sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Hidrelétricas crescerão em 2018, mas, energia solar dobrará

Hidrelétricas irão crescer em 2018, mas energia solar fotovoltaica irá dobrar.
A produção de energia solar no Brasil dobrará em 2018, ano que concentra a maioria das entradas em operação das 67 usinas solares previstas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar geração até 2021, fruto de leilões realizados em 2014 e 2015.
De acordo com relatório divulgado pela agência, em 2018 está prevista a entrada garantida (viabilidade alta) de 28 usinas, totalizando 781 megawatts, e mais 35 usinas com viabilidade média, somando 231 megawatts de capacidade instalada.
No total, a energia solar deve acrescentar este ano ao sistema 1 012 MW, dobrando a capacidade de 1 mil MW atingida pelo Brasil no final de 2017. Em 2019, a previsão da Aneel é de entrada de mais 356 MW em energia solar.
A agência estima ainda para 2018 a entrada em operação de sete usinas hidrelétricas, com potência instalada de 3.097 MW, com contribuição de mais turbinas em Belo Monte (PA), e mais 1.569 MW em 2019.
O relatório da Aneel tem por objetivo dar publicidade às informações atualizadas do acompanhamento da fiscalização em relação às usinas já outorgadas e em fase de implantação no país.
Energia Eólica
A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), entre janeiro e novembro/2017, foi 27% maior do que a geração de igual período de 2016, segundo dados consolidados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
As usinas movidas pela força do vento somaram 4.594 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.622 MW médios gerados no mesmo intervalo de 2016.
A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 7,4% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 70,6% do total e as usinas térmicas responderam por 22%.
No final de novembro, havia, segundo a CCEE, 489 eólicas em operação comercial no Brasil que somavam 12.470 MW de capacidade instalada, aumento de 24% em um ano.
O boletim InfoMercado mensal da CCEE indica que o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.460,75 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 22,6% na comparação anual.
Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (+29,3%), o Ceará com 697,29 MW médios (6,6%), o Rio Grande do Sul com 625,94 MW médios (20%) e o Piauí com 528,07 MW médios, aumento de 59,9% frente à geração de 2016.
Os dados de novembro confirmam ainda o Rio Grande do Norte como o estado a maior capacidade instalada, somando 3.495,25 MW, alta de 12,8% em relação a igual mês de 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.349,24 MW (34,2%), o Ceará com 2.134,96 MW (10,6%), o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW (12,8%) e o Piauí com 1.443,10 MW de capacidade (66%). (AE). (ambienteenergia)

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