domingo, 2 de fevereiro de 2020

EDP instala postes de energia solar em comunidade de Vila Velha

Parceria com Projeto Litro de Luz Brasil vai beneficiar 1.200 pessoas.
A EDP, em parceria com o projeto Litro de Luz Brasil, realizou no fim de semana a instalação de 60 postes de energia solar na comunidade de Nova Jabaeté, em Vila Velha, no Espírito Santo. O Litro de Luz Brasil é uma organização social que atua levando luz elétrica a comunidades de baixa renda, não cobertas pela rede convencional de distribuição de energia. A solução de iluminação pública é composta de canos de PVC, uma bateria que armazena a energia captada durante o dia, e uma lâmpada de LED protegida por uma garrafa PET.
A instalação dos postes foi feita por 50 voluntários da EDP, além de voluntários do Projeto e moradores da própria comunidade. De acordo com a Associação Dos Moradores do Parque Residencial Nova Jabaeté, 1.200 pessoas serão beneficiadas. O loteamento da comunidade de Nova Jabaeté não era considerado regular pelos órgãos públicos, razão pela qual a região não era alcançada pela rede de distribuição de Vila Velha. No fim do ano passado, a comunidade foi reconhecida como área de interesse social. Com isso, o bairro vai receber a rede de distribuição, com a instalação de poste padrão para as casas, construção de rede de distribuição em média tensão, posteamento, entre outras medidas técnicas para um serviço seguro e com a máxima qualidade.
Enquanto essas obras são executadas, a distribuidora vai oferecer para comunidade a solução de iluminação pública idealizada pelo projeto Litro de Luz. “Essa ação faz muito sentido para nós. A EDP, por meio do Instituto EDP, tem como objetivo ajudar na melhoria de qualidade de vida da população, seja pela educação, lazer ou esporte. No Instituto EDP, acompanhamos de perto como esse tipo de ação envolve e melhora a vida das pessoas e da comunidade. Seguimos com o nosso compromisso com o desenvolvimento do Estado e com a nossa meta de usar nossa energia para cuidar sempre melhor”, afirma João Brito Martins, diretor da EDP no Espírito Santo.
A eletrificação traz diversos benefícios, como mais segurança para andar à noite, aumento do potencial de comércio e atividades de lazer noturnas. Mas, além de iluminar as localidades, o projeto Litro de Luz busca empoderar os moradores participantes, incentivando a participação de todos como agentes de transformação da própria comunidade. (canalenergia)

Em 20 anos, consumidor pagará 60% a menos pela energia solar

Consumidor pagará 60% a menos pela energia solar daqui há 20 anos, diz estudo.
Relatório da Statkraft aponta que 80% da eletricidade mundial será renovável em 2050, sendo a opção mais barata e limpa
Em 2050, o consumidor pagará pelo sistema solar fotovoltaico 60% menos do que hoje. Além disso, a capacidade global da fonte aumentará em 30 vezes até lá. As informações são do relatório da Statkraft Baixas Emissões – Cenário 2019. O relatório é desenvolvido anualmente pela empresa apontando o cenário de baixas emissões e a análise do desenvolvimento do mercado global de energia, com o objetivo de entender de maneira mais profunda as tendências do mercado.
Estudo aponta que 80% da eletricidade mundial será renovável em 2050. Em 2035, a energia será capaz de atender quase 40% da demanda global de eletricidade, deixando a energia eólica, na segunda posição, com 30%. Diante deste cenário cada vez mais limpo, a fonte vilã das emissões de gases de efeito estufa será o gás natural. Em 20 anos, as emissões serão cerca de 44% menores do que as atuais.
O documento também prevê que quase todos os carros comercializados serão elétricos ou movidos a hidrogênio em 2050. Para o CEO da Statkraft no Brasil, Fernando De Lapuerta, o relatório mostra a tendência mundial de preocupação com o meio ambiente. “Globalmente, as emissões se reduzirão de maneira acelerada para cumprir as metas climáticas. O relatório nos mostra o caminho a seguir. Como é observado, as energias renováveis continuarão a entrar no mercado à medida que se tornarão mais acessíveis, com menor custo e serão a melhor opção em termos econômicos e, naturalmente, ambientais”.
Segundo projeções da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), em 2050, 40% da matriz elétrica mundial será composta energia solar. No Brasil, não será diferente, onde 38% da matriz energética será suprida por energia solar fotovoltaica nesse período.
A estimativa é de que, no país, a fonte ultrapasse a marca de 3.000 MW ainda em 2019, atraindo mais de R$ 5,2 bilhões em novos investimentos privados, com a instalação de mais de 1.000 MW adicionais em sistemas de pequeno, médio e grande porte, segundo projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).
Na contramão do mundo, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública para a revisão das regras de geração distribuída, com a intenção de reduzir gradualmente os subsídios oferecidos hoje para quem usa o sistema. Na avaliação da Aneel, atualmente a produção desse tipo de energia já tem um custo viável, diferentemente de quando a medida foi implantada.
Elaborada em 2012, a resolução estabelece subsídios para incentivar esse tipo de prática, como a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica e também do pagamento de outras componentes da conta de energia, como os encargos setoriais (que geram receita para subsidiar a tarifa social, por exemplo).
Para a ABSOLAR, as mudanças na regulamentação da geração distribuída no Brasil, propostas pela Aneel para entrar em vigor já em 2020, estão desequilibradas e seriam muito prematuras, diante do atual cenário brasileiro. (portalsolar)

1 milhão de pessoas está sem energia elétrica na Amazônia

Quase 1 milhão de pessoas está sem energia elétrica na Amazônia, diz estudo.
Instituto de Energia e Meio Ambiente poderá planejar soluções para universalização da energia elétrica na região
Uma análise inédita feita pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) aponta que 990.103 brasileiros não têm energia elétrica na Amazônia Legal. O estudo, com metodologia analítica georreferenciada, foi desenvolvido para estimar e acompanhar a evolução desse número, em diferentes demarcações territoriais e classes populacionais como povos indígenas, extrativistas, quilombolas e assentados. Dessa maneira, é possível planejar o montante de recursos para suprir o problema.
“A partir desse resultado, poderemos dimensionar o período em que se quer atingir a universalização da energia elétrica na Amazônia e como ir além do acesso à energia para o bem-estar social ao promover também as atividades produtivas comunitárias”, explica Pedro Bara, pesquisador sênior do IEMA.
IEMA faz parte de uma rede de instituições (que também inclui Absolar, Charles Stewart Mott Foundation, COIAB, Conselho Nacional das Populações Extrativistas, Energia Para Vida, FOIRN, Greenpeace, Instituto Clima e Sociedade, IEE-USP, Instituto Saúde e Alegria, Instituto Socioambiental e WWF) que discute soluções para os obstáculos à universalização do acesso à energia elétrica.
Em abril/2019 a rede publicou a “Carta aberta da Feira e Simpósio Energia & Comunidades, soluções energéticas para comunidades da Amazônia” com recomendações para resolver o problema da exclusão elétrica nas comunidades remotas da Amazônia.
Agora, os dados do IEMA vão contribuir com a superação dos obstáculos apontados pela rede ao propor um método de mapeamento atualizado da exclusão elétrica. O Instituto ainda tem a intenção de discutir o uso dessa metodologia com a rede, com o poder público e com empresas a partir dessa ferramenta de referência.
Para Vinicius de Sousa, pesquisador do IEMA, a vida das comunidades com o acesso à energia elétrica muda significativamente, permitindo a ampliação de atividades produtivas, além de trazer benefícios para armazenar vacinas, medicamentos e alimentos, bombeamento de água potável, iluminação para estudo noturno, uso de computadores em escolas, entre outros.
“Também deve respeitar pessoas ou comunidades que não querem ter acesso à energia elétrica. Porém, vale ressaltar que aqueles que gostariam de ter eletricidade, mas estão sem acesso ao serviço público de energia elétrica, passam por dificuldades relevantes diariamente”, destacou.
A pesquisa estima que 19% da população que vivem em Terras Indígenas na Amazônia estejam sem acesso à energia elétrica. Além disso, para a população que vive em Unidades de Conservação, esse número chega a 22% e, para assentados rurais, é de 10%.
Kit De Energia Solar: Tudo o Que Você Precisa Saber
Antes do estudo do IEMA, a única base de estudo disponível era o Censo Demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas esses dados não acompanhavam a evolução do atendimento com diferentes recortes territoriais.
Segundo a pesquisadora do IEMA, Camila Cardoso, as distribuidoras também têm dificuldade de realizar esses tipos de levantamentos, sendo custosos e demorados. “Agora, estimativas como essa tornam-se uma opção importante principalmente na fase de planejamento”, explica a pesquisadora do IEMA. (portalsolar)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Está indefinida inauguração da usina solar fotovoltaica da UFGD

Data de inauguração da usina solar fotovoltaica da Universidade Federal da Grande Dourados segue indefinida.
A concessionária Energisa já efetuou a vistoria e aprovou a instalação e os testes finalizaram-se no final de novembro.
A maior usina do setor público brasileiro, a ser instalada na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados, Mato Grosso do Sul, ainda não tem data prevista para inauguração. A princípio sua estreia estava prevista para 31/10/19, mas foi cancelada. A concessionária Energisa já efetuou a vistoria e aprovou a instalação e os testes finalizaram-se no final de novembro.
As 16 unidades de 70,35 kWp (quilowatt pico) operavam em fase de testes desde meados de outubro, totalizando uma potência instalada de 1.125,6 kWp, com capacidade para abastecer o equivalente a 1,2 mil casas em um ano.
Desde o início dos testes, o desempenho da geração está acima do esperado. “Esse resultado deve-se graças ao criterioso trabalho da equipe de gestão e fiscalização da Prefeitura Universitária e do eficiente trabalho pela contratada”, destacou o engenheiro eletricista e fiscal do contrato, Alessandro da Paixão.
A partir de fevereiro de 2020, todas as informações sobre a economia na conta de energia serão contabilizadas e divulgadas para o público, que poderão ser acompanhadas em tempo real na TV instalada na Prefeitura Universitária.
A usina instalada na universidade tem 16 módulos de 70,35 kWp (quilowatt-pico) cada, 12 deles estão nas coberturas dos blocos da Unidade 2 (2.520 placas em teclados). O restante está instalado diretamente no solo (840 placas em solo), logo na entrada na UFGD, chamando a atenção de quem chega na universidade. Em um ano, o sistema solar fotovoltaico produziria 1.705.000 quilowatt-hora, alcançando 30% de economia e com o custo de manutenção anual de apenas R$ 18 mil.
Hoje, a UFGD gasta cerca de R$ 2,6 milhões por ano com a conta de energia elétrica da Unidade 2. Com o sistema solar fotovoltaico, a estimativa é de que os painéis solares gerem uma economia anual aproximada de R$ 915 mil na conta de energia.
Além da parte financeira, há o lado sustentável do sistema, por gerar energia limpa e renovável. Assim, o montante de energia gerado corresponderá à capacidade de retirada de carbono da atmosfera de 1.411 árvores anualmente, o que evitaria a emissão de 17,6 toneladas de CO2 por mês.
Para a construção da usina, a Prefeitura Universitária recebeu R$ 4,5 milhões de investimentos por meio Termo de Execução Descentralizada (TED), via Secretaria de Educação Superior (SESU-MEC), no ano de 2018. O projeto ainda visa a ampliação para atingir 100% do consumo de toda universidade, incluindo a Unidade 1, FADIR e Fazenda.
A ideia é que o valor economizado na conta de luz possa ser revertido para pesquisas acadêmicas de graduação e pós-graduação, gerando novos conhecimentos na área.
A UFGD iniciou a instalação da usina de energia solar fotovoltaica na Unidade 2 (Cidade Universitária), em maio deste ano. “Essa é uma das maiores usinas de energia fotovoltaica da América Latina em uma universidade pública”, disse Paixão. (portalsolar)

Governo quer mais pesquisa em mineração e energia

Os ministérios de Minas e Energia (MME) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) preparam estratégias integradas para estimular a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para mineração, energia elétrica e produção de petróleo, gás e biocombustível.
Os ministros titulares das pastas, Bento Albuquerque (MME) e Marcos Cesar Pontes (MCTIC), assinaram em Brasília, portaria conjunta criando um grupo de trabalho interministerial que, nos próximos 45 dias, deverá elaborar plano e propor medidas administrativas e legais para viabilizar a aproximação entre os setores de mineração e de energia dos centros de pesquisa.
“O MCTIC sabe onde estão os melhores laboratórios, os melhores centros de pesquisa para esse desenvolvimento”, afirmou Bento Albuquerque ao falar sobre a parceria. “Estamos no ministério que sabe muito bem todo o potencial que o país tem de transformar toda riqueza natural em bens e qualidade de vida”, acrescentou Marcos Pontes.
De acordo com Albuquerque, há recursos para incrementar as pesquisas nos setores de mineração e energia. “Falta de recursos não há, o que falta é governança. Existem recursos e estão dispersos, são dissociados dos resultados que eles poderiam proporcionar e, muitas vezes, não são aplicados. Ficam aguardando os projetos serem viabilizados.”
Durante a cerimônia de assinatura da portaria, Albuquerque enfatizou que as agências reguladoras dispõem de recursos para pesquisa, arrecadados juntos às empresas, e que não estão sendo utilizados. Só no caso da Agência Nacional do Petróleo, dos R$ 16 bilhões disponíveis, só apenas R$ 6 bilhões foram gastos.
O objetivo do ministro é sofisticar as cadeias produtivas e agregar valor, por exemplo, na transformação de commodities (produtos primários negociados em mercados internacionais) minerais. “Nós somos exportadores de commodities e não conseguimos agregar valor. Isso só será feito pela ciência e tecnologia”, afirmou. (biodieselbr)