Novo tipo de tabaco pode ser usado na produção de
biocombustíveis
Semente de planta que permite utilização em óleo vegetal,
cosméticos e ração animal é testada em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul.
Voltado para a produção de biodiesel, o tabaco energético é
testado de forma experimental no Vale do Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. A
planta tem baixíssimo teor de nicotina e é rica em óleo.
Chamado de tabaco energético, foi desenvolvido pela empresa
italiana de biotecnologia Plantechno. Em 2007, a também italiana Sunchem passou
a fazer testes em escala mundial. No fim de 2011, o tabaco energético foi
plantado na propriedade de 10 hectares de Nelson Tatsch, na localidade de
Rincão Del Rey, em Rio Pardo. O cultivo é uma parceria entre a M&V
Participações e a Sunchem. De acordo com o coordenador do projeto, economista
Sérgio Camps de Morais, a primeira colheita deve ocorrer no fim do mês.
"Apostamos como uma fonte de diversificação para a
produção de fumo. De nenhuma forma queremos substituir o tabaco convencional,
mas com as fortes pressões de combate ao tabagismo, o tabaco energético pode
ser uma ótima alternativa de renda aos fumicultores", afirma.
Na comparação com a soja na produção de biodiesel,
acrescenta Morais, o fumo tem vantagem porque não é destinado à alimentação.
O tabaco convencional tende a ser mais rentável do que o
energético. Mas como a produção da nova planta pode ser intercalada com a safra
convencional, já que é mais resistente, a expectativa dos pesquisadores é que
os fumicultores plantem as duas variedades. "Mesmo com a estiagem e duas
fortes geadas, o fumo se recuperou muito bem", relata o produtor Nelson
Tatsch.
A produção é vista com otimismo pelo presidente da
Associação dos Fumicultores do Brasil, Benício Werner. O dirigente entende que,
além de ampliar práticas sustentáveis, a produção tem potencial para a geração
de renda.
Compare as duas culturas:
Convencional
Ciclo produtivo: plantio começa em agosto e a colheita, em janeiro
Ciclo produtivo: plantio começa em agosto e a colheita, em janeiro
Produtividade: 2 toneladas/hectare
Lucratividade: R$ 10 mil por hectare
Uso: exclusivo para produção de cigarros
Energético
Ciclo produtivo: como a planta é resistente, produtor
pode escolher em que mês iniciar o plantio
Produtividade: de seis a 10 toneladas/hectare
Lucratividade: R$ 5 mil por hectare
Uso: produção de biocombustíveis, óleo vegetal,
cosméticos e ração animal (revista.pensecarros)
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