UNESP
pretende economizar R$ 30 milhões com eficiência energética.
Chamada
pública da UNESP pretende economizar R$ 30 milhões com eficiência energética e
migração para o mercado livre.
A
Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo e a UNESP assinaram em
08/11/17, um protocolo de intenções em que a Secretaria dará suporte técnico à
contratação de empresa que realizará estudos de viabilidade para a migração dos
contratos de energia da Universidade para o mercado livre e medidas de
eficiência energética que impactarão na redução do consumo de energia elétrica
das 34 unidades distribuídas em 24 municípios do Estado.
Atualmente,
a UNESP tem uma despesa anual de R$ 30 milhões com energia elétrica. “A
expectativa é que somente com a mudança para o mercado livre a UNESP tenha uma
economia de 20% na conta, o que representa cerca de R$ 5 milhões”, explicou o
secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.
A
UNESP realizará uma chamada pública que definirá a proposta mais vantajosa para
a contratação de empresa especializada em serviços de consultoria, assessoria e
gestão energética.
O
protocolo prevê a estruturação e implantação de modelo de contrato de
performance, com remuneração pelos serviços mediante o desempenho alcançado e a
editoração de publicações referentes aos resultados das ações.
“Ações
como estas são importantes num contexto de fomento de triangulações na qual a
universidade e o setor privado fortaleçam o Estado como uma instância
empreendedora. As universidades públicas paulistas têm plenas condições de dar
retorno à sociedade que a financia na forma de conhecimento acadêmico e de
papers publicados em revistas de prestígio nacional e internacional. Elas
também contribuem com a geração de riqueza na forma de pesquisas e ações com
impacto no PIB. O Estado investe na inteligência das universidades; e isso pode
trazer repercussões no setor empresarial, principalmente em São Paulo, que tem
um sistema único com a autonomia de três universidades públicas (USP, UNESP e
Unicamp), que cobrem 33 cidades paulistas, tendo a FAPESP como amálgama desse
conhecimento”, disse o reitor da UNESP, Sandro Roberto Valentini.
Somando
todos os campi da universidade, o consumo anual chega a 60 gigawatt-hora (GWh).
“A UNESP poderá alcançar uma economia anual ainda maior com a aplicação de
outras ações como a substituição da iluminação atual por lâmpadas de led,
modernização dos equipamentos de refrigeração e a instalação de geradores para
os horários de ponta”, explica o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso
de Abreu Junior.
A
Secretaria de Energia e Mineração irá apoiar também o estudo de projetos de
geração distribuída a partir de fontes renováveis, como solar fotovoltaica,
biogás, biomassa e outras fontes alternativas nos diversos campi da
Universidade.
“Gerar
economia para as instituições do Estado, aumentar a geração de energia
renovável na matriz energética paulista e criar emprego e renda para a
população. Essa é a orientação do governador Geraldo Alckmin e objetivo desse
projeto”, destacou Meirelles.
Sobre
a UNESP
Mantida
pelo Governo do Estado de São Paulo, é uma das três universidades públicas de
ensino gratuito, ao lado da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp
(Universidade Estadual de Campinas). Criada em 1976, a partir de institutos
isolados de ensino superior que existiam em várias regiões do Estado de São
Paulo, a UNESP tem 34 unidades em 24 cidades, sendo 22 no Interior; uma na
Capital do Estado, São Paulo; e uma no Litoral Paulista, em São Vicente.
(ambienteenergia)
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