segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Incentivo para energia renovável em novas construções

Comissão aprova incentivo para energia renovável em novas construções.

Texto aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados modifica o Estatuto das Cidades para estimular o uso de energias renováveis, como a solar, em todas as novas obras e edificações do país. Proposta ainda será debatida nas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania e no Plenário da Câmara. Parar virar lei, ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
Geração distribuída instalada em escola municipal de Ribeirão Preto (SP)

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que estimula a instalação de fontes de energia renovável, como painéis solares, em novas obras e oferece descontos em taxas de construção para quem adotar “telhados verdes” ou outros espaços com vegetação.

Caso a proposta se torne lei, as construtoras que instalarem telhados verdes ou espaços vegetados receberão um desconto na outorga onerosa, uma taxa paga às prefeituras para construir acima do limite básico.

O texto também modifica o Estatuto da Cidade para orientar os governos municipais a criarem estímulos para a geração de energia por fontes renováveis, como a solar, em edificações.

A proposta aprovada é um substitutivo do relator, deputado Yury do Paredão (MDB-CE), ao Projeto de Lei 2741/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO). Por recomendação do relator, o colegiado rejeitou o parecer adotado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Projeto aprovado na Câmara propõe incentivos às energias renováveis em novas obras, altera o Estatuto da Cidade e prevê descontos em taxas para construções sustentáveis.

Energias renováveis ganham espaço nas cidades: Câmara avança com incentivos a painéis solares e telhados verdes em novas construções.

Enquanto a versão da Comissão de Meio Ambiente se concentrava em obrigar os municípios a darem descontos em taxas de construção para quem instalasse “telhados verdes”, o novo texto manteve essa ideia e incluiu uma nova diretriz geral no Estatuto da Cidade para estimular o uso de energias renováveis, como a solar, em todas as novas obras e edificações do país, uma medida que não estava prevista na proposta anterior.

Segundo o relator, a medida busca alinhar o desenvolvimento das cidades com as metas de sustentabilidade.

“O poder público poderá atuar como indutor do desenvolvimento sustentável, estimulando os agentes privados a adotarem em suas construções tecnologias como a utilização de placas fotovoltaicas”, afirmou o deputado Yury do Paredão.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Como houve pareceres divergentes entre as comissões de mérito, o projeto de lei, que tramitava em caráter conclusivo, perde essa condição. Agora, a proposta deverá passar pela análise do Plenário.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Investimentos previstos até 2030 somam mais de R$ 400 milhões e impulsionam fontes renováveis nos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. (pv-magazine-brasil)

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