gangorra do corredor norte-nordeste”.
Pimenta afirma que o resultado apurado serve não apenas para atrair investimento, mas também para planejar incentivos a regiões que não estão tendo ainda propostas de usinas offshore. Ele dá como exemplo o Amapá e o Pará.
Um das surpresas da pesquisa foi a constatação de que embora no Nordeste  os ventos sejam mais abundantes, nos dois estados do Norte os recursos são mais  maiores, por causa da extensão da plataforma continental. “São centenas de quilômetros de largura, enquanto no Nordeste os recursos estão confinados a um espaço menor, porque a plataforma continental é estreita.”
Em janeiro do ano passado existiam seis projetos de fazendas eólicas offshore em licenciamento ambiental pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, para obtenção da licença prévia, incluindo um projeto da Petrobras. Segundo o roadmap da EPE, “o licenciamento ambiental de projetos eólicos offshore deve incluir também a linha de transmissão que fará o escoamento da energia gerada por esses projetos até um ponto de conexão ao Sistema Interligado Nacional.”
Medição
A pesquisa desenvolvida na UFSC, por meio do Projeto MovLidar (4068201314), tem o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Instituto Nacional de Tecnologia em Energia Fluvial e Oceânica (Ineof) (465672/2014-0). A universidade obteve recursos para a compra de um equipamento de medição chamado Lidar, que custa em torno de R$ 550 mil, e foi instalado em um pier costeiro ao sul de Santa Catarina, onde funciona há mais de três anos.
O custo é elevado, mais ainda assim muito mais barato que o de instalação de torres de medição meteorológica, afirma Pimenta. Para o pesquisador, a melhor maneira de fazer um mapeamento amplo do potencial ao longo da costa, com campanhas de medição de vento, seria a instalação de uns dez equipamentos desse tipo. O investimento custaria de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões e poderia ser financiado pela iniciativa privada. (canalenergia)

Bahia é o estado que gera mais energia solar no Brasil

Região possui 29 parques de geração fotovoltaica, com 145,4 gigawatts/hora no primeiro mês do ano.
Informe sobre energia renováveis, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), indicou que a Bahia é o estado que mais gera energia solar fotovoltaica no Brasil. Em comparação aos outros estados brasileiros, o estado baiano contribui com 36%. O levantamento foi realizado em janeiro deste ano.
Ao total, o estado da Bahia possui 29 parques de geração de energia e foi registrado, no primeiro mês do ano, a geração de 145,4 gigawatts por hora de energia elétrica e investimento de R$ 3,8 bilhões, segundo a pesquisa.  Além dessas boas notícias, a Bahia lidera a comercialização de parques eólicos a partir dos leilões de energia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com 31,3%. Com 169 parques em operação espalhados por cerca de 20 municípios, o investimento é equivalente a R$ 8,3 bilhões.
“Todos os investimentos em sistemas fotovoltaicos apresentam um enorme potencial para o mercado baiano”, afirmou Lucas Batista, diretor da divisão de Energia Solar da LEDAX, empresa que promove o uso inteligente da energia, oferecendo soluções de economia com iluminação LED e geração de energia fotovoltaica para clientes corporativos.
Este fato é possível porque a Bahia possui a melhor irradiação solar do Brasil e é considerada uma das melhores do mundo.  E por essa questão pessoas e empresas estão buscando investir cada vez mais no setor solar na região.
O investimento tem gerado maior desenvolvimento econômico, além de promover a sustentabilidade na região.  Dos 25 parques solares do Estado, 24 já estão em operação, com capacidade de 636 MWh. O Estado tem 25% dos parques fotovoltaicos do Brasil, com mais de R$ 3 bilhões investidos.  Desse montante, foram investidos nos municípios de Tabocas do Brejo Velho, Bom Jesus da Lapa, Juazeiro, Salvador, Guanambi e Itaguaçu da Bahia, com a geração de aproximadamente 18 mil empregos diretos e indiretos na fase de construção dos parques. Além disso, mais cinco parques devem entrar em operação até 2021, com investimento de mais de R$ 737 milhões, que devem gerar 4.200 empregos diretos e indiretos.
Já no norte da Bahia, a principal fonte de geração de energia hidrelétrica, o Rio São Francisco, também estimula a geração de energia solar. No lago da usina de Sobradinho, por exemplo, estão instaladas mais de 3.700 placas fotovoltaicas. As placas ocupam uma área de 11 mil metros quadrados e geram 6 mil MWh, o suficiente para abastecer cerca de 2 mil casas populares.
A Bahia também abriga o maior parque solar do Brasil, na cidade de Bom Jesus da Lapa. A planta tem mais de 500 mil painéis fotovoltaicos que geram energia suficiente para atender o consumo de 166 mil casas por um ano. Em Barreiras, outra usina está em construção e vai produzir 95 MWh.
Fonte fotovoltaica cresceu mais de 70% no estado em relação a 2018; e a eólica registrou aumento de mais de 50% na região.
Bahia liderou produção de energia solar e eólica no País em 2019.
A Bahia está na liderança nacional na geração de energia eólica (31,8%) e solar fotovoltaica (33,7%) em 2019. A fonte fotovoltaica cresceu mais de 70% no estado em relação a 2018 e a eólica mais de 50%. (portalsolar)