terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Rejeição ao subsídio solar chega a 75% dos brasileiros

Uma pesquisa recente indica que 75% dos consumidores de energia no Brasil consideram injusto pagar subsídios destinados aos painéis solares. A maioria dos entrevistados desconhece que esses valores estão embutidos na conta de luz.

Detalhes da Pesquisa e Contexto

Percentual de Rejeição: 75% dos brasileiros se opõem ao pagamento de subsídios para a geração de energia solar, sugerindo uma falta de conscientização generalizada sobre como esses custos são distribuídos entre todos os consumidores de energia.

Custos Ocultos: Os subsídios são pagos por meio de encargos na conta de luz, especificamente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que financia diversos programas sociais e de incentivo no setor elétrico.

Argumento Contra os Subsídios: O principal argumento é que o custo desses programas acaba sendo arcado por toda a sociedade, através de impostos e contribuições, mesmo por aqueles que não possuem sistemas de energia solar.

Discussão Governamental: A questão dos subsídios tem sido tema de debate no governo. Em 2025, o Ministério de Minas e Energia entregou uma proposta para cortar os subsídios dos setores solar e eólico como forma de compensar a ampliação da tarifa social de energia elétrica para famílias de baixa renda.

Apesar da rejeição aos subsídios, outras pesquisas mostram que uma grande maioria da população tem uma visão positiva da energia solar em si: 89% dos brasileiros afirmaram que instalariam energia solar para combater as mudanças climáticas.

Pesquisa realizada em todo o país revela que a maioria dos consumidores desconhece esse valor embutido nas contas de luz.

Três em cada quatro brasileiros consideram injusto pagar subsídios para os painéis solares na conta de luz, segundo pesquisa nacional encomendada pela RAD Energia. O levantamento aponta que 75% dos consumidores são contra esse repasse e que 78% sequer sabem que parte da tarifa é usada para beneficiar proprietários de sistemas de geração distribuída, um custo que chega, em média, a R$ 96 por unidade consumidora.
De acordo com o estudo, a maioria dos entrevistados defende que todos os usuários de energia elétrica arquem com as tarifas de forma igual, inclusive aqueles que possuem painéis solares em casa. Segundo a plataforma Subsidiômetro da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o setor de geração distribuída é responsável sozinho por dos subsídios presentes nas contas de luz, uma derrama que já custou, somente neste ano, R$ 13 bilhões e constitui o maior subsídio que pesa na tarifa do consumidor.

A percepção sobre o peso da conta da luz no orçamento doméstico também é generalizada. Nada menos do que 83% dos brasileiros consideram o valor cobrado alto, índice consistente em todas as regiões do país. "Os resultados mostram que o consumidor desconhece os componentes que encarecem a conta de luz", afirma Reginaldo Medeiros, CEO da RAD Energia e conselheiro do Coinfra da CNI. "Fica evidente também que o cidadão é contrário ao subsídio para painéis solares em suas tarifas", acrescenta. Segundo ele, as autoridades dos poderes Executivo e Legislativo deveriam considerar esse posicionamento da sociedade nas decisões sobre o setor.

A pesquisa, conduzida pelo instituto Opinion Box, ouviu 400 pessoas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Entre os entrevistados, 90% pagam conta de luz regularmente, 87% não utilizam painéis solares e 88% já tinham ouvido falar sobre geração distribuída.

Sobre a RAD Energia

A RAD Energia é uma consultoria especializada em inteligência para o mercado elétrico brasileiro, com os objetivos de fortalecer a autorregulação do setor e ampliar a participação dos diferentes agentes nas decisões que impactam o sistema energético nacional. (terra)

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